Mostrando postagens com marcador Economia. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Economia. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 10 de setembro de 2018

Alguns conceitos políticos básicos.

Na introdução do seu Dicionário de Política, diz Norberto Bobbio que "a linguagem política é notoriamente ambígua", que "a maior parte dos termos usados no discurso político tem significados diversos", que "nenhum termo da linguagem política é ideologicamente neutro" e que "cada um deles pode ser usado com base na orientação política do usuário". Esta imprecisão de significados que caracteriza o vocabulário político é, indiscutivelmente, a maior fonte que existe de confusões e mal-entendidos nos diálogos e debates públicos, onde o que mais se vê são interlocutores, leitores e plateias atribuindo às palavras que ouvem ou leem significados diferentes dos atribuídos por aqueles que as vocalizam ou publicam, alterando inteiramente o sentido das mensagens que eles pretendem transmitir. Por isso escrevo este artigo. Escrevo para dar publicidade aos significados que atribuo a alguns conceitos políticos básicos, que eu considero fundamentais para se descrever e explicar a política no Brasil de hoje. São definições curtas e simples, em alguns casos com breves comentários, para que as pessoas entendam o que realmente quero dizer quando uso estes termos.

"Uma definição", disse Aristóteles, "é uma frase que significa a essência de uma coisa". Pois o que me proponho é exatamente destacar, dentre os muitos atributos que possam fazer parte de cada conceito político, apenas aquele que, no meu entender, constitua a essência do objeto ou fenômeno a que ele se refere. Penso que a imprecisão do vocabulário político é uma consequência da excessiva elasticidade que se permite que os conceitos políticos tenham. Como qualquer coisa, material ou abstrata, o objeto ou fenômeno político pode ter realmente milhões de atributos. Mas a escolha do que deve ser considerado o atributo essencial é uma escolha exclusivamente política. Não pretendo aqui impor a simplificação forçada do que seja complexo. Quero apenas tornar claro o que vejo ser fonte de confusões e equívocos nas discussões políticas, lembrando acima de tudo que toda disputa política começa pela disputa no campo dos conceitos, na luta pela determinação dos significados que devem ser atribuídos pela sociedade às palavras usadas nas reflexões e nos discursos políticos.

Norberto Bobbio está coberto de razão quando afirma que "nenhum termo da linguagem política é ideologicamente neutro". Por isso, não pode a esquerda descuidar da definição clara e inequívoca e da afirmação permanente e peremptória dos seus próprios conceitos e ficar tão receptiva e permeável quanto às vezes se mostra aos conceitos da ideologia burguesa, apregoados pela direita. Porque se os conceitos são os instrumentos com que descrevemos e julgamos a realidade, usar inadvertidamente os conceitos da direita significa assumir na prática o ponto de vista da direita e reproduzir a sua narrativa da história. É este o risco que permanentemente corre uma esquerda espontaneísta, pouco afeita à reflexão e ao estudo e completamente avessa à teoria e à educação política, que são as únicas vacinas capazes de evitar a contaminação ideológica.

O que é política? O que é Estado, governo e partido político?  O que é regime político, democracia e oligarquia? O que é Estado de direito, ditadura e democracia burguesa? E o que é, afinal, golpe de Estado? É sobre estes conceitos que quero dar minha versão para, além de me fazer bem entendido, provocar entre os meus pares de militância de esquerda alguma reflexão e, quem sabe, algum debate. Mas, para fazê-lo, para explicar o significado que atribuo a cada um destes termos, considero necessário definir antes o que é liberdade e poder e o que é organização e administração.


I - Liberdade, poder e soberania


Liberdade é a capacidade de realização da própria vontade.

Poder é a capacidade de imposição da própria vontade a outrem.

Relação entre poder e liberdade - Submeter à própria vontade a vontade de alguém significa negar a liberdade deste alguém. Em qualquer sociedade, o poder de uns limitará sempre, em alguma medida, a liberdade dos outros. Quanto maior o poder de uma pessoa, maior a sua liberdade e menor a liberdade dos que a cercam. A medida da liberdade corresponderá sempre à medida do poder que se tenha. Mas a medida deste poder será sempre determinada pela medida do acesso que se tenha aos meios que lhe proporcionem. É por isso que, muito frequentemente, se chama de poder também ao meio que proporciona poder.

Soberania é domínio pleno, o poder total que se impõe sobre alguém ou sobre algo.


II - Organização e administração


Organização é uma unidade social deliberadamente constituída para usar os seus recursos na implementação de ações destinadas à realização de algum objetivo.

Administração é a ciência social que estuda as organizações e busca definir as práticas mais adequadas para que elas alcancem os seus objetivos. Administração é também o nome que se dá à mais importante concepção desta ciência social, que é o processo administrativo. O processo administrativo é um processo composto de quatro etapas, que são:
Planejamento - definição dos objetivos da organização e das ações necessárias para alcançá-los.

Organização - definição de quem faz o que, onde, quando e com que recursos nas ações planejadas.

Execução - comando ou liderança da realização das ações planejadas.

Controle - avaliação permanente da qualidade da execução das ações planejadas e dos seus resultados, com a possibilidade da recomendação de mudanças corretivas em qualquer uma das etapas anteriores. 

III - Conceitos políticos


Estado é a organização constituída para dar a quem o comande poder sobre a sociedade, ou seja, para dar a quem o comande a capacidade de limitar a liberdade da sociedade para lhe impor uma determinada ordem.

Governo é a imposição de uma determinada ordem à sociedade. É também o nome que se dá à parte do Estado responsável pela execução das ações estabelecidas com este fim.

Política, em sentido amplo, é a relação mútua entre o Estado e a sociedade. Em sentido mais estrito, política é a relação social de disputa pela prevalência da vontade de algum setor da sociedade nos processos decisórios que definem os objetivos do Estado – estes objetivos constituem a ordem que se pretende que o Estado imponha à sociedade –, as ações que o Estado deve realizar para alcançar estes objetivos – as ações de governo –, quem deve comandar a realização destas ações estabelecidas – quem deve constituir o governo, quem deve governar – e a forma como o Estado deve se organizar e funcionar para garantir que as ações definidas sejam efetivamente cumpridas. Política é, portanto, nesta acepção mais estrita, a disputa pelo comando da administração do Estado.

Partido político é a organização constituída para disputar o comando da administração do Estado.

Regime político é a forma assumida pelos processos decisórios do Estado e o modo como o Estado se relaciona com a sociedade em um determinado contexto histórico. É a forma de governo, o modo como o Estado define e impõe uma determinada ordem à sociedade. Consolidou-se ao longo da história como principal critério para a classificação dos regimes políticos o da quantidade de pessoas que participam das decisões que determinam as ações do Estado. O outro critério vem sendo o da obediência ou não destes processos decisórios e da implementação das resoluções tomadas a uma constituição que limite o poder do Estado, estabelecendo, como direitos dos cidadãos, um conjunto de garantias e liberdades fundamentais.

Poder político é a capacidade de impor a própria vontade ao Estado, tornando-o instrumento da imposição desta vontade ao restante da sociedade.

Democracia ou estado democrático é o regime político em que os processos decisórios do Estado são controlados e comandados pela maioria pobre da sociedade, constituída pela classe trabalhadora, com resultados sempre correspondentes aos seus interesses e à sua vontade. Democracia nada mais é, portanto, do que o controle e comando da administração do Estado pela classe trabalhadora. Na prática, este controle e comando pode dar-se de duas formas. De forma direta, sendo por isso chamada de democracia direta, ou de forma indireta, quando é chamada de democracia indireta ou representativa. A democracia indireta ou representativa impõe-se como o modo ordinário ou normal de funcionamento do regime democrático, pela razão evidente de que numa sociedade de massas é impossível que todos os cidadãos participem diretamente de todos os processos decisórios do Estado. A eleição de representantes pelos cidadãos lhes garante, em tese, na maior parte dos casos, uma participação indireta. Apenas ocasionalmente os cidadãos são chamados a manifestar-se diretamente, em plebiscitos e referendos, sobre decisões de maior importância, exercendo neste caso a democracia direta. A democracia direta é, portanto, o modo extraordinário ou excepcional de funcionamento do regime democrático.

Oligarquia ou plutocracia é o regime político em que os processos decisórios do Estado são controlados e comandados pela minoria rica da sociedade, constituída pela burguesia, com resultados sempre correspondentes aos seus interesses e à sua vontade. A palavra oligarquia quer dizer "governo de poucos", enquanto plutocracia significa "governo dos ricos". E como invariavelmente são ricos os poucos que governam, pode-se dizer sem errar que toda oligarquia é uma plutocracia. A oligarquia ou plutocracia é o regime político vigente em toda e qualquer sociedade capitalista. Não existe capitalismo democrático, não existe burguesia democrata. Toda burguesia é essencialmente oligarca ou plutocrata. Uma burguesia democrata seria uma classe dominante suicida, já que abriria mão em favor dos trabalhadores do principal instrumento de poder usado para exercer sua dominação sobre eles, que é exatamente o Estado. Um sistema econômico e social baseado na exploração do trabalho da maioria pela minoria não sobreviveria se a maioria explorada assumisse efetivo controle e comando dos processos decisórios do Estado. A plutocracia ou oligarquia burguesa é no capitalismo, portanto, o verdadeiro oposto da democracia e não a ditadura, como se costuma dizer.

Regime constitucional é o regime político em que o Estado atua conforme as normas de uma constituição que limita o seu poder, estabelecendo como direitos fundamentais e inalienáveis de todo cidadão um conjunto de garantias e liberdades. O regime constitucional é o "governo das leis" em oposição ao "governo dos homens", que reconhece e garante os direitos fundamentais do cidadão e o protege dos abusos do Estado.

Estado de direito é o modo normal e ideal de operação do regime constitucional, em tempos de paz e ausência de instabilidades sociais e políticas de maior gravidade. É, indiscutivelmente, um atributo importante do regime político democrático. Mas não é a sua essência. A essência da democracia, como já dito, é o controle e comando da administração do Estado pela classe trabalhadora. Isto significa que onde há estado de direito não há, necessariamente, estado democrático. São coisas distintas e uma não garante a outra. Se assim não fosse, aliás, não haveria porque falar-se em estado democrático de direito, este conceito seria uma redundância.

Estado democrático de direito é o regime político em que a atuação do Estado é regida por uma constituição e por leis – o que caracteriza um estado de direito – concebidas pelo povo, através dos seus representantes – o que caracteriza um estado democrático.

Estado de exceção é o modo excepcional de operação do regime constitucional, caracterizado pela suspensão - declarada ou não declarada, prevista ou não em norma constitucional, regulada ou não por lei ordinária - do estado de direito, isto é, da vigência plena da regra definidora do regime constitucional, que é o cumprimento integral das leis e da constituição do país pelo Estado, sobretudo no que tange às garantias e liberdades fundamentais dos cidadãos, em razão de crise grave que comprometa fortemente a ordem e a segurança públicas e que represente ameaça inequívoca à integridade e à soberania do Estado sobre o seu território, como nas situações de guerra ou de convulsões sociais. O estado de exceção é a ausência ou o oposto do estado de direito. Nele a autoridade do governante ou do agente estatal sobrepõe-se à autoridade da constituição, em certos casos com o consentimento da própria constituição, para defendê-la, razão pela qual já foi chamado por alguns teóricos de ditadura constitucional. No estado de exceção amplia-se o poder do governante sobre os governados mediante a supressão parcial ou total das liberdades e garantias que as leis e a Constituição lhes asseguram. É o "governo dos homens" em oposição ao "governo das leis", o poder ilimitado do Estado sobre os cidadãos destituídos de direitos. O estado de exceção torna a circunstância vivida e determinados eventos, condutas, pessoas, organizações ou grupos sociais exceções às regras estabelecidas no ordenamento jurídico de um país. Isto significa que na sua vigência, um determinado conjunto de leis e normas constitucionais continua válido para todas as circunstâncias, eventos, condutas, pessoas, organizações e grupos sociais exceto para aquelas circunstâncias, eventos, condutas, pessoas, organizações e grupos sociais definidos pelo Estado como alvos. Significa que, na sua vigência, têm seus direitos respeitados todos os cidadãos exceto os considerados inimigos pelo Estado ou, mais exatamente, por aqueles que sobre o Estado exercem comando. O estado de exceção é, portanto, na prática um estado de guerra contra um inimigo interno, que é destituído dos seus direitos para mais facilmente ser subjugado e ou aniquilado pelo Estado.

Ditadura é o estado de exceção que tem por objetivo primordial derrotar, aniquilar e inviabilizar a oposição política, constituindo uma estratégia antes de defesa do governo do que de defesa do Estado.

Democracia burguesa é o nome, a meu ver, impróprio com que os socialistas têm designado uma forma dissimulada de plutocracia, que consente a oposição política enquanto ela não ameace à sua integridade, mas mantém um estado de exceção permanente contra a maioria social pobre, formada pela classe trabalhadora. Quando este estado de exceção se amplia para abarcar também a oposição política, a plutocracia altera o modo de se impor, deixando de ser democracia burguesa para tornar-se uma ditadura. Mas digo que é impróprio chamar de democracia burguesa a este regime porque ele tem todas as características de uma oligarquia, de democracia não tem nada. E nem poderia ter, porque o capitalismo é um sistema baseado na exploração do trabalho da maioria pela minoria e a maioria certamente não é explorada porque quer e decide livre e conscientemente sê-lo, a exploração é-lhe na verdade imposta. A democracia burguesa é um regime em que os processos decisórios fundamentais do Estado são inteiramente controlados pela minoria rica da sociedade, constituída pela burguesia, através do comando, mediante corrupção e coação, dos mandatos dos representantes eleitos pela maioria pobre,  trabalhadora, para os governos e parlamentos. A democracia burguesa é um regime em que a burguesia faz prevalecer os seus interesses e impõe a sua vontade nos processos decisórios do Estado não pela força, como faz nas ditaduras, mas pelo ardil, pela trapaça, mentindo para o povo e comprando a colaboração dos políticos, partidos, governos e parlamentos. A democracia burguesa é, na verdade, uma plutocracia disfarçada de democracia, que pretende dar ao povo a ilusão de ser partícipe dos processos decisórios do Estado. É uma democracia de fachada, uma falsa democracia, um regime verdadeiramente impostor e altamente traiçoeiro, porque guarda no seu íntimo a firme e permanente disposição para tornar-se francamente autoritário, quando a corrupção e a propaganda perdem eficácia como meios de controle e comando do Estado e de dominação da mente das massas. É em situações assim que a burguesia fomenta os movimentos fascistas e promove os seus golpes de Estado.

Fascismo é a ditadura da burguesia e o movimento, estimulado e financiado pela burguesia, que estabelece e sustenta este regime. O movimento fascista é a mobilização da classe média de direita para desencorajar ou derrotar e inviabilizar as mobilizações dos trabalhadores, subjugando ou destruindo, por meio de violência e terror, as suas organizações de representação e de luta social e política. Todo movimento fascista origina-se e alimenta-se do medo que a classe média tem da ascensão política da classe trabalhadora, vista como ameaça ao patrimônio, prestígio e poder por ela conquistados sob a ordem capitalista. Do medo de possíveis perdas nasce o ódio ao sujeito da ameaça, por instinto de defesa. E é a este medo e a este ódio instintivos que a burguesia estimula e manipula quando o regime de democracia burguesa perde eficácia como meio para alcançar os seus desígnios. Se a trapaça já não basta, não hesita a burguesia em assaltar o povo à mão armada. Sob o efeito das induções recebidas, a classe média se divide. Enquanto a esquerda, esta sim, hesita, vacilante, sopesando riscos, com a consciência tomada pelo conflito entre a generosidade do ideal igualitário e a mesquinhez do apego aos privilégios desfrutados, a direita se arma, resoluta, para o combate sob o comando da plutocracia. A classe média de direita é a vanguarda e a base militante de qualquer movimento fascista

Golpe de Estado é a tomada do comando do Estado por setores do próprio Estado através de meios não previstos na constituição do país. É, portanto, uma ruptura do estado de direito, que quase sempre dá origem a um regime autoritário, a uma ditadura.

Silvio Melgarejo

10/09/2018

(revisado em 24/02/2019)
(revisado em 06/09/2021)

sexta-feira, 6 de novembro de 2015

Uma esperança para Serra e Chevron.

Apesar da enorme repercussão que teve, até agora, a declaração do ministro Joaquim Levy de que o governo poderia mudar o regime de exploração do pré sal ainda não foi contestada pela presidenta Dilma Rousseff.

Silvio Melgarejo

06/11/2015


https://www.facebook.com/notes/silvio-melgarejo/uma-esperan%C3%A7a-para-serra-e-chevron/1155891394424258


segunda-feira, 3 de agosto de 2015

Se este governo cair, será de maduro.

Os banqueiros não precisam derrubar Dilma para aplicarem o seu programa. A presidenta já o faz.

Se este governo cair, não será por golpe. Será de maduro.

quarta-feira, 29 de julho de 2015

Diálogo com o companheiro Tiago Neto da Silva.

Facebook, 28/7/2015


TIAGO NETO DA SILVA

A Política do Governo Lula e A Política do Governo Dilma são idênticas, são as mesmas... Não há distinção alguma... Tender a criar uma separação entre os dois modelos é tentativa sem nexo com a realidade.


SILVIO MELGAREJO

E a conjuntura econômica e política, também é a mesma, Tiago Neto da Silva?


SILVIO MELGAREJO

Uma mesma política aplicada em contextos distintos pode ter efeitos iguais?


TIAGO NETO DA SILVA

Creio que não Silvio Melgarejo, creio que não...


SILVIO MELGAREJO

E você concorda que os contextos econômico e político dos governos de Lula e Dilma são bem diferentes?


TIAGO NETO DA SILVA

São distintos, que margem de ação hoje temos se é que temos... Impressão minha... Em contexto político e econômico....


SILVIO MELGAREJO

Políticas iguais em contextos distintos, têm efeitos desiguais.

A política de Dilma não poderia ser igual à do Lula, porque a conjuntura mudou.

Como ela manteve o mesmo modelo, os resultados têm sido negativos, ao contrário dos resultados alcançados pelo Lula.

Por isso ela tem sido criticada. Pela insistência em patrocinar uma política econômica que não tem a menor possibilidade de dar certo na realidade atual.

O tamanho do apoio a uma política de enfrentamento com o capital financeiro seria proporcional à rejeição social que a política de capitulação está tendo.


TIAGO NETO DA SILVA

E para alterar a política de capitulação... Essa alteração precisa passar pelo Partido como um todo...


SILVIO MELGAREJO

O problema é que o PT ao invés de ser um partido NO governo, está se comportando como um partido DO governo, inteiramente subordinado à vontade da Dilma.

E a Dilma demonstra o tempo todo que não tem o menor compromisso com o PT.

Não sei se você lembra, mas assim que ela foi reeleita, deu a seguinte declaração numa entrevista:
"A opinião do PT é uma opinião do partido. Não me influencia. Eu não sou presidente do PT. Sou presidente dos brasileiros." 
Folha
"Não represento o PT", diz Dilma
Estado de Minas
"Eu não presento o PT", diz Dilma
O Globo
"Eu não represento o PT, represento a Presidência da República" diz Dilma
Terra
"Não represento o PT, represento a Presidência", diz Dilma
Infomoney
"Eu não represento o PT", diz Dilma sobre resolução do partido que ataca Aécio

SILVIO MELGAREJO

O PT tem se anulado politicamente para apoiar Dilma. Para mudar os rumos do governo, o PT tem que disputar o governo. E disputar não só com o PMDB, mas com a própria presidenta.


SILVIO MELGAREJO

Se Dilma diz que não é do PT, o PT tem que dizer para Dilma e para os trabalhadores que também não é da presidenta.


TIAGO NETO DA SILVA

Com o resultado do Congresso de Salvador essa anulação persistirá.


SILVIO MELGAREJO

Aquilo foi um desastre.


SILVIO MELGAREJO

O partido está a deriva.


TIAGO NETO DA SILVA

Reverter o quadro que é complexo é o nosso desafio.


SILVIO MELGAREJO

Tá difícil, companheiro.


SILVIO MELGAREJO

Temos um Lula. Mas um Chaves ou um Brizola agora seriam melhor.


TIAGO NETO DA SILVA

rs rs rs Concordo, plenamente!!!


SILVIO MELGAREJO

Tá faltando uma liderança com mais ousadia e combatividade.


TIAGO NETO DA SILVA

Dado essa ausência, o Partido é central, para fazer esse combate com a ousodia necessária.


SILVIO MELGAREJO

Pois eu te digo que é o próprio partido que carece desse tipo de liderança.


SILVIO MELGAREJO

O PT está impregnado do espírito conciliador do Lula.


SILVIO MELGAREJO

Ele é a maior liderança.


SILVIO MELGAREJO

Mas é uma liderança que evita o confronto.


TIAGO NETO DA SILVA

A conjuntura me permite evitar o confronto... Fica mais difícil...


TIAGO NETO DA SILVA

Dê uma olhada...
Página 13
O que queremos?

SILVIO MELGAREJO

O problema é que a direita está buscando o confronto. E aí? Como é que fica? Levamos porrada sem reagir até ir a nocaute?


TIAGO NETO DA SILVA

"Tendência suicida".


SILVIO MELGAREJO

Exatamente.


SILVIO MELGAREJO

Hegemônica.


TIAGO NETO DA SILVA

E a ruptura com o PMDB e assemelhados. Possibilidade distante?


SILVIO MELGAREJO

Estamos cada vez mais reféns.


SILVIO MELGAREJO

E não porque a conjuntura nos imponha isto.


SILVIO MELGAREJO

Mas como consequência das escolhas feitas pela Dilma e pelo próprio PT.


SILVIO MELGAREJO

O 5º Congresso botou o partido de joelhos perante seus inimigos.


TIAGO NETO DA SILVA

Somos atacado spor todos os lados!


SILVIO MELGAREJO

E cedemos pro lado errado.


TIAGO NETO DA SILVA

É prematuro falar em 2018 (muitos colocam 18 em questão... Ignoram o fato da ofensiva da direita e da mídia... Empenhados em destruir o PT, fazer a depsição de Dilma, e prender Lula. Ou seja, ameças golpistas, ajuste fiscal recessivo, precismos assegurar o mandato...


SILVIO MELGAREJO

Como? Lutar? Com que armas? Dilma e o PT desarmaram e dispersaram a sua base social.


SILVIO MELGAREJO

Além disso, a direita tem conseguido o que quer com Dilma. Que interesse teria em destituí-la?


SILVIO MELGAREJO

O próprio FHC disse recentemente:
"O impeachment é como bomba atômica, é para dissuadir, não para usar.”
247
FHC: "Impeachment é como uma bomba atômica"
Veja
Impeachment é bomba atômica 

TIAGO NETO DA SILVA

Então é algo falacioso...


SILVIO MELGAREJO

Eles criam um clima de golpe exatamente para obter o efeito que está se vendo. Não que não haja setores da direita que desejem o golpe. Mas estes setores não mandam. Quem apita neste país é a banqueirada.


SILVIO MELGAREJO

E a banqueirada tá feliz com a Dilma.


SILVIO MELGAREJO

Não só com a política de juros.


SILVIO MELGAREJO

Mas também com o ajuste fiscal.


SILVIO MELGAREJO

Veja bem.


SILVIO MELGAREJO

A Globo chama o governo de corrupto.


SILVIO MELGAREJO

Mas apoia entusiasticamente a sua política econômica.


TIAGO NETO DA SILVA

Verdade.


SILVIO MELGAREJO
Sardenberg
Sem ajuste fiscal, Brasil não vai a lugar algum
G1
Entenda por que o governo precisa fazer o ajuste fiscal em 2015
G1
Veja como será o ajuste fiscal do governo e em que afeta sua vida
Míriam Leitão
Governo está fazendo um ajuste fiscal necessário
Sardenberg
Congresso tem ajudado pouco no ajuste fiscal
O Globo - Editorial
O inconcebível ataque ao ajuste fiscal
Míriam Leitão
Ajuste fiscal não deve ser abandonado

SILVIO MELGAREJO

Essa política do Levy, ele já tinha concebido em 2014 com outros economistas tucanos.
O Globo

Economistas de oposição criam agenda pós-PT


SILVIO MELGAREJO

E está pondo em prática agora.


SILVIO MELGAREJO

Com o consentimento do PT.


TIAGO NETO DA SILVA

Não é unânime esse consentimento.


SILVIO MELGAREJO

Mas é a posição hegemônica que determina a posição partido.


SILVIO MELGAREJO

E o partido apoia, mesmo que, em alguns casos, constrangidamente.


SILVIO MELGAREJO

A resistência da bancada petista no Congresso às MPs do ajuste foi mínima. E no 5º Congresso, prevaleceu a interdição do debate sobre a política econômica.


SILVIO MELGAREJO

O Dia Nacional de Luta da CUT, de 29 de maio, foi boicotado pelo PT.


TIAGO NETO DA SILVA

Deplorável esse comportamento!


SILVIO MELGAREJO

A Dilma conseguiu um feito inédito na história do sindicalismo brasileiro. Uniu todas a centrais sindicais do país. Só que contra a política econômica dela mesma. Fantástico!


TIAGO NETO DA SILVA

Mesmo sem querer! rs


SILVIO MELGAREJO

Ela assumiu uma posição de antagonista da classe trabalhadora.


SILVIO MELGAREJO

Depois da campanha que fez ano passado, é absolutamente natural que a classe se sinta traída.


SILVIO MELGAREJO

Eu penso que o PT deveria, como partido dos trabalhadores, expressar este sentimento.


SILVIO MELGAREJO

E não negar o que para todos é evidente.


SILVIO MELGAREJO

Ao deixar de fazê-lo, o partido se torna cúmplice do engodo, aos olhos do povo.


TIAGO NETO DA SILVA

Isso fere princípios.


SILVIO MELGAREJO

E perde, tanto quanto Dilma, credibilidade.


SILVIO MELGAREJO

Quantos dos 54 milhões de eleitores da presidenta, confiarão na palavra dela ou de outro petista num próximo pleito?


TIAGO NETO DA SILVA

O que estou ouvindo de lamentações não é brincadeira.


SILVIO MELGAREJO

O voto nas eleições é sempre um voto de confiança. Confiança traída é confiança perdida.


SILVIO MELGAREJO

E é mesmo de se lamentar. Tudo que se conquistou em uma década começa a ser destruído e as pessoas se sentem impotentes, desorientadas.


SILVIO MELGAREJO

Não existe ainda uma alternativa de direção nem para o PT, nem para o conjunto da esquerda, capaz de liderar uma reação.


TIAGO NETO DA SILVA

Ainda bem que existe o "ainda", o que resta fazer é pressão popular como segue a CUT contra o ajuste fiscal.


SILVIO MELGAREJO

A CUT tá fazendo um esforço. Mas, apesar da unidade das centrais, o movimento sindical tende a perder força quando há recessão.


SILVIO MELGAREJO

O fantasma do desemprego desencoraja o uso da arma maior, que é a greve.


TIAGO NETO DA SILVA

Que não singam a orientação dado pelo PSTU.a


SILVIO MELGAREJO

Qual, a de derrubar tudo? rssrs


TIAGO NETO DA SILVA

Que a CUT e MST rompam com Governo. Foi um vídeo do Zé Maria.


SILVIO MELGAREJO

Bem, a mim parece que nem a CUT, nem o MST estão atrelados ao governo. Se posicionar contra o golpe não é defender o governo.


TIAGO NETO DA SILVA

Pois é! Fiquei sem entender o vídeo.


SILVIO MELGAREJO

Eles estão fazendo uma confusão danada.


SILVIO MELGAREJO

Viram que a declaração do Zé Maria pegou mal, aí já lançaram uma nota.


SILVIO MELGAREJO

Dizem que não querem o impeachment. Querem derrubar tudo. rsrsrsrs

quinta-feira, 2 de outubro de 2014

Economista de Marina convenceu Collor a confiscar poupança de milhões de brasileiros.



Quem é o economista de Marina Silva, André Lara Resende


"Em entrevista a Globo News em 2012, no Dossiê GloboNews, o ex-presidente Fernando Collor de Melo afirma que André foi um dos que defendeu o confisco das poupanças, pois indicava que com a elevada liquidez do mercado financeiro brasileiro, a solução técnica era adequada apesar de politicamente ser considerada 'impossível'." (Wikipédia)


Assista o vídeo



quinta-feira, 24 de outubro de 2013

Coerência.

Se eu achasse que Lula e Dilma privatizaram o Pré-Sal, numa transação prejudicial aos interesses do povo brasileiro; se achasse, portanto, que eles são dois mentirosos, traidores e entreguistas, iria imediatamente para a oposição e jamais faria campanha para a reeleição da Dilma.

Apoiar uma presidente da república que se considera autora de crime de lesa pátria e ainda por cima lutar pela sua reeleição é assumir condição de cúmplice de todos os males alegados e a ela atribuídos.

Eu apoio o governo Dilma e defendo sua reeleição porque considero que o leilão de Libra não é uma privatização, e que ele representa o mais importante passo já dado por qualquer governo deste país na direção de um significativo e histórico salto de desenvolvimento econômico e social.

Se no futuro a realidade se mostrar outra, diferente da que enxergo, poderão me chamar de estulto. Mas não de incoerente.

segunda-feira, 21 de outubro de 2013

Confio em Lula e Dilma. Por isso apoio o Leilão de Libra.

Estou chegando atrasado nessa discussão sobre o leilão de Libra. Ainda colho informação para subsidiar minha reflexão pessoal. Mas devo dizer que, desde o início, tendo a apoiar a realização do leilão. Por uma razão muito simples. Confio na presidenta Dilma Rousseff.

Na política, a confiança é quase sempre a razão determinante do apoio do cidadão às decisões do governante. Isto porque a maior parte dos problemas relacionados à administração pública exige um grau de conhecimento técnico e uma capacidade de processamento e análise de informações que a maioria dos cidadãos não tem. Todo voto nas urnas é um voto de confiança no candidato. E a confiança do cidadão no seu governante é o fundamento mais importante da governabilidade social.

Não entendo de petróleo. Mas entendo de Lula e Dilma Rousseff, cujos governos nunca me decepcionaram, nem decepcionaram as massas trabalhadoras. Os resultados de suas mais importantes decisões têm confirmado até aqui a correção das escolhas que fizeram. Não é gratuita a aprovação que têm ambos em amplíssimos setores da sociedade. A confiança do povo em Lula e Dilma decorre da avaliação positiva que o povo faz da correspondência entre suas expectativas e os resultados das opções feitas por estes dois presidentes ao longo de seus mandatos.

Confio em Lula e Dilma, por isso tendo a apoiar o encaminhamento que estão dando à questão do petróleo. O que não impede de maneira nenhuma que eu siga minha ausculta do que dizem todos, no debate que presentemente se trava sobre o leilão de Libra. E o que tenho ouvido, tem me deixado um bocado intrigado. Ante um governo absolutamente incompetente para dialogar com a sociedade e explicar as razões de suas escolhas, vejo a insólita aliança da esquerda nacionalista com a direita entreguista para impedir o leilão de Libra. Dou por certo que uma das duas joga, sem saber, a favor do inimigo. E vou aos poucos confirmando a desconfiança de que é a esquerda quem o faz.

Quero me informar ainda um pouco mais para consolidar minha opinião sobre o leilão de Libra. Mas deixo desde já aqui registradas as minhas reflexões iniciais sobre esse tema. O leilão é hoje, mas a discussão sobre ele não se esgotará até que se chegue a um consenso dentro do PT e na sociedade sobre o que ele realmente representa para o país.

sábado, 29 de junho de 2013

Sobre uma afirmação do militante Sardenberg.


Sobre a imagem acima, que tem sido por oposicionistas no Facebook, digo o seguinte:

A Globo é um partido político e Sardenberg é um militante.

É a declaração de um militante de partido político de direita e não de um jornalista de economia que passo a comentar nas próximas linhas.

Em primeiro lugar, é falsa a afirmação de que a pobreza tem sido combatida, pelos governos petistas, apenas através da transferência direta de renda, por meio de programas como o Bolsa Família e o Brasil Carinhoso. Como também é falsa a afirmação seguinte de que "a economia não consegue gerar emprego e renda para essa gente".

A verdade que a Globo tenta esconder, é que, só o governo Lula, em seus dois mandatos, gerou 15 milhões de empregos formais, contra apenas 5 milhões gerados nos dois governos de FHC. Já Dilma, em seu primeiro ano de governo, e em plena crise econômica mundial, gerou mais de 1 milhão e 300 mil empregos com carteira assinada.

Quer falar de renda, Sardenberg? Será que você desconhece que, em apenas uma década de governos petistas, o salário mínimo teve uma elevação de seu poder de compra da ordem de 70%?

Será que desconhece, além disso, que com as baixíssimas taxas de desemprego que temos tido no Brasil, a demanda por mão de obra tem sido, frequentemente, maior que a disponibilidade ociosa, e que, graças a isso, os salários, há anos e em quase todas as categorias, têm tido ganhos reais, acima da inflação?

É bom que sempre se destaque, que este cenário altamente positivo, que Sardenberg finge não ver, tem se mantido a despeito da crise gravíssima que tem destruído as economias de vários países, com repercussões sociais que vão desde o desemprego e a redução de salários, até à perda de direitos historicamente consagrados. Nada disso se verifica por aqui.

Como se vê, Sardenberg e seus patrões da Globo, fundamentam suas teses em informações cuja natureza falaciosa facilmente se demonstra. Eles contam com a desinformação das pessoas para disseminar mentiras e induzi-las a conclusões que os fatos reais, vividos pelas pessoas e mensurados pelos pesquisadores, negam-se a respaldar.

Para encerrar, quero comentar a última frase do discurso de Sardenberg, citado na imagem de abertura desse tópico:
"O fim da pobreza depende de dois outros fatores: crianças e jovens nas escolas e qualidade do ensino". 
Mais uma falácia do “sábio” Sardenberg.

Em primeiro lugar, crianças e jovens famintos não aprendem nada. Se suas famílias não tiverem uma renda que lhes assegure a alimentação, a qualidade do ensino nas escolas não poderá beneficiá-los.

Em segundo lugar, pobreza é ausência ou carência de riqueza. A única maneira de combatê-la é transferir riqueza. Quando possível, essa transferência deve ser feita sob a forma de salário. Quando não, tem que ser feita sob a forma de benefício estatal. Trata-se, neste caso, de uma ação de emergência, semelhante à transfusão de sangue que se faz para salvar e manter a vida de uma pessoa vitimada por hemorragia.

Pois é isso, mesmo, o que o governo do PT tem feito. Tem transferido renda para os mais pobres através da geração continuada de empregos formais, de aumentos seguidos de salários e de benefícios emergenciais diretos, concedidos através de programas como o Bolsa Família e o Brasil Carinhoso.

A classe media de direita, caracterizada por patológico egoísmo e insensibilidade social, despreza os indiscutíveis avanços que tem sido feitos na última década. Luta, ao contrário, para que haja um retrocesso. Seu mundo ideal é o do “cada-um-por-si-e-o-Estado-pela-classe-media”. Ser burguês é o sonho dessa gente mesquinha, incapaz de perceber a dor do próximo, muito menos de se regozijar quando essa dor encontra alívio. Abominam a igualdade, enquanto sonham intimamente com injustificados e injustos privilégios.

Essa “raça de víboras” nunca deixará de resistir a qualquer esforço que se faça visando à redução das desigualdades sociais no país. Mas será derrotada, como em 2002, 2006 e 2010, nas urnas e nas ruas, pelo próprio povo brasileiro, que, em sua imensa maioria, é constituído por gente justa, generosa e solidária, que reconhece e aprova os esforços e os resultados que tem sido apresentados à sociedade pelo governo do Partido dos Trabalhadores.

quarta-feira, 26 de junho de 2013

Guido Mantega: ninguém disse "cadê meu emprego" nos protestos.

"O principal predicado da economia é gerar emprego. Não vi na manifestação nenhuma pergunta de cadê o meu emprego." (Guido Mantega, 26/06/2013)

Fonte: iG

domingo, 23 de junho de 2013

Pesquisa Mensal de Emprego (PME) do IBGE. Acompanhe mês a mês.

Pesquisa Mensal de Emprego (PME) - Produz indicadores mensais sobre a força de trabalho que permitem avaliar as flutuações e a tendência, a médio e a longo prazos, do mercado de trabalho, nas suas áreas de abrangência, constituindo um indicativo ágil dos efeitos da conjuntura econômica sobre esse mercado, além de atender a outras necessidades importantes para o planejamento socioeconômico do País. Abrange informações referentes à condição de atividade, condição de ocupação, rendimento médio nominal e real, posição na ocupação, posse de carteira de trabalho assinada, entre outras, tendo como unidade de coleta os domicílios.

A pesquisa foi iniciada em 1980, sendo submetida a uma revisão completa em 1982 e duas parciais, de vulto, em 1988 e 1993, por meio das quais foram realizados ajustamentos restritos somente ao plano de amostragem. Em 2001, passou por um amplo processo de revisão metodológica visando não só à captação mais abrangente das características de trabalho e das formas de inserção da mão-de-obra no mercado produtivo, como também à atualização da cobertura temática da pesquisa e sua adequação às mais recentes recomendações da Organização Internacional do Trabalho – OIT.

As principais alterações metodológicas introduzidas nesta revisão referem-se à implementação de mudanças conceituais no tema trabalho; ampliação da investigação com vistas ao melhor conhecimento da população ocupada e da população à procura de trabalho, entendendo-se como tal a tomada de providências efetivas para consegui-lo, tais como: contato estabelecido com empregadores, prestação de concurso, inscrição em concurso, consulta a agência de emprego, sindicato ou órgão similar, entre outras; além de alterações nos instrumentos e nos procedimentos de coleta, ressaltando-se, neste caso, a introdução da coleta eletrônica, bem como alterações no processo de expansão da amostra. A revisão tornou possível o aprofundamento da investigação e a agregação de alguns aspectos adicionais, permitindo estudos acerca de temas específicos, que contemplam características demográficas, sociais e econômicas do mercado de trabalho.

Periodicidade: Mensal

Abrangência geográfica: Regiões metropolitanas de Recife, Salvador, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, São Paulo e Porto Alegre.

Download dos Relatórios Mensais

Pleno Emprego no Brasil.

Em abril segundo a ata da 175ª reunião do Copom, do Banco Central, realizada no final de maio, o Brasil registrou a segunda menor taxa de desemprego desde 2002. Enquanto no resto do mundo o desemprego cresce, aqui cai e permanece em níveis que os economistas consideram como de Pleno Emprego.

O pleno emprego não significa o fim do desemprego, mas ocorre quando o nível de trabalhadores sem emprego se situa em uma faixa que os especialistas definem como friccional, ou seja, quando o trabalhador fica fora do mercado de trabalho por um curto período de tempo, entre 30 e 60 dias. É isso o que tem ocorrido no Brasil, diferentemente dos demais países.