terça-feira, 29 de setembro de 2015

Juiz politiqueiro.

Gilmar Mendes deveria ser processado por danos morais ao STF.

Silvio Melgarejo

29/09/2015


https://www.facebook.com/notes/silvio-melgarejo/juiz-politiqueiro/1138317702848294

Enigma.

Se a essência de um governo é a sua política econômica, como combater uma política econômica e ao mesmo tempo apoiar o governo que a concebe e implementa?

Enigma.

Se a essência de um governo é a sua política econômica, como combater uma política econômica e ao mesmo tempo apoiar o governo que a concebe e implementa?

Silvio Melgarejo

29/09/2015


https://www.facebook.com/notes/silvio-melgarejo/enigma/1138311746182223

segunda-feira, 28 de setembro de 2015

Divórcio condenado e traições consentidas.

Essa fúria toda, que tenho visto, contra o deputado Molon, vindo de tanta gente que silenciou ante o apoio do PT do Rio à concessão da Medalha Tiradentes a Eduard0 Cunha, e ante o estarrecedor anúncio, pelo presidente do diretório regional do partido, Washington Quaquá, de que o PT apoiará o candidato do PMDB, Pedro Paulo, na eleição para prefeito do Rio, me parece absolutamente desproporcional e incoerente.

E mais desproporcional e incoerente, ainda, me parece, quando lembro que o próprio Molon não sofreu a menor crítica quando, equivocadamente, votou, junto com a quase totalidade da bancada petista na Câmara Federal, a favor das MPs 664 e 665, do ajuste fiscal de Dilma, que eram desaprovadas pelo conjunto das centrais sindicais e movimentos populares. É esta a ajuda que esperavam que o deputado continuasse dando à presidenta?

Dizem que Molon foi para um partido de direita, por isso é um traidor. Mas que diferença há entre servir ao neoliberalismo de Marina - como supõem, os críticos, que Molon fará - e servir ao neoliberalismo de Dilma - como o deputado já vinha fazendo, com a aprovação da maioria destes que agora o condenam? Marina, pelo menos, não enganou ninguém, disse na campanha que faria o que Dilma hoje faz, tendo jurado que não faria. E, no entanto, Dilma é que é boa, traíra é Marina?

Ora, meus amigos, vamos ser razoáveis. Ajudar Marina, hoje, não é pior do que ajudar Dilma, porque há uma enorme semelhança entre a política implementada pela presidenta e a política defendida por sua adversária na campanha. Mais que isso, há uma enorme semelhança também entre as políticas de ambas e a então defendida pelo concorrente tucano, Aécio Neves. Tanto que a própria direita neoliberal - Globo à frente - tem cobrado coerência de Aécio e do PSDB, quando eles tentam sabotar o governo Dilma, na aplicação de sua política econômica.

Chamo atenção para o fato de que os dois concorrentes de Dilma na eleição presidencial, anunciaram ainda durante a campanha, os nomes dos seus ministros da fazenda, caso fossem eleitos. O de Aécio Neves, era Armínio Fraga. O de Marina Silva, André Lara Resende. E o de Dilma? O de Dilma ninguém soube, porque a presidenta omitiu, tendo anunciado apenas depois de reeleita, que seria Joaquim Levy. E que diferença há entre os economistas Levy, Lara Resende e Fraga? Nenhuma. Por isso o nome de Levy foi ocultado por Dilma dos seus eleitores. Não era conveniente que eles soubessem. O que dizer desse tipo de manobra?

Dizem os críticos de Molon que, assim como Marta Suplicy, ele desrespeitou a vontade dos seus eleitores, levando o mandato conquistado para outra legenda. Mas a verdade é que Dilma também desrespeita a vontade dos seus eleitores, quando governa com o programa de Aécio e Marina; que a bancada petista na Câmara Federal desrespeitou a vontade dos seus eleitores, quando votou a favor das MPs 664 e 665, do ajuste fiscal; que a bancada petista na Alerj também desrespeitou a vontade dos seus eleitores, quando votou a favor de uma homenagem especial a Eduardo Cunha; e que Washington Quaquá, presidente do diretório regional, desrespeita a base de filiados do PT do Rio, quando decreta que o partido apoiará o candidato do PMDB à prefeitura, na eleição do ano que vem. E quanto a isso tudo, todos estes críticos de Molon se calam.

Não consigo ver traição maior na mudança inesperada de partido do deputado Molon, do que na também inesperada mudança de política econômica de Dilma e nas posições mencionadas, do diretório regional do PT do Rio e das bancadas do partido na Alerj e na Câmara Federal. A ida de Molon para a Rede me parece menos absurda e menos prejudicial ao PT e aos trabalhadores do que estes outros fatos, contra os quais não se levanta uma voz sequer, destas tantas que ora se mostram indignadas. “Por que será?”, me pergunto. “Por que será?”, lhes pergunto.

Onde a coerência dos críticos de Molon? Por que combatem com tanto vigor a suposta traição do deputado - afinal, divórcio não é traição - e ao mesmo tempo convivem pacificamente com tantas inequívocas traições, sem esboçar a menor reação e, em alguns casos, até premiando o adultério com homenagens e expressões de incondicional apoio? Me perdoem, mas penso que falha o discernimento dos que assim procedem. Protestar contra um filiado que se desliga e contra os erros dos outros partidos e fazer, ao mesmo tempo, vista grossa para os erros do próprio PT, que provocam a maioria das defecções que ele sofre, não vai fazer do PT um partido melhor do que os outros, aos olhos da classe trabalhadora.

Erros, não se corrige sem críticas. Molon pode até ter errado, mas não foi o único e agora está fora do PT. Críticas a ele, não mais contribuem para a identificação e correção dos erros do partido e seu governo. Há traições, inúmeras, que tem sido consentidas pela maioria da militância petista, que podem custar muito mais caro ao PT e à classe trabalhadora do que esta suposta traição do deputado, que tanta revolta, inexplicavelmente, tem gerado.

Os atos de Molon, desde que saiu do partido, já não dizem mais respeito à militância petista. Já os atos do PT e do governo Dilma, estes sim é que nos dizem respeito e é com eles que devemos nos ocupar, exercitando a nossa aptidão crítica, para aperfeiçoar o desempenho de ambos. A omissão fará desta militância cúmplice de todas as traições cometidas contra a classe trabalhadora pelos dirigentes, parlamentares e governantes do PT, inclusive Dilma. Não nos omitamos, portanto, companheiros. Reajamos. Molon poderia até ser considerado parte do nosso problema quando estava no partido. Mas ele já saiu e os problemas continuam, tão graves quanto antes. Tratemos, então, de resolve-los que isto, sim, é que pode tornar o PT mais forte e mais capacitado para atingir os seus reais objetivos, que espero não terem sido esquecidos pela militância petista.

Silvio Melgarejo

28/09/2015


https://www.facebook.com/notes/silvio-melgarejo/div%C3%B3rcio-condenado-e-trai%C3%A7%C3%B5es-consentidas/1137463612933703

domingo, 27 de setembro de 2015

Permanência do PT no governo enfraquece Lula, o partido e a frente de esquerda.

A permanência do PT no governo Dilma enfraquece Lula e o partido e impede que eles contribuam para a formação de uma frente de esquerda realmente forte. Romper com o governo é preciso. Sei que é uma decisão difícil, porque trata-se de um movimento radical não isento de riscos. Mas o risco maior me parece que seja deixar a classe trabalhadora como está, sem uma alternativa viável no campo da esquerda e sendo assediada permanentemente pela direita golpista.

A dubiedade e tibieza do único partido de esquerda de massas e do maior líder popular do país desmobilizam a própria base social da esquerda governista e geram desconfianças imensas e justificadas nas bases sociais e entre as lideranças da esquerda oposicionista e dos movimentos sindical e popular, o que inviabiliza a unidade de ação, em torno de uma pauta comum, para a realização de mobilizações de grande envergadura.

A essência de um governo é a sua política econômica. Por isso não é possível combater uma política econômica e ao mesmo tempo apoiar o governo que a concebe e implementa. O compromisso de Lula e do PT com o governo Dilma representa, na prática, um compromisso com a política econômica do governo Dilma.

A unidade de ação das esquerdas inviabiliza-se pelo justificado receio de amplos setores da vanguarda de partidos e movimentos de que a luta contra o golpe acabe sendo instrumentalizada para servir ao governismo, com a defesa do mandato da presidenta Dilma transformando-se numa defesa do governo Dilma, a despeito de sua política econômica. Isto não aconteceria se Lula e o PT estivessem na oposição. Hoje perguntam, com razão, muitos lutadores:
- “Como confiar em Lula e no PT, se eles estão formal e efetivamente comprometidos com o governo executor da política econômica que combatemos? O que farão, Lula e o PT, se Dilma se mantiver intransigente? Continuarão no governo, fieis à presidenta e dando-lhe suporte para implementar sua política antipopular?”
Lula e o PT no governo se enfraquecem, portanto, e com isso enfraquecem à esquerda em seu conjunto. Por isso defendo que rompam com Dilma e passem a atuar com independência na oposição. Desta forma, acredito que poderão contribuir muito melhor e mais efetivamente, tanto com a resistência democrática ao golpismo, quanto com a resistência popular ao neoliberalismo. O futuro da democracia e da esquerda no Brasil dependerá deste reposicionamento do PT em relação ao governo. Ou o PT se apresenta, doravante, como parte integrante de um projeto alternativo democrático e de esquerda ou deixará a classe trabalhadora sem perspectivas, no meio do fogo cruzado entre a conspiração golpista e o governo neoliberal.

O PT não pode mais servir a um governo que serve incondicionalmente aos banqueiros, impondo sacrifícios injustificados aos trabalhadores. Se quiser recuperar a confiança das massas e animá-las a lutar contra o golpe, tem que romper com o governo Dilma e combater implacavelmente a sua política econômica, enquanto denuncia as intenções ocultas do golpismo. Só assim será possível construir uma frente de esquerda ampla e sólida, com força suficiente para influenciar decisivamente o processo político do país.

Lutar contra o governo neoliberal não favorecerá à conspiração golpista, e lutar contra a conspiração golpista não favorecerá ao governo neoliberal, se ambos forem combatidos com igual vigor por uma esquerda unida e independente de compromissos com os agentes dos dois males. Sem vínculos com o golpismo e sem vínculos com o governo, Lula e o PT se credenciarão para liderar uma esquerda revigorada pela unidade e livre das vacilações, recuos e dubiedades que geram desconfiança, desagregam e desmobilizam. Ousadia e coragem é o que se espera do PT e de Lula, para mostrarem aos trabalhadores hoje que outro caminho é possível e que, com luta, é possível ter dias melhores.

Silvio Melgarejo

27/09/2015


https://www.facebook.com/notes/silvio-melgarejo/perman%C3%AAncia-do-pt-no-governo-enfraquece-lula-o-partido-e-a-frente-de-esquerda/1137365299610201

sexta-feira, 25 de setembro de 2015

PT/RJ: Sobre a desfiliação de Alessandro Molon.

"Nós temos que definir 
se nós queremos salvar a nossa pele e os nossos cargos 
ou queremos salvar o nosso projeto"  
(Lula, 23-6-2015) 
Quem sai do PT é porque chega à conclusão que é dar murro em ponta de faca tentar mudar o partido. É absurda esta conclusão? Creio que não. Pois se o próprio Lula já disse para dirigentes, burocratas e parlamentares do PT, que superar o apego que eles têm aos seus mandatos, cargos e empregos, é uma condição fundamental para se conseguir salvar o projeto petista, vê-se bem que as ameaças a este projeto são mais internas do que externas e muito difíceis de serem vencidas.

Partido político não é seita religiosa, ninguém é obrigado a dar demonstrações de fé inabalável, como se isto fosse uma virtude. O partido tem que servir aos objetivos que justificaram a sua criação e a adesão dos seus filiados. As pessoas se filiam quando se identificam com a causa do partido. Se as pessoas mudam ou o partido muda e esta identificação acaba, é natural que haja o desligamento.

Saiu ontem o Molon. Amanhã ou depois pode ser o Paulo Paim. Mudaram os dois? Ou foi o PT que mudou tanto que estabeleceu-se uma incompatibilidade? Saem do PT os que não acreditam mais que o PT seja capaz de servir às suas causas originais. E será que não há motivos para descrer? Segundo Luís Nassif, o PT é hoje uma militância sem partido. E, para Lula, mandatos, cargos e empregos são as novas causas da maioria dos dirigentes, funcionários, parlamentares e seus assessores.

Manter-se fiel a convicções e compromissos, ser coerente dentro de uma estrutura assim tão contaminada, deve ser muito mais difícil do que atuar apenas na base do partido, sem sofrer as imensas pressões que suponho haver por lá. Por isso não condeno Molon por ter se desfiliado, assim como não condenarei Paim, se ele o fizer. Se já é grande a cobrança dos trabalhadores sobre militantes de base do PT, imagino quanto seja maior sobre os parlamentares.

Enfim, o PT do Rio que, politicamente, já é quase um indigente, amanheceu ainda mais pobre, nesta sexta-feira, 25 de setembro, com a saída do deputado Alessandro Molon. Quem desdenha dos que partem, veja os que ficam, compare e tire suas conclusões.

Silvio Melgarejo

25/09/2015

https://www.facebook.com/notes/silvio-melgarejo/ptrj-sobre-a-desfilia%C3%A7%C3%A3o-de-alessandro-molon/1136364346376963

Força para impedir o golpe e impulsionar reformas estruturais, o PT só conseguirá rompendo com Dilma e atuando na oposição.

Se Lula e o PT não tiverem a coragem de assumir uma posição firme em relação ao governo Dilma, colocando inclusive em perspectiva a possibilidade de uma ruptura, a esquerda do país vai continuar sem alternativa de direção e completamente desmoralizada, desmotivada, dispersa e desmobilizada, como se tem visto.

Do jeito que estamos, as chances de êxito de um golpe de Estado se tornam grandes, porque o próprio governo, com sua política, tem sabotado todos os esforços dos movimentos sociais que tentam organizar a resistência democrática. Mesmo assim, é preciso reconhecer que estes movimentos não são capazes de cumprir o papel que pode desempenhar um partido político de massas, e que o único partido de esquerda de massas, que tem em seus quadros uma liderança nacional de grande peso, é o Partido dos Trabalhadores.

Um povo muito insatisfeito com seu governo, logo procura alternativas políticas. O povo brasileiro está, como todos sabem, muito insatisfeito com o atual governo. E que alternativas encontra quando olha o quadro político? Alguma de esquerda, que seja viável? Não, nenhuma. E é exatamente isto que me leva a crer que se Lula e o PT não se apresentarem, desde já, como alternativas a Dilma Rousseff, é a oposição de direita quem vai capitalizar a insatisfação popular.

A resistência ao golpe de Estado e à ofensiva conservadora e obscurantista será insuficiente se não puder contar com a força do maior partido de esquerda e do maior líder popular do país. Ocorre que, amarrados, como estão, à política neoliberal de Dilma e à política corrupta e reacionária do PMDB, Lula e o PT se fragilizam, porque se desmoralizam, cada vez mais, e perdem a confiança e o apoio dos trabalhadores. O governo Dilma hoje sangra, mas sangram muito mais o PT e o próprio Lula, seus maiores fiadores.

Já não há mais, na prática, governo petista. Há um governo de coalizão onde o PT não tem a menor influência, porque a presidenta, sua filiada, resolveu dar as costas para os trabalhadores e governar com o mercado financeiro. Donde é justo e necessário que se pergunte: O que faz Dilma ainda no PT? E o que faz o PT ainda no governo Dilma?

Avança no Brasil a conspiração golpista, sem encontrar resistência relevante, porque o único partido de esquerda de massas e a maior liderança popular do país estão inteiramente comprometidos com este governo, que ajudaram a eleger, mas cuja legitimidade, perante as massas, se esvai a cada compromisso eleitoral traído.

Os trabalhadores não lutarão por uma democracia em que não vejam lideranças e partidos que se mostrem dignos da sua confiança, capazes de representar com fidelidade e desassombro os seus anseios, nas ruas e nas instituições do Estado. Se Dilma faz-se antagonista dos trabalhadores e Lula e o PT insistem em apoiar o seu governo, mantendo-se a ele vinculados, onde, na esquerda, achará o povo alternativas? Nos pequeninos partidos, de lideranças inexpressivas? E se não achar nada à esquerda, muito menos à direita? Não será natural que o povo dê de ombros e deixe a banda golpista passar, apeando do Planalto a presidenta que traiu seus votos?

É preciso que se diga hoje com todas as letras uma verdade que muito petista já deve intuir, sem ter coragem de admitir, com medo de favorecer à conspiração:

Força para impedir o golpe e impulsionar as reformas estruturais necessárias para o avanço do seu projeto, o PT só terá se estiver na oposição. Na oposição, Lula e o PT poderão recuperar a confiança das massas e mostrar que uma democracia onde elas tenham voz ainda é possível, porque o PT não desistiu de ser essa voz.

Ninguém pode servir a dois senhores. Ou o PT continua servindo à burguesia financeira, com o apoio incondicional que tem dado ao governo Dilma, ou volta a servir aos trabalhadores, desligando-se do governo para construir uma alternativa democrática de esquerda, em frente com outros partidos e organizações sociais, para lutar simultaneamente contra o golpismo da direita e contra o neoliberalismo do governo.

Lula e o PT têm que deixar de ser parte do problema dos trabalhadores, para serem parte da solução. Ou então não poderão ter outro destino senão a famosa "lata de lixo da História", onde foram parar tantas lideranças e partidos socialistas promissores.

Lula e o PT no governo deixam, de fato, a classe trabalhadora sem uma alternativa democrática de esquerda, sob o assédio intenso e permanente da direitia golpista. Como esperar que uma situação como esta não tenha o pior desfecho possível para a democracia?

Lula o PT na oposição serão a alternativa de esquerda que os trabalhadores precisam para dar sentido à sua mobilização pela democracia, contra o golpe e por uma nova política econômica.

Posições dúbias não inspiram confiança. O PT não pode ignorar a natureza antipopular do governo Dilma e precisa se posicionar claramente sobre ele perante os trabalhadores. Não dá mais prá continuar acendendo uma vela prá Deus, outra pro diabo e achar que os dois lados vão ficar satisfeitos. Já não estão. Por isso tanto o governo, quanto o próprio PT estão perdendo cada vez mais apoio na sociedade. Daqui a pouco, a direita não vai precisar mais de golpe, o governo cai de maduro.

Como eu já disse em outra nota, ninguém pode obrigar Dilma a salvar seu governo. Mas também não se pode exigir do PT que morra com Dilma, num abraço de afogados. É preciso salvar o projeto petista, que é muito mais do que o governo Dilma. O partido pode ou não sobreviver ao desvirtuamento e fracasso do governo. Mas isto dependerá da posição que ele assuma em relação ao governo, perante os trabalhadores. É isso que precisa ser considerado pela militância petista.

O que está em jogo hoje não é só o governo Dilma. É o futuro do projeto petista, que depende, antes de tudo, da relação que o PT consiga construir e manter com a classe trabalhadora. Ficar no governo Dilma ajuda ou dificulta esta relação?

Pois, eu não tenho a menor dúvida de que o compromisso histórico que o PT tem com os trabalhadores não deixa ao partido outra alternativa, senão romper com o governo Dilma, para atuar na oposição, com independência em relação à burguesia.

O PT já perdeu o governo Dilma. É hora de virar a página e começar a escrever novo capítulo.

Silvio Melgarejo

25/09/2015


https://www.facebook.com/notes/silvio-melgarejo/for%C3%A7a-para-impedir-o-golpe-e-impulsionar-reformas-estruturais-o-pt-s%C3%B3-conseguir%C3%A1/1136244733055591