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segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

Solidariedade a Miguel do Rosário, editor do blog "O Cafezinho". (2)

Um dos homens que ajudou a criar a farsa do mensalão, o diretor da Globo, Ali Kamel, ganhou recentemente na justiça - pudera, a Globo controla os tribunais - uma ação contra um dos homens que ajudaram a demonstrar que o mensalão era uma farsa, o jornalista Miguel do Rosário, do blog "O Cafezinho".

A pena, injusta e desproporcional à renda do réu, é o pagamento de uma indenização de R$ 20 mil, mais as custas do processo, R$ 10 mil, totalizando R$ 30 mil.

Mas esta condenação, meus amigos, não é um fato isolado. Ela se segue a outras, como a do jornalista Rodrigo Viana, e faz parte, nitidamente, de uma estratégia da Globo de tentar matar, por asfixia financeira, os blogs que revelam fatos que ela se empenha em esconder.

Na execução dessa estratégia, não é a própria Globo, pessoa jurídica, quem move ação judicial contra os jornalistas independentes, e sim seus empregados de alto escalão. No presente caso, o diretor Ali Kamel.

É nesse contexto que se dá a condenação judicial do jornalista Miguel do Rosário. O contexto da luta contra a ocultação da verdade dos fatos pelo oligopólio partidarizado da comunicação, liderado pelas Organizações Globo.

Miguel do Rosário é um dos valentes soldados da imprensa realmente independente, que se dedica a fazer o que se espera que todo jornalista faça: apurar a verdade dos fatos e trazê-los à luz para o conhecimento público.

Foi ele um dos maiores divulgadores de cópias de documentos, como o Inquérito 2474 e o Laudo-2828 da PF, que demonstram que nunca houve desvio de dinheiro do Banco do Brasil por Henrique Pizzolato, o que simplesmente destrói o eixo principal da tese da acusação no julgamento do mensalão.

Foi ele também um dos primeiros a denunciar que estes documentos, que provam a inexistência do mensalão, foram criminosamente ocultados por Joaquim Barbosa, já que seriam um obstáculo à condenação dos réus.

Miguel do Rosário é um dos nossos, dos que lutam pelo avanço da democracia e da justiça social no Brasil.

E o Cafezinho é um dos blogs que ilumina a treva da desinformação imposta ao país pelas Organizações Globo.

Os heroicos "blogs sujos" - assim chamados em 2010, pelo então candidato tucano à presidente, José Serra - são valentes, mas pequenos em poder econômico, comparados à gigante fascista dos barões Marinho.

Davi, dessa vez, levou um peteleco de Golias. E dada a monumental diferença de tamanho, o peteleco acabou sendo uma porrada.

Porrada financeira, diga-se, não moral. Porque, em moral, Rosário e seu Cafezinho é que são os gigantes, enquanto Globo e Kamel não passam de pigmeus.

Por tudo isso, digo, convicto, aos que me leem: essa briga é nossa, companheiros, não é só do Miguel do Rosário. Se ele está sendo atingido por uma agressão covarde da Globo, é porque está na linha de frente do combate pela democracia.

Numa guerra, há duas tarefas que, simultaneamente, os soldados têm que desempenhar no front: cuidar dos feridos e disparar contra o inimigo.

No nosso caso, temos que denunciar o terrorismo judicial da Globo contra a liberdade de expressão.

Mas temos que cuidar também de quem acaba de ser vítima desse terrorismo: o jornalista Miguel do Rosário.

Por isso, conclamo todos os que me leem a contribuírem, com qualquer quantia, mesmo a mais módica, para ajudar o editor do blog "O Cafezinho" a pagar a indenização de R$ 30 mil, imposta pela justiça, ao famigerado diretor da Globo, Ali Kamel.

Ajudar Miguel do Rosário a pagar esta indenização não é um gesto humanitário. É um ato de solidariedade política a alguém que compartilha conosco dos mesmos ideais de democracia e justiça social, e que foi ferido em combate, como qualquer um de nós pode ser, principalmente os que atuam na vanguarda do nosso exército militante.

Com a ajuda de todos, Miguel do Rosario vai superar esse revés para prosseguir com seu trabalho. "O Cafezinho" não pode acabar porque dele precisa a democracia brasileira, assim como dos demais "blogs sujos", que tanto incomodam a Globo, a direita e a burguesia.

É hora de todos gritarmos "Je suis Cafezinho", "Je suis Miguel do Rosário"!

A Globo não vai nos calar porque a voz de cada um de nós é a voz de todos e nós somos milhões de vozes!

Fora Globo! Abaixo o oligopólio da mídia!

Viva a democracia e a verdadeira liberdade de expressão!

Silvio Melgarejo

23/02/2015

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AJUDE  A  PAGAR  A  INDENIZAÇÃO  DE  MIGUEL  DO  ROSÁRIO

DEPOSITANDO QUALQUER VALOR NAS SEGUINTES CONTAS:

Banco do Brasil (001) 

Agência 0087-6 

Conta Corrente 25018-x 

Substitua o “x” pelo zero (0) em alguns sites de transferência. 


Caixa (104) 

Agência 0995 

Conta Poupança 10392-9 - Código para poupança: 13 

NOME: MIGUEL GOMES BARBOSA DO ROSÁRIO 

CPF: 076488967-29 

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quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

A Globo é um partido político.

(Texto de descrição da página do Facebook "A Globo é um partido político")

A família mais rica do Brasil, dona da Globo, quer controlar o governo do país, controlando o acesso do povo à informação.

Para proteger aliados, atingir inimigos e defender interesses, a Globo censura e manipula notícias, enquanto mantém um colunismo militante e mercenário, que produz comentários e análises rigidamente alinhados com o pensamento único imposto pelos milionários barões Marinho.

A liberdade de imprensa dos capitalistas, dizia Lenin, é a "liberdade dos ricos de subornarem a imprensa", de utilizarem "a riqueza para fabricar e falsificar a chamada opinião pública".

Pois a liberdade de imprensa da Globo é exatamente a liberdade de mentir para o povo sem ser contestada, protegida pelo oligopólio da comunicação, que ela defende como direito sagrado, afrontando à Constituição.

A Globo é uma empresa capitalista que atua na sociedade como um partido político.

Ela não quer apenas lucrar informando, quer manipular a opinião pública para subjugar as instituições do Estado e governar o país, mesmo sem ter mandatos de representação popular.

A Globo disputa diariamente o poder com os governos eleitos pelo voto e consegue exercer uma enorme influência no processo político do país, graças à inteira liberdade que tem tido para manter o oligopólio dos meios de comunicação social, mesmo depois da aprovação da Carta Magna que o proíbe.

Esta página tem o objetivo de denunciar a ação política ilegal, ilegítima e antidemocrática das Organizações Globo e convocar a classe trabalhadora brasileira a lutar pelo fim do oligopólio da comunicação e pela democratização da mídia, que são condições fundamentais para a ampliação e aprofundamento da democracia brasileira.

Silvio Melgarejo

19/02/2015

sábado, 10 de janeiro de 2015

Porque não sou Charlie. (3)

Veja a imagem ao lado. Isto é humor? Não, isto não é humor. É uma agressão gratuita a algo que é sagrado para milhões de pessoas em todo mundo. Se a maioria muçulmana é tolerante e pacífica, não quer dizer que não sinta a dignidade de sua fé ferida por produções como esta, e que até se sinta no fundo vingada, com o atentado de dois dias atrás, por esse tipo de ultraje, o que, a meu ver, é bastante natural.

O que está em discussão não é a legitimidade do ato terrorista, que até agora não vi ninguém defender.

O que está em discussão é a liberdade sem limites e seus efeitos. Trata-se, no presente caso, da liberdade de expressão.

Creio que aqui no Brasil o teor das charges publicadas pelo tal jornal têm chocado pelo menos tanto quanto os assassinatos. As notícias sobre atentados terroristas se banalizaram, e este teria sido apenas mais um entre tantos, não fosse a ampla divulgação das charges que despertaram o ódio e o ato terrorista.

Estas charges, sobre Maomé, a mim revoltaram, e tomo isto como medida para tentar avaliar o que sentiram os muçulmanos ao vê-las, especialmente os mais fanáticos.

A liberdade de expressão sem limites do Charlie Hebdo, amparada pela lei francesa, era opressão para a comunidade muçulmana, que não tem amparo de leis que protejam minimamente a dignidade de suas crenças. Não se trata de tornar inquestionáveis dogmas e preceitos éticos de uma religião. Trata-se de garantir respeito aos seus símbolos sagrados, sancionando exemplarmente a ridicularização gratuita e ofensiva.

Essa é uma discussão que tem a haver com a definição do tipo de democracia que se quer. É uma discussão que a França tem que fazer a partir desse atentado, mas é uma discussão que nós aqui no Brasil também temos que fazer. Afinal a liberdade de expressão tem ou não tem que ter limites? Que limites seriam estes? E quem os definiria?

Porque não sou Charlie. (2)

Porque não sou Charlie. (1)