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sábado, 22 de agosto de 2015

segunda-feira, 10 de agosto de 2015

A mudança da economia é vital.

A fragilidade política de Dilma resulta da frustração dos seus eleitores, com a política econômica neoliberal adotada por ela, assim que reeleita.

Recuperar a força política, que só a confiança das massas pode proporcionar, depende do abandono imediato desta política econômica e do resgate dos compromissos assumidos durante a campanha, que garantiram a vitória nas urnas.

Além disso, disse André Singer, na Folha, em 8 de agosto:
"A economia só sai do baixo-astral com medidas anticíclicas. Se for para cair, caia pelos bons motivos, presidente. Não por tentar cumprir o programa completo do seu adversário do ano passado." 
Ainda há tempo para a correção de rumo.

Como agirão os colunistas da Globo, depois do editorial de 7 de agosto, do O Globo?

Merval Pereira, Arnaldo Jabor, Willian Waac, Eliane Cantanhêde, Cristiana Lobo e demais, vão continuar batendo pesado em Lula e no PT, com o noticiário e comentários sobre a Lava Jato. Lula ainda é o alvo e pode ser preso.

Carlos Alberto Sardenberg e Míriam Leitão vão continuar apoiando a política econômica atual, como um acerto da presidenta Dilma que corrige os supostos erros da política econômica dos três mandatos petistas anteriores.

A trégua vale para Dilma, para que ela continue a executar o ajuste neoliberal. Com Lula e o PT, a guerra continua e vão jogar cada vez mais pesado, para destruir, mesmo, os dois.

A burguesia deu ordem aos seus agentes no Congresso: "Golpe não, que a Dilma é nossa!"

O elogio do Financial Times foi sincronizado com a nota da FIESP/FIRJAN, a ponderação do presidente do Bradesco, em entrevista, e os editoriais do O Globo e da Band/Boechat.

A burguesia deu a ordem aos seus agentes no Congresso:
- "Alto lá, que a Dilma é nossa!"
Agora, mesmo, é que nem de maduro este governo cai.

"Golpe, prá que?", já dizia Sardenberg em maio.

Publicado em minha página no Facebook.
"Mas pode haver também outro desfecho: a oposição bate no governo Dilma, acusa-o de fazer o ajuste nas costas do povo e consegue derrubá-lo. Para fazer o que então? Voltar ao modelo Dilma, aquele que nos complicou a vida, ou para fazer.... o tal ajuste?"
(Carlos Alberto Sardenberg, na crônica "À espera da necessidade", de 28/05/2015)

sábado, 8 de agosto de 2015

A Globo não defende a democracia. Defende a política econômica de Dilma.

(Publicado em minha página no Facebook)

O editorial "Manipulação do Congresso ultrapassa limites", da edição de ontem, 7 de agosto, do jornal O Globo, deu um nó na cabeça de uma porção de petistas.

Isto porque nele, os irmãos Marinho fazem duras críticas a Eduardo Cunha e aos partidos de oposição no Congresso e em seguida um surpreendente chamado à unidade pela sustentação política do governo Dilma.

Encerram assim o texto:
"É preciso entender que a crise política, enquanto corrói a capacidade de governar do Planalto, turbina a crise econômica, por degradar as expectativas e paralisar o Executivo. 

Dessa forma, a nota de risco do Brasil irá mesmo para abaixo do "grau de investimento”, com todas as implicações previsíveis: redução de investimentos externos, diretos e para aplicações financeiras; portanto, maiores desvalorizações cambiais, cujo resultado será novo choque de inflação. 

Logo, a recessão tenderá a ser mais longa, bem como, em decorrência, o ciclo de desemprego e queda de renda.

Tudo isso deveria aproximar os políticos responsáveis de todos os partidos para dar condições de governabilidade ao Planalto. "
A maioria dos apoiadores do governo não entendeu nada.

A Globo mudou de lado?

Não, meus amigos, foi a presidenta Dilma que mudou.

A Globo notou e aprovou, como se pode ver neste trecho de uma crônica de Sardenberg, do final de maio, onde ele diz:
"Mas pode haver também outro desfecho: a oposição bate no governo Dilma, acusa-o de fazer o ajuste nas costas do povo e consegue derrubá-lo. 

Para fazer o que então? 

Voltar ao modelo Dilma, aquele que nos complicou a vida, ou para fazer.... o tal ajuste?" 

(Carlos Alberto Sardenber, na crônica "À espera da necessidade", de 28/05/2015)
O "modelo Dilma" foi até 2014.

Agora, em 2015, o governo adota o "modelo Levy".

Entenderam?

A inusitada circunstância de termos a Globo como aliada, contra o projeto golpista, deveria a todos fazer pensar.

O governo Dilma, hoje, não precisaria de um golpe para cair.

Bastaria um peteleco, até um sopro, tamanha a falta de apoio na sociedade e no Congresso.

O custo e o risco de fracasso são mínimos, dada a baixíssima expectativa de uma resistência democrática relevante.

E exatamente quando parece chegado o momento da queda, a salvação vem donde menos se espera.

A Globo estende a mão para Dilma.

No editorial do dia 7 de agosto, do O Globo, dizem os irmãos Marinho:
"Há momentos nas crises que impõem a avaliação da importância do que está em jogo. 

Os fatos das últimas semanas e, em especial, de quarta-feira, com as evidências do desmoronamento da já fissurada base parlamentar do governo, indicam que se chegou a uma bifurcação: vale mais o destino de políticos proeminentes ou a estabilidade institucional do país? "
Desde quando deu a Globo algum valor para a democracia?

Nunca deu e não dá valor nenhum, a história prova.

Mas então por que, depois de meses de intensa e permanente ação desestabilizadora, resolve dar agora não só trégua, mas apoio ao governo encurralado?

Para entender isto é preciso que se pense:

A quem interessa derrubar Dilma e por que?

Que interesses ela realmente fere ou ameaça?

Existe de fato uma campanha pelo impeachment da presidenta, desde a sua reeleição.

Mas quem faz esta campanha?

Fácil de identificar.

São setores da direita oposicionista que se orientam por um cálculo unicamente político da disputa com o governo.

E que outro cálculo poderia ser feito numa disputa política?

O cálculo econômico.

E é este cálculo, o econômico, que interessa à burguesia, financiadora das campanhas dos políticos e patrocinadora dos oligopólios midiáticos, sobre os quais tem, evidentemente, controle.

Pois o editorial do dia 7 de agosto, do O Globo, obedece exatamente ao comando da burguesia, para uma ação em favor do governo Dilma, um governo que se mostra absolutamente comprometido com a aplicação de uma política econômica que a própria burguesia já defendia desde a campanha eleitoral, através dos candidatos que a representavam, Aécio Neves e Marina Silva.

No momento em que dá uma entrevista dizendo que a opinião do PT não a influencia e, logo em seguida, mostra que fala sério, nomeando Joaquim Levy para a Fazenda e dando a ele carta branca para implementar uma política econômica neoliberal, Dilma rompe, de fato, com o PT e passa a ser encarada como aliada pela burguesia.

Inimigo, portanto, para a burguesia, é o PT.

E Lula, claro, seu maior líder.

Dilma, para a burguesia, não é, de maneira nenhuma, inimiga.

A Lava Jato é uma conspiração para destruir Lula e o PT, não para depor Dilma Rousseff, que, na economia, tão bem tem servido à burguesia, além de patrocinar a própria Lava Jato.

O noticiário da Lava Jato e o proselitismo agressivo dos colunistas globais contra Lula e o PT desviaram a atenção dos petistas do noticiário e da crônica de economia.

Por isso, poucos notaram o apoio irrestrito que a Globo tem dado à política econômica da presidenta, desde o início deste seu segundo mandato, como se pode ver nos links abaixo.

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20/01/2015
Miriam Leitão
Governo está fazendo um ajuste fiscal necessário

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11/02/2015
O Globo - Editorial
O inconcebível ataque ao ajuste fiscal

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07/05/2015
Portal G1
Entenda por que o governo precisa fazer o ajuste fiscal em 2015

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26/05/2015
Carlos Alberto Sardenberg
Sem ajuste fiscal, Brasil não vai a lugar algum

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28/05/2015
Carlos Alberto Sardenberg
À espera da necessidade

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20/07/2015
Carlos alberto Sardenberg
Congresso tem ajudado pouco no ajuste fiscal

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22/07/2015
Portal G1
Veja como será o ajuste fiscal do governo e em que afeta sua vida

***

22/07/2015
Miriam Leitão
Ajuste fiscal não deve ser abandonado

***

07/08/2015
O Globo - Editorial
Manipulação do Congresso ultrapassa limites

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Pois é esta política econômica de Dilma, aprovada pela burguesia e ameaçada pela conspiração golpista, que a Globo pretende salvar, quando se opõe ao impeachment, naquele editorial do dia 7 de agosto.

Atende ao comando da burguesia e presta socorro ao governo, depois dos dramáticos apelos de Michel Temer e Aloísio Mercadante.

***

06/08/2015
Jornal Nacional
Michel Temer faz apelo ao Congresso e pede união para superar crise

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Antes da Globo, dia 6, as associações das indústrias de São Paulo (FIESP) e do Rio de Janeiro (FIRJAN) divulgaram uma nota conjunta dizendo:
"A FIRJAN e a FIESP vêm a público manifestar seu apoio à proposta de união apresentada ontem pelo Vice-Presidente da República, Michel Temer. 

O momento é de responsabilidade, diálogo e ação para preservar a estabilidade institucional do Brasil.

A situação política e econômica é a mais aguda dos últimos vinte anos. 

(...)

O Brasil não pode se permitir mais irresponsabilidades fiscais, tributárias ou administrativas, e deve agir para manter o grau de investimento tão duramente conquistado, sob pena de colocar em risco a sobrevivência de milhares e milhares de empresas e milhões de empregos."
***

06/08/2015
Jornal Nacional
Federações das indústrias de SP e do Rio apoiam apelo de Temer por união

***

06/08/2015
Portal G1
Firjan e Fiesp divulgam nota de apoio a apelo de Temer por união política

***

A burguesia, indiscutivelmente, venceu.

O PT foi derrotado por ela dentro do seu próprio governo, pela incapacidade de reagir à traição da presidenta que acabara de eleger.

Instado por Lula, o partido, ao invés de denunciar, resolveu aderir à traição, comprometendo-se inteiramente com o apoio à política econômica tucana, agora abraçada por Dilma.

E se o PT foi derrotado, se já não manda em mais nada neste governo, se Dilma atende tão bem às expectativas da burguesia, realizando boa parte do seu programa, para que arriscaria, a burguesia, um impeachment, com todos os riscos e custos que um processo destes envolve?

A burguesia não precisa mudar de governo para ter o que quer.

Dilma já está comprometida com a sua política econômica. O problema não é ela, é a conspiração golpista, que sabota a implementação desta política, com as tais "pautas bombas" do Congresso.

Diz o editorial do O Globo, do dia 7:
"Mesmo o mais ingênuo baixo-clero entende que o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), age de forma assumida como oposição ao governo Dilma na tentativa de demonstrar força para escapar de ser denunciado ao Supremo, condenado e perder o mandato, por envolvimento nas traficâncias financeiras desvendadas pela Lava-Jato. 

Daí, trabalhar pela aprovação de “pautas-bomba”, destinadas a explodir o Orçamento e, em consequência, queira ou não, desestabilizar de vez a própria economia brasileira.

(...)

Se a conjuntura já é muito ruim, a situação piora com o deputado Eduardo Cunha manipulando com habilidade o Legislativo na sua guerra particular contra Dilma e petistas. 

Equivale ao uso de arma nuclear em briga de rua, e com a conivência de todos os partidos, inclusive os da oposição."
A burguesia, então, resolveu botar ordem na casa.

E a Globo foi, como sempre, sua porta voz.

Deu o recado e ai daquele que ignorá-lo.

A uma semana dos protestos convocados pelos golpistas, a presidenta Dilma ganhou aliados de peso.

E eles são exatamente os inimigos do seu partido.

Pois é, meus amigos.

Quem de vocês imaginou, algum dia, que apoiaria um governo, também apoiado pela Globo?

A Globo mudou?

Não, companheiros. Fomos nós que mudamos.

Esquecemos do que é ser PT.

Silvio Melgarejo

8-8-2015

domingo, 17 de maio de 2015

Re: A saída é pela esquerda.....POR UM FRENTE DE ESQUERDA COM FREIXO EM 2016!!! (6)

(Mensagem enviada à lista de e-mails do 1º Diretório Zonal. Trata-se de resposta ao comentário de um companheiro)

Marcos Zarahi.

Por que, ao invés de tentar me rotular, você não tenta destruir os meus argumentos?

Por que, ao invés de mentir descaradamente, você não encara o debate político comigo?

Eu não sou da CNB, nem pertenço a nenhum desses grupos que você cita, e já expressei claramente a minha posição favorável a uma frente de esquerda.

Agora me diga.

Se a política do PT durante os governos de Lula e Dilma foi tão errada, como é que o PT conseguiu ganhar 4 eleições presidenciais seguidas, tendo contra si a maior e mais eficiente máquina de propaganda política do mundo, que são as Organizações Globo, fazendo intensa e permanente campanha negativa contra estes seus governos, por mais de uma década?

Como é que Lula, além disso, ainda aparece pelo terceiro ano consecutivo como o melhor presidente que o país já teve, na pesquisa realizada pelo Datafolha?

Explica esse fenômeno, Marcos Zarahi.

Explica também uma outra coisa.

Se política da esquerda oposicionista é que sempre esteve certa, porque, em 12 anos, mesmo com a ajuda da Globo, esta esquerda oposicionista nunca conseguiu crescer como alternativa ao PT, aproveitando-se dos erros reais e inventados do partido e seu governo?

A bancada federal da esquerda oposicionista tem apenas 1 senador e 5 deputados, todos do PSOL.

Aliás, 4 deputados, já que o Cabo Daciolo foi expulso ontem.

Por que PSTU, PCB e PCO nunca elegeram ninguém, nem um mísero deputado?

Suponho que você tenha explicação prá tudo isso, Marcos Zarahi.

E espero que possa compartilhar com os participantes desta lista de e-mails.

Silvio Melgarejo

17/05/2015

sábado, 16 de maio de 2015

Re: A saída é pela esquerda.....POR UM FRENTE DE ESQUERDA COM FREIXO EM 2016!!! (5)

(Mensagem enviada à lista de e-mails do 1º Diretório Zonal. Trata-se de resposta ao comentário de um companheiro)

Se a política do PT durante os governos de Lula e Dilma foi tão errada, como é que o PT conseguiu ganhar 4 eleições presidenciais seguidas, tendo contra si a maior e mais eficiente máquina de propaganda política do mundo, que são as Organizações Globo, fazendo intensa e permanente campanha negativa contra estes seus governos, por mais de uma década?

Como é que Lula, além disso, ainda aparece pelo terceiro ano consecutivo como o melhor presidente que o país já teve, na pesquisa realizada pelo Datafolha?

Explica esse fenômeno, Marcos Zarahi.

Silvio Melgarejo

16/05/2015

sexta-feira, 15 de maio de 2015

Re: A saída é pela esquerda.....POR UM FRENTE DE ESQUERDA COM FREIXO EM 2016!!! (2)

(Mensagem enviada à lista de e-mails do 1º Diretório Zonal. Trata-se de resposta ao comentário de um companheiro)

Marcos Zarahi.

Se o PT prometeu e não fez, como é que conseguiu ganhar 4 eleições presidenciais seguidas, tendo contra si a maior e mais eficiente máquina de propaganda política do mundo, que são as Organizações Globo, fazendo intensa e permanente campanha negativa contra os seus governos, por mais de uma década? Explica esse fenômeno.

Silvio Melgarejo

15/05/2015

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

Solidariedade a Miguel do Rosário, editor do blog "O Cafezinho". (2)

Um dos homens que ajudou a criar a farsa do mensalão, o diretor da Globo, Ali Kamel, ganhou recentemente na justiça - pudera, a Globo controla os tribunais - uma ação contra um dos homens que ajudaram a demonstrar que o mensalão era uma farsa, o jornalista Miguel do Rosário, do blog "O Cafezinho".

A pena, injusta e desproporcional à renda do réu, é o pagamento de uma indenização de R$ 20 mil, mais as custas do processo, R$ 10 mil, totalizando R$ 30 mil.

Mas esta condenação, meus amigos, não é um fato isolado. Ela se segue a outras, como a do jornalista Rodrigo Viana, e faz parte, nitidamente, de uma estratégia da Globo de tentar matar, por asfixia financeira, os blogs que revelam fatos que ela se empenha em esconder.

Na execução dessa estratégia, não é a própria Globo, pessoa jurídica, quem move ação judicial contra os jornalistas independentes, e sim seus empregados de alto escalão. No presente caso, o diretor Ali Kamel.

É nesse contexto que se dá a condenação judicial do jornalista Miguel do Rosário. O contexto da luta contra a ocultação da verdade dos fatos pelo oligopólio partidarizado da comunicação, liderado pelas Organizações Globo.

Miguel do Rosário é um dos valentes soldados da imprensa realmente independente, que se dedica a fazer o que se espera que todo jornalista faça: apurar a verdade dos fatos e trazê-los à luz para o conhecimento público.

Foi ele um dos maiores divulgadores de cópias de documentos, como o Inquérito 2474 e o Laudo-2828 da PF, que demonstram que nunca houve desvio de dinheiro do Banco do Brasil por Henrique Pizzolato, o que simplesmente destrói o eixo principal da tese da acusação no julgamento do mensalão.

Foi ele também um dos primeiros a denunciar que estes documentos, que provam a inexistência do mensalão, foram criminosamente ocultados por Joaquim Barbosa, já que seriam um obstáculo à condenação dos réus.

Miguel do Rosário é um dos nossos, dos que lutam pelo avanço da democracia e da justiça social no Brasil.

E o Cafezinho é um dos blogs que ilumina a treva da desinformação imposta ao país pelas Organizações Globo.

Os heroicos "blogs sujos" - assim chamados em 2010, pelo então candidato tucano à presidente, José Serra - são valentes, mas pequenos em poder econômico, comparados à gigante fascista dos barões Marinho.

Davi, dessa vez, levou um peteleco de Golias. E dada a monumental diferença de tamanho, o peteleco acabou sendo uma porrada.

Porrada financeira, diga-se, não moral. Porque, em moral, Rosário e seu Cafezinho é que são os gigantes, enquanto Globo e Kamel não passam de pigmeus.

Por tudo isso, digo, convicto, aos que me leem: essa briga é nossa, companheiros, não é só do Miguel do Rosário. Se ele está sendo atingido por uma agressão covarde da Globo, é porque está na linha de frente do combate pela democracia.

Numa guerra, há duas tarefas que, simultaneamente, os soldados têm que desempenhar no front: cuidar dos feridos e disparar contra o inimigo.

No nosso caso, temos que denunciar o terrorismo judicial da Globo contra a liberdade de expressão.

Mas temos que cuidar também de quem acaba de ser vítima desse terrorismo: o jornalista Miguel do Rosário.

Por isso, conclamo todos os que me leem a contribuírem, com qualquer quantia, mesmo a mais módica, para ajudar o editor do blog "O Cafezinho" a pagar a indenização de R$ 30 mil, imposta pela justiça, ao famigerado diretor da Globo, Ali Kamel.

Ajudar Miguel do Rosário a pagar esta indenização não é um gesto humanitário. É um ato de solidariedade política a alguém que compartilha conosco dos mesmos ideais de democracia e justiça social, e que foi ferido em combate, como qualquer um de nós pode ser, principalmente os que atuam na vanguarda do nosso exército militante.

Com a ajuda de todos, Miguel do Rosario vai superar esse revés para prosseguir com seu trabalho. "O Cafezinho" não pode acabar porque dele precisa a democracia brasileira, assim como dos demais "blogs sujos", que tanto incomodam a Globo, a direita e a burguesia.

É hora de todos gritarmos "Je suis Cafezinho", "Je suis Miguel do Rosário"!

A Globo não vai nos calar porque a voz de cada um de nós é a voz de todos e nós somos milhões de vozes!

Fora Globo! Abaixo o oligopólio da mídia!

Viva a democracia e a verdadeira liberdade de expressão!

Silvio Melgarejo

23/02/2015

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quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

A Globo é um partido político.

(Texto de descrição da página do Facebook "A Globo é um partido político")

A família mais rica do Brasil, dona da Globo, quer controlar o governo do país, controlando o acesso do povo à informação.

Para proteger aliados, atingir inimigos e defender interesses, a Globo censura e manipula notícias, enquanto mantém um colunismo militante e mercenário, que produz comentários e análises rigidamente alinhados com o pensamento único imposto pelos milionários barões Marinho.

A liberdade de imprensa dos capitalistas, dizia Lenin, é a "liberdade dos ricos de subornarem a imprensa", de utilizarem "a riqueza para fabricar e falsificar a chamada opinião pública".

Pois a liberdade de imprensa da Globo é exatamente a liberdade de mentir para o povo sem ser contestada, protegida pelo oligopólio da comunicação, que ela defende como direito sagrado, afrontando à Constituição.

A Globo é uma empresa capitalista que atua na sociedade como um partido político.

Ela não quer apenas lucrar informando, quer manipular a opinião pública para subjugar as instituições do Estado e governar o país, mesmo sem ter mandatos de representação popular.

A Globo disputa diariamente o poder com os governos eleitos pelo voto e consegue exercer uma enorme influência no processo político do país, graças à inteira liberdade que tem tido para manter o oligopólio dos meios de comunicação social, mesmo depois da aprovação da Carta Magna que o proíbe.

Esta página tem o objetivo de denunciar a ação política ilegal, ilegítima e antidemocrática das Organizações Globo e convocar a classe trabalhadora brasileira a lutar pelo fim do oligopólio da comunicação e pela democratização da mídia, que são condições fundamentais para a ampliação e aprofundamento da democracia brasileira.

Silvio Melgarejo

19/02/2015