O maior obstáculo para a unidade da esquerda hoje é a intolerância mútua entre importantes setores das vanguardas do PT e do PSOL. Mas, com o abandono da estratégia de conciliação de classes pelo PT, imposto ao partido pelo desastre da primeira metade do mandato de Dilma, pela tentativa de golpe ainda em curso e pelo consenso nacional já estabelecido quanto à falência do presidencialismo de coalizão, a tendência é que esta intolerância, mais conhecida como sectarismo, vá se arrefecendo e que haja uma natural aproximação entre os dois partidos.
Pensando exclusivamente no potencial de cada um, não como candidato, mas como chefe de poder executivo, acredito que Marcelo Freixo, pela natureza das pautas a que se dedica e pelas posições que expressa, poderia fazer uma gestão renovadora e de grande impacto na segurança pública do Estado, como governador, com repercussões positivas em todo país.
Pela mesma razão, acredito que Jandira teria o seu melhor desempenho como prefeita, especialmente na área da saúde, cuja maior parcela de responsabilidade pela gestão é atribuída, pela legislação do SUS, aos municípios.
O ideal seria que houvesse um acordo entre PT e PSOL para apoiarem juntos a candidatura de Jandira na eleição municipal deste ano e depois a de Marcelo Freixo para governador, em 2018. Mas acho isso pouquíssimo provável, em razão da força que o sectarismo ainda mantém nas vanguardas dos dois partidos.
Eu diria que um acordo assim, que unificasse a esquerda, é desejável e possível mas, no momento, prematuro. Vamos de Jandira. Quem sabe durante a campanha, a própria relação entre os candidatos nos debates - eles já fizeram um pacto de apoio ao que chegar no segundo turno - já não contribua para começar a desarmar os espíritos e arrefecer as mágoas e desconfianças mútuas das suas respectivas militâncias.
Tenho absoluta convicção de que a mudança de estratégia política do PT quebrará as resistências da maior parte dos psolistas quanto a um projeto de aliança com o PT. A maioria dos militantes de esquerda quer a unidade da esquerda. Mas é um processo e não se pode prever exatamente o tempo que será preciso para se chegar a bom termo. Tenho um palpite de que será menor do que se supõe.
Vá lá, que talvez nem palpite seja, talvez seja torcida. Eu torço mesmo, admito, pela reconciliação entre o PT e sua costela rebelde, o PSOL, e que esta reconciliação seja rápida, para que a esquerda ganhe logo o vigor necessário para enfrentar e derrotar a direita em todas as disputas.
Silvio Melgarejo
28/06/2016
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terça-feira, 28 de junho de 2016
sábado, 30 de abril de 2016
PCdoB apoia eleição para derrotar o golpe.
Finalmente, a razão e o bom senso começam a prevalecer. Ontem (29) o PCdoB aprovou uma resolução que defende a antecipação da eleição presidencial, convocada através de um plebiscito, para impedir que os golpistas atinjam seu objetivo de tomar o poder à revelia do povo. Diz um trecho da resolução:
“Ante o risco iminente de ruptura de um ciclo contínuo de 31 anos de democracia – que, se concretizado, irá provocar uma fratura institucional de graves consequências –, ante tão grave ameaça, o PCdoB apresenta para o exame das amplas forças democráticas do país a proposta de que seja realizado um plebiscito, no qual o povo, no exercício de sua soberania, decida sobre a convocação imediata de eleições presidenciais. O plebiscito está grafado na Constituição e a soberania do voto popular é o alicerce no qual está erguida a Carta Magna.Segue abaixo a notícia do site Vermelho, órgão oficial do PCdoB, e a íntegra da resolução aprovada pelo partido.
O país caminha para um impasse, para divisões, para o encastelamento de um governo ilegítimo, quando, exatamente para superar a crise política e econômica, a Nação precisa de coesão, de legitimidade e de mais democracia. Somente a soberania do voto popular poderá oferecer ao país esses atributos e qualidades. Um presidente sem votos não será um presidente, será um impostor. Não unificará o Brasil, irá dividi-lo.
Que diante dessa grave ameaça, desse impasse, o povo seja chamado a decidir pelo melhor caminho para se restaurar a democracia. Para o PCdoB, esse caminho são as eleições presidenciais diretas, já!
A luta pela realização do Plebiscito, por eleições já para presidente, seria levada a cabo simultaneamente à batalha contra o impeachment no Senado Federal, até o último minuto. E até a última etapa, que é o julgamento, lutaremos no Senado para derrotar o golpe."
http://www.vermelho.org.br/noticia/280104-1
PCdoB: plebiscito por “diretas já” fortalece a luta contra o golpe
Reunida nesta sexta-feira (29), na sede do Comitê Central, a Comissão Política Nacional (CPN) do PCdoB aprovou como resolução política, para fortalecer a luta contra o golpe, “que o povo seja chamado a decidir pelo melhor caminho para se restaurar a democracia”. Para o PCdoB, “esse caminho são as eleições presidenciais diretas, já!”. Ao mesmo tempo, os comunistas renovam a defesa do governo Dilma Rousseff e a luta para derrotar o golpe em curso no Senado Federal.
Segue a íntegra da resolução assinada pela Comissão Política Nacional:
Plebiscito por “diretas já” fortalecerá luta contra o golpe!
Em 17 de abril último – depois de um ano e três meses de pesada ofensiva da oposição neoliberal, da grande mídia, de amplas camadas das classes dominantes em conluio aberto com setores do aparato jurídico e policial acoplados à Operação Lava Jato –, a Câmara dos Deputados abriu as portas para ser consumado um golpe de Estado no país, ao aprovar, por maioria de votos, a admissibilidade de um impeachment sem base jurídica, portanto, fraudulento, contra o mandato legítimo da presidenta Dilma Rousseff.
A batalha decisiva está sendo travada, agora, no Senado Federal, que consolidará ou refutará o golpe. Por isto, a resistência democrática, nas ruas, nas tribunas, em atos e manifestos, canalizará suas ações para derrotar esse impeachment golpista no Senado, em todas as fases, até o julgamento desse processo. Nesta jornada, destacam-se as manifestações do 1º de Maio contra o golpe, em defesa da democracia e dos direitos dos trabalhadores e do povo, fortemente ameaçados por uma pauta eivada de neoliberalismo selvagem do pretenso governo do golpista Michel Temer.
Nesta hora grave da história do país, o PCdoB apresenta – para exame das amplas forças democráticas e populares que lutam contra o golpe – a proposta de que venhamos a batalhar pela convocação de um Plebiscito no qual o povo seja chamado a decidir pela realização imediata de eleições diretas para presidente da República.
A vitória dos golpistas na Câmara maculada por fatos irrefutáveis
No golpe em andamento, não são usados tanques, nem metralhadoras, como em 1964, conforme frisou a própria presidenta Dilma, mas, igualmente ao que ocorreu naquela ocasião, foi rasgada a Constituição Federal e mutilada a democracia.
Busca-se cassar um mandato, sufragado por 54 milhões de votos, de uma presidenta honesta, que não cometeu crime algum, conforme está patente na sua defesa – juízo corroborado por milhares de juristas e advogados, endossado por um elenco de personalidades do mundo das ciências, das artes e da cultura do país e respaldado pelo povo que foi e está nas ruas contra o golpe, em manifestações organizadas e espontâneas às quais se somaram e seguem a se somar centenas e centenas de milhares.
O processo da Câmara foi conduzido pelo presidente da Casa, Eduardo Cunha, réu no Supremo Tribunal Federal (STF), investigado por crimes de corrupção por um número de inquéritos que se avoluma a cada semana, num acordo espúrio com o vice-presidente Michel, que se revelou um conspirador, e o senador Aécio Neves, presidente do PSDB, um dos chefes políticos do golpe.
Pela barganha, Cunha, ostentando cinismo, se mantém no mandato e no posto, como até agora acontece. Temer pretende chegar ao Palácio do Planalto pela porta dos fundos, sem voto popular, e ao golpista Aécio, e ao seu partido, o PSDB, está prometido um quinhão do botim, um pedaço do pretenso governo Temer.
Além de ser fruto dessa barganha, e também inconstitucional, o impeachment foi ungido numa sessão que envergonhou e indignou a opinião pública brasileira e mesmo estrangeira pelo que se viu, desde baixarias circenses até a apologia à tortura; e ainda, pelo que não se viu, conforme relatos na imprensa de negociatas inomináveis. Os golpistas venceram, mas se desnudaram, revelando-se quem verdadeiramente são ao vivo e a cores – para o espanto e o horror do povo.
A luta contra o golpe no Senado Federal
Confrontado, internamente, pelas forças democráticas e populares do país, contestado internacionalmente por instituições, personalidades e mesmo pela grande mídia de vários países, agora o golpe marcha no Senado que, em sessão prevista para o próximo dia 11 de maio, ou afastará a presidenta Dilma Rousseff do cargo, para em seguida julgá-la, ou arquivará o processo do impeachment.
Com o objetivo de conquistar os 54 votos necessários para o afastamento em definitivo da presidenta Dilma, Michel Temer, mesmo antes das deliberações do Senado, já “nomeia” ministros, distribui cargos – ao que, também, dá respostas às cobranças oriundas da Câmara por parte daqueles que votaram pelo impeachment sob a promessa de recompensas.
O PCdoB enaltece a resistência democrática que cresce e se eleva, sublinha o relevante papel de mobilização do povo e dos trabalhadores da Frente Brasil Popular e da Frente Povo Sem Medo, da atuação corajosa das bancadas dos partidos de esquerda, PCdoB, PT, PDT, PSOL e de parlamentares de outras legendas, bem como aponta como indispensável a tomada de posição de amplos setores progressistas da sociedade, e conclama a todos para que sigamos juntos, revigorando as mobilizações e ações para persuadir e pressionar os senadores e senadoras a votarem em defesa da democracia, preservando o legítimo mandato da presidenta Dilma.
A luta articulada entre os senadores e senadoras que se opõem ao golpe e a resistência democrática nas ruas e em outros palcos irá a cada fase, a cada dia, através de uma agenda diversificada e crescente, desmascarar jurídica e politicamente o processo do impeachment e derrotá-lo.
A Nação sob grave ameaça
O Partido reitera a denúncia e reafirma sua posição: trata-se de um golpe contra a democracia, contra o povo e a Nação, tal e qual outros que infestaram a história da República.
Caso o golpe se imponha, longe de instaurar um governo de “salvação nacional”, como propagandeiam, entronizará um governo ilegítimo, cujos programa, pacto de classes, partidos e forças que o enlaçam indicam que enquanto ele durar será um governo de traição nacional, de desfiguração antidemocrática e antinacional da Constituição de 1988, de entrega da riqueza do Pré-Sal às multinacionais, de privatizações, de tutela do Banco Central pelo rentismo, de enfraquecimento dos bancos públicos enquanto alavancas do desenvolvimento, de corte de direitos trabalhistas e previdenciários, desmonte de programas sociais, retrocesso político e perseguição aos movimentos sociais.
Ilegítimo, o governo imposto não teria autoridade para tirar o país da crise, muito menos para pacificá-lo. Ilegítimo, será confrontado pelas forças democráticas e populares.
Plebiscito: que o povo decida o caminho para se restaurar a democracia!
Ante o risco iminente de ruptura de um ciclo contínuo de 31 anos de democracia – que, se concretizado, irá provocar uma fratura institucional de graves consequências –, ante tão grave ameaça, o PCdoB apresenta para o exame das amplas forças democráticas do país a proposta de que seja realizado um plebiscito, no qual o povo, no exercício de sua soberania, decida sobre a convocação imediata de eleições presidenciais. O plebiscito está grafado na Constituição e a soberania do voto popular é o alicerce no qual está erguida a Carta Magna.
O país caminha para um impasse, para divisões, para o encastelamento de um governo ilegítimo, quando, exatamente para superar a crise política e econômica, a Nação precisa de coesão, de legitimidade e de mais democracia. Somente a soberania do voto popular poderá oferecer ao país esses atributos e qualidades. Um presidente sem votos não será um presidente, será um impostor. Não unificará o Brasil, irá dividi-lo.
Que diante dessa grave ameaça, desse impasse, o povo seja chamado a decidir pelo melhor caminho para se restaurar a democracia. Para o PCdoB, esse caminho são as eleições presidenciais diretas, já!
A luta pela realização do Plebiscito, por eleições já para presidente, seria levada a cabo simultaneamente à batalha contra o impeachment no Senado Federal, até o último minuto. E até a última etapa, que é o julgamento, lutaremos no Senado para derrotar o golpe.
Finalmente, o PCdoB conclama sua militância e conjunto das forças populares e democráticas para que se empenhem ao máximo pela realização massiva e vitoriosa em todo o país do 1º de Maio e que a mobilização prossiga em variados palcos e formas.
São Paulo, 29 de abril de 2016
A Comissão Política Nacional do Partido Comunista do Brasil – PCdoB
Silvio Melgarejo
30/04/2016
https://www.facebook.com/notes/silvio-melgarejo/pcdob-apoia-elei%C3%A7%C3%A3o-para-derrotar-o-golpe/1271361772877219
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sábado, 30 de janeiro de 2016
Mudança de estratégia, apoio a Freixo e uma nova direção para o PT. PSOL apoiou o impeachment de Dilma?
(Mensagem publicada na lista de e-mails do 1º Diretório Zonal em resposta à companheira E.B.)
Antes de fazer qualquer consideração mais detalhada sobre a sua manifestação, companheira E., quero destacar duas frases suas, grifadas por você mesma, que juntas confirmam exatamente a impressão que expressei, no comentário que fiz imediatamente anterior ao seu, de que há setores no PT que têm tolerância ou simpatia maior pelo PMDB do que pelo PSOL. Você diz:
- "A aliança com o PMDB, não dá mais."E logo em seguida:
- "Votar no psol muito menos."A expressão "muito menos" é muitíssimo significativa, porque dá a medida da sua rejeição aos dois partidos. O que você diz - e não há outra forma de interpretar o seu texto - é que tem aversão muito maior ao PSOL do que ao PMDB. E isto se confirma no restante da mensagem em que mostra uma indignação muito maior com o apoio de petistas ao candidato do PSOL, que é um militante de direitos humanos, do que com o apoio de petistas ao candidato do PMDB, que é um espancador de mulheres.
Aliás, indignação contra a aliança com o PMDB você não demonstra nenhuma. A palavra "vergonha" surgiu só agora, como um brado de repúdio à aproximação do PT com um partido que lhe faz oposição pela esquerda, com críticas que você mesma faz ao PT.
A ata da reunião do diretório do dia 16 de novembro último, aqui divulgada, registra que você "questionou o por que o PT deixou de ser um partido dos trabalhadores, e por que passamos a ser um Partido atrelado ao PMDB". E não é exatamente por isso que o PSOL tem feito oposição ao PT?
E oposição programática, não oposição golpista como você diz. A afirmação que você faz de que o PSOL é "um partido que prega o golpe (declarando ser a favor de eleições em 2016), um partido que não apoiou o movimento contra o impeachment" é absolutamente falsa e você pode se certificar disso na própria página oficial do partido, onde se encontra a seguinte resolução de sua comissão executiva nacional:
O texto é mais do que claro. O PSOL não só se posicionou firmemente contra o impeachment como convocou sua militância a participar de todas as mobilizações que tivessem aquele conjunto de eixos encabeçado pelo "combate ao processo de impeachment", como aquela do dia 16 de dezembro promovida pelas frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo."Executiva do PSOL orienta militância a ocupar as ruas
Considerando a decisão aprovada no 5º Congresso do PSOL sobre a crise política e o processo de impeachment em debate na Câmara dos Deputados;
contra o impeachment, o ajuste fiscal e pelo Fora Cunha
Considerando a convocatória feita pelos setores conservadores para manifestações favoráveis ao impeachment, marcadas para este 13 de dezembro;
Considerando a convocatória feita pelas entidades do movimento social para manifestações contrárias ao impeachment, marcadas para o próximo dia 16 de dezembro, denominado de Dia Nacional de Luta contra o Impeachment, o ajuste fiscal e pelo Fora Cunha;
1. Nosso 5º Congresso Nacional, de forma inequívoca, decidiu que nosso partido é contrário a aprovação do impeachment que tramita na Câmara dos Deputados. O partido não considera que os motivos alegados no processo sejam suficientes para o impedimento da presidência e não reconhece legitimidade no processo capitaneado pelo senhor Eduardo Cunha.A Executiva orienta todos os militantes do PSOL:
2. A decisão deixa claro que “destituir Dilma, a cujo governo antipopular nos opomos, para colocar em seu lugar Michel Temer (PMDB), significaria aprofundar ‘uma ponte para o futuro’ que é mera continuidade do presente, pavimentada pelos materiais do privatismo puro e duro”. Para nosso partido, “as saídas da crise só virão com ampla mobilização popular em torno de reformas profundas, que instituam um novo modelo econômico, soberano, igualitário e ambientalmente sustentável”.
3. Nosso Congresso decidiu que sua militância “não participará de manifestações que tenham como finalidade a defesa do governo ou a defesa do impeachment”.
A participar de todo o processo de mobilização, especialmente as marcadas para o dia 16 de dezembro, que tiverem como eixo a combinação do combate ao processo de impeachment, a campanha para cassar o deputado Eduardo Cunha e o combate ao ajuste fiscal do governo.
Nossos militantes não ficarão em casa, nosso compromisso com os direitos sociais e a democracia deve se materializar na participação ativa nas ruas de nosso país. E esta participação deverá estar comprometida com os eixos decididos em nosso vitorioso Congresso Nacional.
Executiva Nacional do PSOL
13 de dezembro de 2015
http://www.psol50.org.br/2015/12/executiva-do-psol-orienta-militancia-a-ocupar-as-ruas-contra-o-impeachment-o-ajuste-fiscal-e-pelo-fora-cunha/
E como se vê, o PSOL nunca defendeu a antecipação das eleições presidenciais para 2016. Isto foi uma manifestação absolutamente isolada de Luciana Genro, que não foi sequer apresentada em nenhuma das instâncias do partido e que foi contesta por várias de suas lideranças e figuras públicas, como o Marcelo Freixo, que postou em seu Facebook o seguinte comentário, no dia 10 de dezembro:
"Respeito muito a opinião da minha amiga e companheira de partido Luciana Genro, mas não concordo com a realização de eleições gerais, inclusive para a presidência da República, em 2016, como ela propôs.E no dia 3 de dezembro, Freixo já havia se manifestado da mesma forma, pelo Facebook, dizendo:
Dilma foi escolhida pela maioria da população brasileira para um mandato de quatro anos que se encerrará em 2018. Eu e meu partido fazemos oposição à esquerda a presidente, seu governo é ruim, assim como suas escolhas políticas e econômicas. Entretanto, somos contra o impeachment porque não há elementos que comprovem a ligação direta de Dilma com as denúncias de corrupção. Não se destitui uma presidente por seu governo ser ruim ou por não concordarmos com ele.
Mais importante é mobilizar as pessoas, ir para as ruas, ampliar o debate com aqueles que lutam por uma agenda de reformas políticas que permitem o combate à corrupção do ponto de vista estrutural. A raiz do problema está no sequestro da democracia pela aliança entre a elite econômica e política, na falta de participação social, na lógica do parlamentarismo de extorsão, na ausência de diálogo.
É verdade que os governos petistas não avançaram nestas questões. Não realizaram as reformas necessárias. Mas o impeachment não resolverá estas questões. Pelo contrário, vai agravá-las. O modelo de democracia está em disputa, a atual lógica de governabilidade, baseada nos acordões entre cúpulas partidárias, se esgotou. Nosso esforço deve ser pedagógico, ampliando o debate com a sociedade para construirmos uma democracia mais participativa, humana e transparente."
https://www.facebook.com/MarceloFreixoPsol/posts/1071537232886532
"O PSOL não vai apoiar impeachment fruto de chantagem. Não defendemos as políticas do governo Dilma, mas defendemos a democracia.Cadê o golpismo do PSOL, E.? Certamente há, mas não é nem de longe a posição predominante no partido, tanto que a resolução do congresso do PSOL em que ele define a sua posição sobre a proposta de impeachment foi aprovada por ampla maioria, como se pode ver na notícia abaixo, do site do próprio PSOL:
Eduardo Cunha é acusado de gravíssimos crimes pela Procuradoria-Geral da República: corrupção, evasão fiscal e lavagem de dinheiro. Ocultou suas contas na Suiça em depoimento na CPI da Petrobrás e tem um longo histórico de envolvimento em escândalos de corrupção desde que chegou ao poder junto a PC Farias e Collor de Melo. Assim que as denúncias a Cunha foram comprovadas pelo Ministério Público do Brasil e da Suiça, o PSOL entrou com representação pedindo a cassação de seu mandato. É simples: um réu da Justiça, que mentiu e omitiu contas e bens em depoimento em CPI, não pode continuar presidindo a Câmara dos Deputados.
Para tentar se salvar da perda de seu mandato no Conselho de Ética, Cunha passou os últimos meses chantageando deputados de diversos partidos. Ontem, a bancada do PT votou pela continuidade do processo de cassação do mandato de Cunha. Em retaliação, Cunha abriu processo de impeachment contra Dilma.
O PSOL faz oposição de esquerda ao governo Dilma, uma oposição democrática e republicana. Defendemos o respeito pelo mandato eleito democraticamente, gostemos ou não do resultado das urnas. O impeachment só é aplicável em última instância, quando existe crime comprovado de responsabilidade. Não é o caso de Dilma."
https://www.facebook.com/MarceloFreixoPsol/posts/1067664649940457
"5º Congresso Nacional referenda resolução do Diretório Nacional sobre impeachment
Uma das votações mais importantes da tarde do último sábado (05), no 5º Congresso Nacional do PSOL, que ocorreu no final de semana, em Luziânia-GO, foi a da resolução que demarca o posicionamento do partido sobre o pedido de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff, encaminhado na Câmara dos Deputados pelo deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), o mesmo que responde a processo por quebra de decoro parlamentar no Conselho de Ética da Casa e que fora citado nas investigações da Operação Lava Jato. Por ampla maioria, os delegados referendaram a resolução já aprovada na última sexta-feira (04) pelo Diretório Nacional, em reunião realizada naquele mesmo dia.
No documento, que servirá de base para a atuação do partido frente à crise econômica e política e o avanço da direita conservadora, o partido reafirma seu entendimento sobre a necessidade de estar nas ruas, ao lado de outras organizações do campo da esquerda. Além disso, enfatiza sua disposição de lutar para acabar, de vez, com o financiamento privado de campanha e garantir maior participação popular nos espaços da política.
Para nós do PSOL, as saídas da crise só virão com ampla mobilização popular em torno de reformas profundas, que instituam um novo modelo econômico, soberano, igualitário e ambientalmente sustentável. Além de um modelo político, livre do financiamento empresarial, que aprofunde a democratização do país, através do qual as maiorias sociais possam se tornar as maiorias políticas, e a transparência republicana, melhor antídoto à corrupção sistêmica. Reforçamos nossa luta frontal contra Cunha e todos os corruptos, e de oposição programática e de esquerda ao governo Dilma. O PSOL não participará de manifestações que tenham como finalidade defesa do governo ou de defesa do impeachment”.Fica, portanto, demonstrado, de forma documentada, que o alegado apoio do PSOL ao impeachment de Dilma não passa de um falácia, um boato, quem sabe, produzido e disseminado pela imaginação dos sectários ou pela má fé dos oportunistas.
http://www.psol50.org.br/2015/12/5o-congresso-nacional-referenda-resolucao-do-diretorio-nacional-sobre-impeachment/
A posição que assumo ante o processo eleitoral deste ano se baseia na análise de fatos, não de boatos, E.. Eu a fundamento com argumentos que considero bastante sólidos, que consideram as resoluções políticas dos congressos e encontros nacionais do partido, especialmente as do 14º Encontro, de 2014, que cito no texto que publiquei em meu blog, aqui divulguei e você, pelo visto, não leu.
Do 14º Encontro, faço referência em primeiro lugar à resolução “Diretrizes de Programa de Governo”, que diz o seguinte:
“Para continuar democratizando o país, ampliando o bem-estar social e trilhando um caminho democrático-popular de desenvolvimento sustentável, defendemos um conjunto de mudanças estruturais, entre as quais a reforma agrária e a reforma urbana, a reforma política e a democratização dos meios de comunicação, a reforma tributária e a ampliação dos direitos públicos universais, aprofundar a soberania nacional, a integração latino-americana e caribenha e nossa participação nos BRICS como parte da construção de uma nova ordem mundial.E depois cito a “Resolução sobre tática eleitoral e política de alianças”, que diz:
No segundo mandato da presidenta Dilma Rousseff, portanto, é chegada a hora das reformas democráticas e populares, para consolidar as políticas bem sucedidas que empreendemos e para deslanchar novas políticas de democratização da renda, da riqueza e do poder.”
“A continuidade – e, sobretudo, o avanço – do nosso projeto está vinculada à nossa capacidade de fortalecer um bloco de esquerda e progressista, amparado nos movimento sociais, na intelectualidade e em todos os setores comprometidos com o processo de transformações econômicas, políticas, sociais e culturais implementadas pelos governos Lula e Dilma.O que eu disse lá no meu blog e repeti aqui numa outra mensagem que você também ignorou, foi que o PMDB é radicalmente contra todas estas reformas que são propostas pelo PT e que são necessárias para o avanço do seu projeto e que o PSOL, ao contrário, defende todas elas firmemente, criticando até o PT por não se empanhar mais em realiza-las.
A existência deste bloco democrático e popular é fundamental para agregar outras forças políticas e sociais de centro, numa ampla frente que apoie a eleição e o segundo mandato da presidenta Dilma.
(…)
As manifestações de junho de 2013 demonstraram e o amplo processo de discussões que o PT vem promovendo confirmaram que há um sentimento de urgência em favor de mudanças mais profundas e rápidas.
O fato é que, após mais de uma década de melhorias sociais relevantes, a população reivindica reformas, todas contidas em nosso programa, como é o caso exemplar da reforma política, a democratização da comunicação, a reforma agrária, a reforma urbana e a reforma tributária.”
Portanto, se o avanço do projeto do PT depende da implementação destas reformas estruturais que o partido tem no seu programa, se o PMDB é radicalmente contra estas reformas e o PSOL é radicalmente a favor de todas elas, então pode-se dizer que, objetivamente, o PMDB é um inimigo do projeto petista e que o PSOL, objetivamente, é aliado.
Vendo que alguns de vocês estão comentando o título deste post sem ter lido o conteúdo, postei aqui ontem um pequeno texto em que tento resumir o que penso. Cito um trecho:
"O PMDB é um partido corrupto que luta encarniçadamente contra as reformas estruturais necessárias para o avanço do projeto petista. Já o PSOL, por outro lado, apoia firmemente todas estas reformas que o PT tem no seu programa. Por isso é que eu digo que, objetivamente, na luta pelas reformas, o PMDB é inimigo do PT e o PSOL, aliado. E a tática eleitoral do PT tem que ser coerente com isto. Senão nós vamos fazer campanha para eleger e fortalecer um inimigo e derrotar e enfraquecer um aliado, o que seria uma monumental estupidez."Pois é neste argumento que se sustenta a minha defesa da aliança do PT com o PSOL, no Rio, em bases puramente programáticas, sem exigência de cargos, para a defesa da candidatura de Marcelo Freixo.
Como diz a resolução do 14º Encontro, "a continuidade – e, sobretudo, o avanço – do nosso projeto está vinculada à nossa capacidade de fortalecer um bloco de esquerda e progressista". Negar que o PSOL seja um partido de esquerda e admitir que o PMDB do Rio seja progressista é uma visão prá lá de desfocada do papel desempenhado por estas duas agremiações no processo político.
Na reunião da zonal de 16 de novembro, segundo a ata divulgada, você, E., "questionou o por que o PT deixou de ser um partido dos trabalhadores, e por que passamos a ser um Partido atrelado ao PMDB". Ora, companheira, uma coisa tem tudo a ver com a outra e ambas têm a mesma causa. O PT deixou de ser um partido dos trabalhadores porque está atrelado ao PMDB. E o PT está atrelado ao PMDB por uma imposição da estratégia de colaboração de classes imposta ao partido pela CNB de Lula, Rui Falcão, Washington Quaquá e Bob Calazans. É a estratégia que determina os aliados e os inimigos. Se a estratégia é conciliar com a burguesia, o PMDB é aliado e o PSOL, inimigo. Mas se o PT resolver lutar contra a burguesia, o PSOL é que será aliado e o PMDB, inimigo.
Quanto ao "foco para quem é militante, e militante PeTista", concordo que o foco do militante deva ser "a defesa do nosso projeto que transformou totalmente a cara de nosso país" e "a defesa do nosso ParTido". Mas não acredito que esta defesa possa ser feita de forma eficaz virando as costas para o processo eleitoral, como você propõe, e dando um cheque em branco para que a direção do PT faça o que quiser com o partido, inclusive manter a execução da atual estratégia política que tem atrelado, como você mesma diz, o PT ao PMDB e afastado, como você também reconhece, o PT dos trabalhadores.
Ora, não existe ameaça maior ao PT hoje do que esta estratégia, que simplesmente inviabiliza a conquista das reformas estruturais que são indispensáveis para o avanço do projeto do partido. De modo que é incoerente conclamar a defesa do PT e seu projeto e ao mesmo tempo lutar encarniçadamente para preservar as condições que inviabilizam o projeto e o partido.
Me perdoe, E., mas a impressão que dá, lendo sua mensagem, é que "se preciso for", como você diz, você faz tudo para não se opor frontalmente à direção do partido, comandada pela CNB. Se preciso for - e se possível -, você ignora completamente a eleição municipal, que hoje é o foco total da direção do partido. Se preciso for - e se for possível -, você deixa Quaquá e Calazans à vontade com Picciani, Cabral e Paes, e foca a sua militância exclusivamente na Frente Brasil Popular. Se preciso - e se possível - for, você ignora a eleição para prefeito e foca na eleição para vereador. E se não for possível ignorar a eleição para prefeito e tiver que se posicionar, então você vai de voto nulo, que é uma tentativa comprometedora de não se comprometer com nada.
Sua posição é igual à do companheiro O.. Ele disse o seguinte, a uns três dias atrás:
- "Não importa se o PT vai se coligar com o PMDB, o que importa é se a militância vai votar no PMDB. Eu particularmente não conheço nenhum PTista que vai votar no PMDB. A maioria vai votar no Freixo ou anular seu voto."Ao que eu lhe respondi no dia seguinte:
- "A posição do partido define o seu futuro e o futuro do seu projeto. Ser indiferente à posição do partido é, portanto, ser indiferente ao próprio partido. E uma militância que é indiferente ao seu partido já não é mais, na prática, militância do partido, só falta mesmo a desvinculação formal, que é o ato da desfiliação."O futuro do PT começa a ser jogado nestas eleições municipais, que fazem parte do processo político do país, tanto quanto a luta social dos sindicatos e movimentos populares. A luta social e a luta institucional não são processos estanques, ao contrário, se intercomunicam, se permeiam e se influenciam mutuamente. A aliança do PT com o PMDB na eleição do Rio vai repercutir seguramente na Frente Brasil Popular. E vai repercutir negativamente, humilhando o PT e constrangendo os petistas, porque é uma contradição flagrante aliar-se ao PMDB e ao mesmo tempo integrar esta frente, já que os dois têm objetivos diametralmente opostos. A Frente Brasil Popular defende a democracia e os interesses dos trabalhadores. Já o PMDB defende interesses particulares de oligarquias, da direita social e da burguesia. Ser aliado de um na institucionalidade e do outro na luta social é uma postura politicamente esquizofrênica, que não contribui em nada para o PT reconquistar a confiança dos trabalhadores. A Frente Brasil Popular defende as mesmas reformas estruturais que o PT defende. E como é que o PT vai explicar para os membros da frente a aliança com o PMDB, que é radicalmente contra estas reformas?
Se o PT faz parte da Frente Brasil Popular, o PSOL, por sua vez, integra a Frente Povo Sem Medo. CUT, MST, UNE e uma série de outras entidades fazem parte das duas frentes, o que prova a identidade dos propósitos de ambas. Para o 16 de dezembro, Dia Nacional de Luta contra o impeachment, contra o ajuste fiscal e contra Eduardo Cunha, a Frente Brasil Popular, do PT, e a Frente Povo Sem Medo, do PSOL, lançaram uma nota convocatória unificada que diz:
"Convocatória Unificada da Mobilização de 16/12:E no dia 16 de dezembro, de fato, para horror dos sectários, milhares de petistas e psolistas estiveram lado a lado nas ruas de todo o país, erguendo o punho esquerdo e gritando "não ao golpe", "abaixo o ajuste fiscal" e "fora Cunha". Essa unidade nas ruas entre petistas e psolistas é uma demonstração cabal de que vencer o sectarismo e unificar a esquerda é possível.
CONTRA O IMPEACHMENT!
NÃO AO AJUSTE FISCAL!
FORA CUNHA!
O momento político pede muita unidade e mobilização popular. O presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, aceitou a instalação do processo de impeachment da Presidenta Dilma, numa tentativa de chantagem a céu aberto. Tenta subordinar os destinos do país à salvação de seu pescoço. Não há nenhuma comprovação de crime por parte de Dilma, e o impeachment sem base jurídica, motivado pelas razões oportunistas e revanchistas de Cunha é golpe.
As ruas pedem: Fora Cunha! Atolado em escândalos de corrupção e representante da pauta mais conservadora, Cunha não tem moral para conduzir o processo de impeachment, nem para presidir a Câmara dos Deputados. Contas na Suíça, fortes acusações de lavagem de dinheiro são crimes não explicados por ele. Cunha será lembrado pelo ataque aos direitos das mulheres, pelo PL da terceirização, a proposta de redução da maioridade penal e por sua contrarreforma política. Os que querem o impeachment são os mesmos que atacam os direitos dos/das trabalhadores (as), das mulheres, dos /das negros (as) e disseminam o ódio e intolerância no país.
Ao mesmo tempo, entendemos que ser contra o impeachment não significa necessariamente defender as políticas adotadas pelo governo. Ao contrário, as entidades que assinam este manifesto têm lutado durante todo este ano contra a opção por uma política econômica recessiva e impopular. As consequências da crise econômica mundial estão sendo aprofundadas pelo ajuste fiscal promovido pelo governo federal, que gera desemprego, retira direitos dos trabalhadores e corta investimentos sociais. Não aceitamos pagar a conta da crise.
A saída para o povo brasileiro é a ampliação de direitos, o aprofundamento e o fortalecimento da democracia e as reformas populares. O impeachment representa um claro retrocesso na construção deste caminho.
Seremos milhares nas ruas no dia 16 de dezembro de 2015.
Será o dia Nacional de Luta contra o Impeachment, o ajuste fiscal e pelo Fora Cunha.
Convidamos a todos os Brasileiros e Brasileiras a fazerem parte desse bloco contra o retrocesso e por mais direitos."
Os mais jovens que veem hoje a relação fraterna entre PT e PCdoB, não imaginam a guerra que havia entre os dois nos anos 80, quando o PCdoB era aliado do PMDB e apoiou o pacto social do governo Sarney. O PT fazia uma feroz oposição ao governo, liderando à frente da CUT, a onda de greves que se alastrava pelo país, naquele período de ascenso dos movimentos sociais. Para os petistas da época, o PCdoB era um partido de pelegos e era violentíssima a disputa nos sindicatos. E no entanto as coisas mudam. Em 87, o PCdoB rompeu com o PMDB e em 89 já fazia parte da Frente Brasil Popular, com o PT e o PSB, que quase venceu a eleição presidencial.
Ou seja, nos anos 80, o PT estava à esquerda e o PCdoB estava à direita. Quando o PCdoB veio á esquerda, uniu-se ao PT e formaram a Frente Brasil Popular. Hoje o PT é quem está à direita e o PSOL está à esquerda. Se o PT fizer um movimento à esquerda, mudando sua estratégia, como fez o PCdoB naquela época, a unidade com o PSOL naturalmente vai acontecer.
Portanto eu sou otimista, porque avalio que a CNB não vai conseguir sustentar durante muito tempo esta sua política, porque a própria CNB vai rachar. A resistência em romper com a estratégia de colaboração de classes tem tudo a ver com o vício do fisiologismo adquirido pela maior parte da burocracia partidária. Mas quem não tem cargo, não tem como ser fisiológico. Vai chegar uma hora, que a base da CBN, que não tem cargo, vai se dar conta de que está ajudando a destruir o PT prá garantir os cargos dos seus comandantes. Se essa base for petista mesmo - e eu acredito que seja -, vai procurar uma alternativa de direção que ajude a salvar o PT e o projeto petista.
Uma mudança radical é necessária. E quem diz isto não sou só eu e não são só as tendências minoritárias, como a Articulação de Esquerda e o Trabalho. O próprio Lula já admitiu que esta direção da CNB está completamente dominada pelo vício do fisiologismo e que o PT precisa de uma nova direção. Eu, que não sou de nenhuma tendência, acho que chegou hora da Articulação de Esquerda.
Bem, companheira, creio que já me estendi demais, refletindo aqui, enquanto comento o seu ponto de vista - que respeito, mas considero estar completamente equivocado -, por isso me despeço, pondo-me à disposição para prosseguirmos nossa conversa, se você quiser.
Saudações petistas,
Silvio Melgarejo
30/01/2016
***
Abaixo, a mensagem da companheira E., a que se refere este post.
"A aliança com o PMDB, não dá mais. Pedro Paulo nem pensar, é um absurdo. E é um absurdo por todos os motivos que temos explicitado em fóruns, documentos e discussões desta zonal.
Votar no psol muito menos. É um partido que tem feito muito estrago no movimento sindical e nos movimentos sociais manipulando assembleias, fazendo discursos reacionários baseados em análises Globo news. É um partido que somente tem servido a burguesia, com votos na zona sul, apoiados no antiPeTismo da burguesia golpista
É uma vergonha que PeTistas possam sequer pensar em votar e mais ainda explicitar na nossa lista o voto a um partido burguês que prega ora descaradamente, ora mal veladamente a desconstrução do nosso Governo e do nosso ParTido. Só mesmo a burguesia da zona sul para apoiar um partido que prega o golpe (declarando ser a favor de eleições em 2016), um partido que não apoiou o movimento contra o impeachment... um partideco cujo único programa é a desconstrução do PT.
Um partideco composto por ressentidos que falam de corrupção mas que, tanto na Alerj como nos sindicatos, ou em eventuais fóruns e governos conquistados, tem uma postura oportunista e corrupta.
O foco para quem é militante, e militante PeTista, é a Frente Brasil Popular, é a defesa do nosso projeto que transformou totalmente a cara de nosso país; é a defesa do nosso ParTido e, se preciso for, focar na eleição para vereadores do PT; e se preciso for, votar explicitamente NULO para Prefeito. Mas claro, isso para quem é militante e para quem é militante PeTista, preocupado com o nosso ParTido, e com o nosso projeto para e com o nosso povo.
http://www.brasil247.com/pt/blog/brenoaltman/196168/O-que-%C3%A9-afinal-a-Frente-Brasil-Popular.htm
Saudações PeTistas para quem é PETISTA
E."
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