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sábado, 16 de maio de 2015

Re: A saída é pela esquerda.....POR UM FRENTE DE ESQUERDA COM FREIXO EM 2016!!! (4)

(Mensagem enviada à lista de e-mails do 1º Diretório Zonal. Trata-se de resposta ao comentário de um companheiro)

"Viver apenas da política de assistencialismo social e do Bolsa Família, que é um programa elaborado por D. Ruth Cardoso e implementado no governo FHC...." (Marcos Zarahi)

Incrível. Tenho que fazer o mesmo debate que faço com os tucanos dentro do PT.

Bendita internet, que nos ajuda a combater tanta desinformação e mentira.

Vamos por partes.


1º) "(...) Bolsa Família, que é um programa elaborado por D. Ruth Cardoso e implementado no governo FHC" (Marcos Zarahi)


Será? Acho que não. Vejam a seguinte notícia.

O dia em que FHC rejeitou a Bolsa Família 

SEX, 01/08/2014 - 06:00
ATUALIZADO EM 01/08/2014 - 06:00
Luis Nassif

A Bolsa Família é uma política de universalização da renda mínima com contrapartida de exigência de matricular as crianças na rede escolar.

Ao longo dos anos, tornou-se a principal vitrine do governo Lula, garantiu sua imagem internacional e pelo menos 12 anos de governo ao PT.

O consolo do PSDB é tentar atribuir a origem da política a FHC.

Analisando-se documentos da época, no entanto, constata-se que o cavalo do Bolsa Família passou duas vezes encilhado para o então presidente Fernando Henrique Cardoso – e nas duas vezes, ele deixou de montar.

A última vez foi dois anos apenas antes de Lula apostar na política e se consagrar.

Mais que isso: toda a política de educação do Ministério da Educação implementado a partir do segundo governo Lula, com ampliação das vagas escolares, aumento dos gastos com educação, ampliação dos campus universitários, expansão do instituto técnico, estava presente no Plano Nacional de Educação (PNE) de 2001, aprovado pela Câmara e pelo Senado. E todos esses itens foram vetados por FHC.

***

No início do primeiro governo FHC, o senador Eduardo Suplicy tentou avançar seu Programa de Renda Mínima. No dia 28 de abril de 1996 a Folha entrevistou os diversos Ministérios envolvidos com o tema.

Do Ministro do Trabalho Paulo Paiva (PTB) ouviu que "não podemos simplesmente criar um novo programa que se sobreponha aos atuais". Do Ministro da Previdência Reinhold Stephanes (PFL), ouviu que o governo já tinha programas de renda mínima "e pode aperfeiçoá-los". O Ministro do Planejamento José Serra saiu-se com um não-argumento típico dele. Não era contra, mas o projeto "não tem sido discutido no âmbito do governo". Era só começar a discutir.

Foi a primeira oportunidade perdida.

***

A ideia continuou crescendo. Anos depois, foi apropriada pelo então senador Antônio Carlos Magalhães (ACM ) que a incluiu no Plano Nacional de Educação.

O projeto foi aprovado na Câmara e no Senado e chegou para a sanção presidencial. Dizia o item 1.3, subitem 22: "Ampliar o Programa de Garantia de Renda Mínima associado a ações socioeducativas, de sorte a atender, nos três primeiros anos deste Plano, a 50% das crianças de 0 a 6 anos que se enquadram nos critérios de seleção da clientela e a 100% até o sexto ano."

E aí FHC mostrou sua pequena dimensão de homem público.

O item foi vetado sob o argumento de "contrariar o interesse público". E contrariava devido ao fato de "as metas propostas (...) implicam conta em aberto para o Tesouro Nacional, (...) o que não se compadece com o quanto estabelecido nos arts. 16 e 17 da Lei de Responsabilidade Fiscal".

***

Não ficou nisso.

Pelas mesmas razões de "interesse público" foram vetados o item que  definia uma meta mínima de 40% do ensino público superior através de parcerias com Estados; o Item que criava um Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Superior, para expansão da rede de instituições federais; o item que ampliava o programa de crédito educativo, associando-o ao processo de avaliação de instituições privadas.

E aí por diante.

Dois anos depois Lula assumiria o poder e montaria nos dois cavalões rejeitados por FHC.



2º) "Viver apenas da política de assistencialismo social e do Bolsa Família" (Marcos Zarahi)


Só que não. E a geração de empregos?

Geração de empregos (RAIS): 


1994 / 2002 ===>  5 milhões de empregos


X 

2003 / 2013 ===>  20,4 milhões de empregos



Por: José Prata Araújo

O indicador do mercado de trabalho formal mais amplo é a Relação Anual de Informações Sociais – RAIS. 

Os dados da RAIS são divulgados anualmente, representam cerca de 97% do mercado de trabalho formal brasileiro e são aproximadamente 7 milhões de empresas declarantes. 

De forma diferente do CAGED, que se restringe ao trabalho celetista, a RAIS também recolhe dados dos estatutários, dos trabalhadores regidos por contratos temporários e dos empregados avulsos. 

Na tabela abaixo, utilizamos os dados do CAGED somente em 2013 e 2014, já que os dados da RAIS não foram ainda divulgados para estes dois anos.



Empregos formais: Lula e Dilma dão goleada em FHC


Veja na tabela os dados da RAIS dos últimos 20 anos, sendo os dados de 2014 até maio. Sob Lula e Dilma foram criados 20 milhões 435 mil empregos formais em onze anos e cinco  meses, uma média de 1 milhão 789 mil empregos por ano. Já sob FHC, os números foram bem mais baixos: 5 milhões 17 mil vagas em oito anos, com uma média de 627 mil contratações anuais. Assim, a média anual de geração de empregos nos governos do PT foi três vezes maior que no governo do PSDB.

Como explicar tamanha disparidade na geração de empregos formais entre os governos Lula/Dilma e FHC? As teorias dos tucanos e de seus aliados são risíveis. Veja o que disse o economista Edward Amadeo: “O emprego com carteira assinada cresceu como não fazia desde a década de 1970. Quem imagina que isso se deva ao aumento da taxa de crescimento econômico pode estar enganado. Foi o aumento no crescimento econômico, ou a redução da incerteza com um Lula prudente, que fez as empresas sentirem-se à vontade para contratar mais trabalhadores com carteira? Um bom debate”. (…) “Enfim, a redução da inflação e o arquivamento da política econômica do PT fez muito bem ao país” (Valor 26/12/2007). Ora, se prudência e a confiança dos empresários gerasse empregos, FHC, e não Lula e Dilma, seria o campeão na geração de empregos formais.

O emprego formal no Brasil vem crescendo de forma consistente nos governos do PT e não é por causa das reformas neoliberais, como afirmam os tucanos. Com o PT, a economia acelerou o seu crescimento, o que explica em parte a criação de milhões de empregos formais. O forte impulso da distribuição de renda e do mercado interno de massas, onde se sobressaem empresas fortemente geradoras de mão de obra sejam pequenas, micros, médias e até mesmo grandes empresas, também contribuiu. Os governos do PT têm como diretriz o trabalho de carteira assinada, seguida pela fiscalização do Ministério do Trabalho, ao contrário de FHC que estimulava as empresas a adotarem novas formas de contratação, visando reduzir o que chamavam de “custo Brasil”. Com o PT, os sindicatos foram valorizados, ao contrário de FHC que tinha como objetivo impor-lhes uma dura derrota.

Não podemos permitir a volta dos fantasmas do passado. Como diz a propaganda do PT: “Nosso emprego de hoje não pode voltar a ser o desemprego de ontem. Não podemos dar ouvidos a falsas promessas. O Brasil não quer voltar atrás”.

Como disse o presidente do PT, Rui Falcão: “A sociedade brasileira quer mudar, mas pensando no futuro e não em um passado que ela repudiou de forma reiterada e contundente nas três últimas eleições presidenciais”.

José Prata Araújo, é economista e autor dos livros Um retrato do Brasil – Editora Fundação Perseu Abramo (2006) e O Brasil de Lula e o de FHC – Bis Editora (2010)

Veja outros posts da série “Futuro X Passado” no www.blogdojoseprata.com.br, seção “O Brasil do PT e o do PSDB”.

terça-feira, 16 de setembro de 2014

Brasil reduz a pobreza extrema em 75%, diz FAO.

UOL - O Mapa da Fome 2013, apresentado na manhã desta terça-feira (16), em Roma, pela Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO, na sigla em inglês), mostra que o Brasil conseguiu reduzir a pobreza extrema - classificada com o número de pessoas que vivem com menos de US$ 1 ao dia - em 75% entre 2001 e 2012.

No mesmo período, a pobreza foi reduzida em 65%. Apresentado como um dos casos mundiais de sucesso na redução da fome, o Brasil, no entanto, ainda tem mais de 16 milhões de pessoas vivendo na pobreza: 8,4% da população brasileira vive com menos de US$ 2 por dia.

O relatório da FAO mostra que o Brasil segue sendo um dos países com maior progresso no combate à fome e cita a criação do programa Fome Zero, em 2003, como uma das razões para o progresso do país nessa área. Não por acaso, foi criado pelo então ministro do governo Lula, José Graziano, hoje diretor-geral da FAO.

De acordo com o documento, a prioridade dada pelo governo Lula ao combate à fome - citando a fala do ex-presidente de que esperava fazer com que todos os brasileiros fizessem três refeições por dia - no Fome Zero é a responsável pelos avanços.

Inicialmente concebido dentro do Ministério de Segurança Alimentar, o programa era um conjunto de ações nessa área que tinha como estrela um cartão alimentação, que permitia aos usuários apenas a compra de comida. Logo substituído pelo Bolsa Família, o Fome Zero foi transformado em um slogan de marketing englobando todas as ações do governo nessa área.

"O resultado desses esforços são demonstrados pelo sucesso do Brasil em alcançar as metas estabelecidas internacionalmente", diz o relatório, ressaltando que o Brasil investiu aproximadamente US$ 35 bilhões em ações de redução da pobreza em 2013.

A América Latina é a região onde houve maior avanço na redução da pobreza e da fome entre 1990 e 1992, especialmente na América do Sul, com os países do Caribe ainda um pouco mais lentos. O relatório mostra que o número de pessoas subnutridas na região passou de 14,4% da população para cerca de 5%. Além do Brasil, a Bolívia é citada como exemplo. Apesar de ainda ter quase 20% da população abaixo da linha da pobreza, saiu de um porcentual próximo a 40%.

No mundo todo, 805 milhões de pessoas ainda passam fome. São 100 milhões a menos do que há uma década, e 200 milhões a menos do que há 20 anos, mas ainda muito abaixo da velocidade que permitiria ao mundo cumprir a primeira meta dos objetivos do milênio, de reduzir a pobreza extrema à metade até 2015. Atualmente, apenas 63 países cumpriram a meta. Outros 15 estão no caminho e devem alcançá-la. O relatório completo está disponível no site da FAO.

quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

Política e PT, economia e empreendedorismo: Debate com Marcos Zarahi.

(Debate sobre política, economia e PT com o companheiro Marcos Zarahi, filiado de base do 1º Diretório Zonal, na página desta instância no Facebook)

Razões da aprovação ao governo

“Insisto em afirmar que vc não é petista!! É a face equivocada da idolatria dirigida ao líder carismático e à consagração da política imediatista e do pragmatismo estéril.” (Marcos Zarahi)
Bem, os trabalhadores sofrem, se é que você não sabe, uma série de problemas para os quais querem respostas para ontem. Eles, certamente, não acham que o pragmatismo dos governos Lula e Dilma seja estéril. Senão não elegeriam o PT três vezes seguidas e esteja prestes a lhe dar mais um mandato. 

Lula, mesmo não sendo candidato, é o único nome, segundo as pesquisas de intenção de voto, com potencial para ganhar a eleição presidencial, já no primeiro turno, contra todos os demais possíveis candidatos. 

Dilma goza de um amplo favoritismo para as próximas eleições, e tem ampla aprovação ao seu desempenho à frente do cargo que ocupa. E isso, evidentemente, nada tem a haver com carisma, a não ser que você considere a nossa querida candidata/presidenta carismática.

Agora, você mesmo, lembrou aqui, outro dia, aquela célebre frase do Betinho: 
“Quem tem fome, tem pressa”. 
Por que você acha que essa frase do Betinho marcou tanto? 

Eu te respondo. 

Porque é uma daquelas obviedades que, por egoísmo, muita gente não enxerga. 

E não enxerga até hoje, mesmo ecoando, vez por outra, o alerta e o apelo do Betinho. 

A política imediatista dos governos petistas decorre do senso de urgência em se dar respostas a problemas históricos que sacrificam impiedosamente a vida e a dignidade de milhões de brasileiros. 

Os governos petistas, de Lula e Dilma, têm sido movidos por este senso de urgência e por isso mesmo é que contam com tamanha aprovação popular. 

A aprovação não é ao carisma, porque carisma de político não enche barriga de ninguém. 

Geração permanente de empregos, elevação continuada de salários e programas de transferência de renda para populações socialmente vulneráveis, são estas as razões verdadeiras da aprovação do povo brasileiro aos governos petistas, expressadas em pesquisas de opinião, mas também através da concessão ao PT de sucessivos mandatos presidenciais.


Economia

 “porque desde FHC nossa economia não deixou de se internacionalizar destruindo pequenas e médias empresas nacionais bloqueando e impedindo qualquer ciclo de acumulação de riqueza destinadas aos investimentos para a emancipação das classes populares, seja por uma educação de base de extrema qualidade seja por outros investimentos na velocidade, na quantidade e na qualidade que promova de fato a transformação do país numa real democracia popular !!” ( Marcos Zarahi)
Bem, aqui nós temos no mínimo uma imprecisão de dados. 

Suponho que você chame de “internacionalização” da economia à desnacionalização de grandes empresas privadas brasileiras. 

Se for isso, há de fato uma mudança de destino do lucro dessas empresas, mas os empregos e impostos ficam no Brasil. 

Isto sem falar dos efeitos positivos que qualquer uma dessas grandes empresas tem – dependendo, evidentemente, do setor da economia – no desenvolvimento de cadeias produtivas, das quais fazem parte, não raro, pequenas e médias empresas de capital nacional.

Não é verdade que a desnacionalização de grandes empresas privadas esteja destruindo pequenas e médias empresas nacionais. 

O estudo publicado pelo Instituto Brasileiro de Qualidade e Produtividade (IBQP), em parceria com o Sebrae e a FGV, intitulado “Global Entrepreneurship Monitor -Empreendedorismo no Brasil: 2011”, mostra uma grande vitalidade e um grande otimismo neste setor,  e revela também uma grande vantagem comparativa em relação à maioria dos demais países.*

Inclusive a Venezuela, citada por você como modelo a ser seguido pelo Brasil. 

A pesquisa aponta que, enquanto o Brasil ocupa a 4ª posição no ranking dos países com maior percentual de empreendedores estabelecidos (mais de 3,5 anos), a Venezuela é a última, entre os 54 países avaliados.



Venezuela

“(vide os números da Venezuela de Chaves...saltos de qualidade em muitas coisas, por isso que lá o governo tem oposição armada e precisa de milícias populares e brigadas populares com adestramento militar básico: para resistir às tentativas de golpe!! )” (Marcos Zarahi)
A violência política na Venezuela não tem nada a haver com supostos números. 

Se explica claramente pela existência de uma direita intolerante com a democracia e de uma esquerda com forte predomínio do militarismo.


Curioso é que enquanto você, Marcos, espinafra Lula, critica o governo brasileiro e exalta o governo chavista como modelo a ser seguido pelo PT, o governo chavista exalta Lula e pede ajuda ao Brasil, reconhecendo que está em apuros.




Legado do governo e correlação de forças

“vejo companheiros aqui nesta página e no Brasil inteiro reclamando de que a guerra por um país justo e equânime está sendo perdida pelas ‘correlações de forças’ sempre desfavoráveis!!” (Marcos Zarahi)
Em primeiro lugar, a guerra por um país justo e equânime não está sendo perdida. 

A não ser que você considere uma derrota resgatar mais de 40 milhões de brasileiros da situação de pobreza extrema; gerar empregos, aumentar salários e reduzir desigualdades, continuamente, durante uma década; além de estender direitos sociais a trabalhadores antes desamparados; tudo isso, num processo que vem avançando ininterruptamente, mesmo num contexto de crise econômica mundial.

Qualquer militante de esquerda do mundo, realmente preocupado com a felicidade do seu povo, sentiria orgulho de seu governo com bem menos que a metade disso. 

Eu tenho muito orgulho de todas essas realizações dos governos Lula e Dilma, do meu Partido dos Trabalhadores. 

Dizer que a esquerda está sendo derrotada no Brasil é uma tremenda insanidade.

Isso quer dizer que conquistamos tudo, que o país atingiu níveis ideais de igualdade? 

Evidente que não. 

Quer dizer apenas que demos importantes passos, que são o início de uma longa e dura caminhada. 

O que você, Marcos, e outros, parecem desconhecer, é que o ritmo de qualquer caminhada não depende apenas da vontade do andarilho. 

É determinado também – e eu diria que sobretudo – pelas condições do ambiente físico em que ele dá seus passos.

Cito, pela milionésima vez, o velho Marx:
“Os homens fazem sua própria história, mas não a fazem como querem; não a fazem sob circunstâncias de sua escolha e sim sob aquelas com que se defrontam diretamente, legadas e transmitidas pelo passado.”
Estamos falando de luta de classes, e a luta de classes se assemelha a uma guerra. 

Os comandantes militares mais vitoriosos da História, foram os que tiveram maior competência para traçar suas estratégias, considerando as relações existentes, no momento do combate, entre a força do próprio exército, a força do exército inimigo e as condições do campo de batalha. 

Toda disputa entre dois atores, seja pessoal, militar, esportiva ou política, segue este mesmo padrão de exigência para a obtenção de vitórias. 

Lenin tinha essa compreensão – que a mim parece uma obviedade – e por causa dela teve as maiores desavenças com anarquistas e algumas correntes socialistas, que ele definia, pejorativamente, como “esquerdistas”. 

No livro Esquerdismo, Doença Infantil do Comunismo, ele diz:
“Ao surgir em 1903, o bolchevismo herdou a tradição de luta implacável contra o revolucionarismo pequeno-burguês, semi-anarquista (ou capaz de ‘namoricar’ o anarquismo), tradição que sempre existira na social-democracia revolucionária e que se consolidou particularmente em nosso país em 1900/1903, quando foram assentadas as bases do partido de massas do proletariado revolucionário da Rússia. O bolchevismo fez sua e continuou a luta contra o partido que mais fielmente representava as tendências do revolucionarismo pequeno-burguês (isto é, o partido dos ‘socialistas revolucionários’) em três pontos principais. Em primeiro lugar, esse partido, que repudiava o marxismo, obstinava-se em não querer compreender (talvez fosse mais justo dizer que não podia. compreender) a necessidade de levar em conta, com estrita objetividade, as forças de classe e suas relações mútuas antes de empreender qualquer ação política.”
Esta é primeira e mais importante característica do partido, tendência ou militante padecente do esquerdismo, conforme descrito por Lenin: a incapacidade de compreender a necessidade de levar em conta, com estrita objetividade, as forças de classe e suas relações mútuas antes de empreender qualquer ação política. 

Em outras palavras, a incapacidade de compreender a necessidade de levar em conta a “correlação de forças” entre as classes sociais.

E é impressionante como essa definição se ajusta ao comportamento de setores da esquerda brasileira, inclusive do próprio PT. São como anões abusados querendo enfrentar gigantes, e ainda por cima, no escuro.


Brizolismo

“O CNB é capaz de pisar no pescoço da mãe para ganhar o poder e ficar nele, mesmo sem aplicar tudo aquilo que o PT sempre propôs, não é admirável ??!!” (Marcos Zarahi)

Aqui a idolatria ao líder carismático, Brizola, dá mais uma vez vazão ao seu ressentimento. 

Dele disse Lula, na campanha presidencial de 1989 – em que ambos foram candidatos –, que “pisaria no pescoço da própria mãe” prá conseguir ser eleito. 

Claro está que a crítica à idolatria, ao culto à personalidade de um líder político carismático, não é sincera. 

Vê-se problema, não na idolatria, mas em quem se idolatra. 

O que se propõe, na verdade, é um “fora Lula”, “louvado seja Brizola”.


Crescimento do PT

“Hoje o CNB é o maior entrave para o crescimento do partido!!” (Marcos Zarahi)
O maior entrave, não só para o crescimento do partido, mas também e sobretudo, para o seu fortalecimento, é a falta de consciência quanto à necessidade de se fazer trabalho cotidiano de base e investir na organização dos filiados. 

A CNB não proíbe ninguém de fazer isso. 

Infelizmente, nenhuma tendência prioriza essas questões em sua tese, muito menos expressa esses compromissos em sua prática política. 

O problema do PT não está na teoria, está na prática dos seus militantes. 

Não está no programa, nem na estratégia eleitoral, está nos hábitos e costumes de seus filiados. 

Somos, quase todos, eleitores, não militantes, porque militante é quem efetivamente desempenha tarefas para o partido, sob o comando do partido, em equipe com outros filiados-militantes.

Dizer, além disso, que a CNB é o maior entrave para o crescimento do partido, é brigar com os fatos. 

Porque o PT nunca cresceu tanto quanto depois da primeira eleição do Lula. 

Sob o comando da CNB, o PT cresceu até se transformar num partido eleitoral de massas. 

Não custa lembrar que o PT é o 2º maior partido em número de filiados, tem a maior bancada da Câmara Federal, a 2ª maior do Senado, e foi o partido que obteve o maior número de votos, no país, nas eleições municipais de 2012. 

Portanto, o desafio de crescer, nós já vencemos. 

O desafio, agora, é fortalecer. 

E isso só se consegue com organização. 

O problema é que, mesmo a turma que prega mudança de programa e estratégia, é conservadora nesse campo. 

Não tá nem aí pro trabalho de base e prá organização dos filiados. 

Por isso, não votei em ninguém.
  

CNB e Mensagem ao Partido

“Hoje quem defende Dilma é o Mensagem ao Partido!!” (Marcos Zarahi)
A tese Mensagem ao Partido, no PED 2013, fala muito breve e superficialmente sobre o tema da organização partidária, em seu tópico 22, onde se lê:
“22 - O PT precisa se renovar. Agora é um bom momento com esta nova energia vinda das ruas, diferente dos últimos dez anos em que os grandes momentos de mobilização foram os momentos eleitorais. O PT precisa se transformar num canal pelo qual fluam, além dos setores que já representamos, estes e outros setores sociais das classes trabalhadoras. Para tanto precisa de mudanças em sua forma de organização e direção, na participação dos filiados e filiadas, na sua militância nos movimentos sociais, nas alianças, no seu papel nos governos de coalizão.”
E é só que têm a dizer. 

Que o partido precisa de mudanças na forma de organização. 

Mas não propõe nada, não apresenta nenhum projeto, porque certamente, não deve ter reflexão nenhuma sobre isso. 

E se não tem reflexão nenhuma, é porque não tem essa questão como algo efetivamente relevante. 

É mais uma tendência que usa o tema da organização como ornamento em sua tese. 

Donde se deduz que, chegando ao poder, no partido, nada faria senão dar continuidade ao que hoje temos.

Quanto à política de alianças, diz no tópico 23:
“23 - O PT precisa deixar mais clara para a população a sua identidade dentro das alianças políticas que forma para eleições e para governar. Para tanto terá que elaborar e divulgar com os aliados quais os programas de governo e metas comuns. Terá que explicitar suas divergências em cada questão relevante para a sociedade. Para que o Brasil avance a partir deste novo momento, é preciso refazer nossas alianças, voltando a dar prioridade a uma frente de partidos de esquerda e centro-esquerda, e com organizações e movimentos sociais progressistas e libertários, uma aliança programática que se reflita no Parlamento, nas eleições, e que, a partir daí em parâmetros comuns estabelecidos, dialogue com alianças mais amplas que se disponham a contribuir para a governabilidade.”
Nos debates do PED nacional, o candidato Paulo Teixeira, da tese Mensagem ao Partido, sempre falou em “qualificar alianças políticas”, para não permitir que o PT se confunda com seus aliados, perante a classe trabalhadora. 

Mas nunca propôs ruptura com o PMDB, e sim a manutenção da aliança com este partido. 

O que a Mensagem quer é apenas que as diferenças entre PT e PMDB sejam mais explicitadas pelo partido durante todo o processo político, para que os trabalhadores possam identificar, de maneira clara, quem é quem. 

Ou seja, no frigir dos ovos, Paulo Teixeira e a Mensagem ao Partido defendem tanto a aliança com o PMDB, quanto Rui Falcão e a tão criticada CNB. 

Se esta é um entrave ao crescimento do partido, como você diz, suponho que a outra também deva ser, já que tem essencialmente a mesma política. 

Ou não?



=============

*

Global Entrepreneurship Monitor - Empreendedorismo no Brasil: 2011


Vale a pena, para quem se interessa pelo tema,  dar uma conferida neste material. 

No prefácio do livro, o presidente do Sebrae diz:
“Como resultado do estudo, verifica-se que há no Brasil cerca de 27 milhões de adultos, entre 18 e 64 anos, que estão envolvidos na criação ou já administram um negócio. 

Isso representa mais de 1 em cada 4 indivíduos da população adulta do país. 

Com isso, o Brasil possui, hoje, a 3ª maior população empreendedora, em números absolutos, entre os 54 países estudados. 

(...) 

O estudo mostra ainda que o otimismo para empreender no país é maior que a média mundial e que a proporção das mulheres na TEA [Taxa de Empreendedorismo Inicial] (49%) é a quarta maior, entre os 54 países pesquisados. 

Quanto à faixa etária dos empreendedores no Brasil há um elevado contingente de jovens, entre 25 e 34 anos, que está envolvido com a criação de novos negócios, em contraposição aos Empreendedores Estabelecidos, onde é mais forte a presença de pessoas entre 45 e 54 anos. 

No campo social, verifica-se que, ao contrário da maioria dos países, no Brasil a TEA é proporcionalmente mais alta nos grupos de renda mais baixa, o que reforça o papel do empreendedorismo no processo de inclusão social, em nosso país. 

Finalmente, o estudo mostra ainda que, cada vez mais, o brasileiro considera o início de um novo negócio como uma opção desejável de carreira.”
Já na introdução do mesmo livro, “Global Entrepreneurship Monitor - Empreendedorismo no Brasil: 2011”, define-se a forma usada para classificar as economias dos países estudados.
“Mantendo a linha de análise dos dois últimos anos, para efeitos de comparação dos resultados entre países e conforme descrito no Global Report 2010, o GEM agrupa as economias dos países participantes em três níveis: países impulsionados por fatores, países impulsionados pela eficiência e países impulsionados pela inovação. 

As economias impulsionadas por fatores são dominadas pela agricultura de subsistência e negócios extrativistas, com uma forte dependência do trabalho e dos recursos naturais. 

Nas economias impulsionadas pela eficiência o desenvolvimento é caracterizado pela industrialização e pelos ganhos em economias de escala, com predominância de grandes organizações intensivas em capital. 

À medida que o desenvolvimento avança, os negócios são mais intensivos em conhecimento e o setor de serviços se expande, caracterizando as economias impulsionadas pela inovação. 

O Quadro I.1 apresenta os países participantes da pesquisa 2011 classificados segundo os três níveis anteriormente descritos.

Para simplificar a leitura, no decorrer do documento estes três níveis serão tratados simplificadamente como grupo-fator, grupo-eficiência e grupo-inovação.

Países impulsionados por fatores

Argélia 
Bangladesh 
Guatemala 
Irã 
Jamaica
Paquistão 
Venezuela
Países impulsionados pela eficiência

África do Sul 
Argentina
Barbados
Bósnia e Herzegovina 
Brasil 
Chile 
China 
Colômbia 
Croácia 
Eslováquia 
Hungria 
Letônia 
Lituânia 
Malásia  
México 
Panamá 
Peru 
Polônia 
Romênia 
Rússia 
Tailândia 
Trindade e Tobago 
Turquia 
Uruguai
Países impulsionados pela inovação

Alemanha
Austrália
Bélgica
Cingapura
Coréia do Sul
Dinamarca
Emirados Árabes Unidos
Eslovênia
Espanha
Estados Unidos
Finlândia
França
Grécia
Holanda
Irlanda
Japão
Noruega
Portugal
Reino Unido
República Tcheca
Suécia
Suíça
Taiwan

(Essa classificação é baseada no Relatório de Competitividade Global (Global Competitiveness Report) – Publicação do Fórum Econômico Mundial que identifica três fases do desenvolvimento econômico, considerando o PIB per capita e a parcela das exportações relativa aos bens primários)”


E no capítulo 2, intitulado "Empreendedores do Brasil e países participantes do GEM segundo o estágio dos empreendimentos e nível de desenvolvimento econômico dos países", há um subtítulo onde se faz a comparação do Brasil com outros países, que reproduzo abaixo.

2.3 - Comparação das taxas do Brasil com demais países em 2011  

Na comparação com os demais países participantes da pesquisa em 2011 do quadro 2.2, a TEA [Taxa de Empreendedorismo Inicial] do Brasil (14,89%) encontra-se acima da média dos países participantes (10,95%), situando-se na 13ª posição e acompanhando a média dos países do grupo-eficiência (14,09%), situando-se na 10ª posição nesse grupo de países. 

A TEA mais alta do grupo-eficiência e dentre todos os países participantes foi a da China (24,01%). 

As TEAs mais altas no grupo-fator e no grupo-inovação ficaram respectivamente com a Guatemala (19,31%) e com os Estados Unidos (12,34%). 

Já os países participantes da pesquisa com menor TEA foram Paquistão (9,07%), Rússia (4,57%) e Eslovênia (3,65%), respectivamente nos grupos fator, eficiência e inovação. 

A taxa de empreendedores estabelecidos do Brasil (12,23%), quando comparada aos demais países também no quadro 2.2, coloca o país bem acima da média tanto no total de países (7,02%), quanto nos países do grupo-eficiência (7,25%), ficando na 4ª e 3ª posições respectivamente para os dois grupos analisados. 

A Tailândia apresenta a taxa mais alta para empreendedores estabelecidos (30,11%) tanto no total de países quanto no grupo-eficiência. 

As taxas mais baixas de empreendedores estabelecidos ficaram com a Venezuela (1,57%) no total de países e com a Hungria (2%) nos países do grupo-eficiência.

sábado, 29 de junho de 2013

Sobre uma afirmação do militante Sardenberg.


Sobre a imagem acima, que tem sido por oposicionistas no Facebook, digo o seguinte:

A Globo é um partido político e Sardenberg é um militante.

É a declaração de um militante de partido político de direita e não de um jornalista de economia que passo a comentar nas próximas linhas.

Em primeiro lugar, é falsa a afirmação de que a pobreza tem sido combatida, pelos governos petistas, apenas através da transferência direta de renda, por meio de programas como o Bolsa Família e o Brasil Carinhoso. Como também é falsa a afirmação seguinte de que "a economia não consegue gerar emprego e renda para essa gente".

A verdade que a Globo tenta esconder, é que, só o governo Lula, em seus dois mandatos, gerou 15 milhões de empregos formais, contra apenas 5 milhões gerados nos dois governos de FHC. Já Dilma, em seu primeiro ano de governo, e em plena crise econômica mundial, gerou mais de 1 milhão e 300 mil empregos com carteira assinada.

Quer falar de renda, Sardenberg? Será que você desconhece que, em apenas uma década de governos petistas, o salário mínimo teve uma elevação de seu poder de compra da ordem de 70%?

Será que desconhece, além disso, que com as baixíssimas taxas de desemprego que temos tido no Brasil, a demanda por mão de obra tem sido, frequentemente, maior que a disponibilidade ociosa, e que, graças a isso, os salários, há anos e em quase todas as categorias, têm tido ganhos reais, acima da inflação?

É bom que sempre se destaque, que este cenário altamente positivo, que Sardenberg finge não ver, tem se mantido a despeito da crise gravíssima que tem destruído as economias de vários países, com repercussões sociais que vão desde o desemprego e a redução de salários, até à perda de direitos historicamente consagrados. Nada disso se verifica por aqui.

Como se vê, Sardenberg e seus patrões da Globo, fundamentam suas teses em informações cuja natureza falaciosa facilmente se demonstra. Eles contam com a desinformação das pessoas para disseminar mentiras e induzi-las a conclusões que os fatos reais, vividos pelas pessoas e mensurados pelos pesquisadores, negam-se a respaldar.

Para encerrar, quero comentar a última frase do discurso de Sardenberg, citado na imagem de abertura desse tópico:
"O fim da pobreza depende de dois outros fatores: crianças e jovens nas escolas e qualidade do ensino". 
Mais uma falácia do “sábio” Sardenberg.

Em primeiro lugar, crianças e jovens famintos não aprendem nada. Se suas famílias não tiverem uma renda que lhes assegure a alimentação, a qualidade do ensino nas escolas não poderá beneficiá-los.

Em segundo lugar, pobreza é ausência ou carência de riqueza. A única maneira de combatê-la é transferir riqueza. Quando possível, essa transferência deve ser feita sob a forma de salário. Quando não, tem que ser feita sob a forma de benefício estatal. Trata-se, neste caso, de uma ação de emergência, semelhante à transfusão de sangue que se faz para salvar e manter a vida de uma pessoa vitimada por hemorragia.

Pois é isso, mesmo, o que o governo do PT tem feito. Tem transferido renda para os mais pobres através da geração continuada de empregos formais, de aumentos seguidos de salários e de benefícios emergenciais diretos, concedidos através de programas como o Bolsa Família e o Brasil Carinhoso.

A classe media de direita, caracterizada por patológico egoísmo e insensibilidade social, despreza os indiscutíveis avanços que tem sido feitos na última década. Luta, ao contrário, para que haja um retrocesso. Seu mundo ideal é o do “cada-um-por-si-e-o-Estado-pela-classe-media”. Ser burguês é o sonho dessa gente mesquinha, incapaz de perceber a dor do próximo, muito menos de se regozijar quando essa dor encontra alívio. Abominam a igualdade, enquanto sonham intimamente com injustificados e injustos privilégios.

Essa “raça de víboras” nunca deixará de resistir a qualquer esforço que se faça visando à redução das desigualdades sociais no país. Mas será derrotada, como em 2002, 2006 e 2010, nas urnas e nas ruas, pelo próprio povo brasileiro, que, em sua imensa maioria, é constituído por gente justa, generosa e solidária, que reconhece e aprova os esforços e os resultados que tem sido apresentados à sociedade pelo governo do Partido dos Trabalhadores.

quarta-feira, 26 de junho de 2013

Guido Mantega: ninguém disse "cadê meu emprego" nos protestos.

"O principal predicado da economia é gerar emprego. Não vi na manifestação nenhuma pergunta de cadê o meu emprego." (Guido Mantega, 26/06/2013)

Fonte: iG

domingo, 23 de junho de 2013

Pesquisa Mensal de Emprego (PME) do IBGE. Acompanhe mês a mês.

Pesquisa Mensal de Emprego (PME) - Produz indicadores mensais sobre a força de trabalho que permitem avaliar as flutuações e a tendência, a médio e a longo prazos, do mercado de trabalho, nas suas áreas de abrangência, constituindo um indicativo ágil dos efeitos da conjuntura econômica sobre esse mercado, além de atender a outras necessidades importantes para o planejamento socioeconômico do País. Abrange informações referentes à condição de atividade, condição de ocupação, rendimento médio nominal e real, posição na ocupação, posse de carteira de trabalho assinada, entre outras, tendo como unidade de coleta os domicílios.

A pesquisa foi iniciada em 1980, sendo submetida a uma revisão completa em 1982 e duas parciais, de vulto, em 1988 e 1993, por meio das quais foram realizados ajustamentos restritos somente ao plano de amostragem. Em 2001, passou por um amplo processo de revisão metodológica visando não só à captação mais abrangente das características de trabalho e das formas de inserção da mão-de-obra no mercado produtivo, como também à atualização da cobertura temática da pesquisa e sua adequação às mais recentes recomendações da Organização Internacional do Trabalho – OIT.

As principais alterações metodológicas introduzidas nesta revisão referem-se à implementação de mudanças conceituais no tema trabalho; ampliação da investigação com vistas ao melhor conhecimento da população ocupada e da população à procura de trabalho, entendendo-se como tal a tomada de providências efetivas para consegui-lo, tais como: contato estabelecido com empregadores, prestação de concurso, inscrição em concurso, consulta a agência de emprego, sindicato ou órgão similar, entre outras; além de alterações nos instrumentos e nos procedimentos de coleta, ressaltando-se, neste caso, a introdução da coleta eletrônica, bem como alterações no processo de expansão da amostra. A revisão tornou possível o aprofundamento da investigação e a agregação de alguns aspectos adicionais, permitindo estudos acerca de temas específicos, que contemplam características demográficas, sociais e econômicas do mercado de trabalho.

Periodicidade: Mensal

Abrangência geográfica: Regiões metropolitanas de Recife, Salvador, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, São Paulo e Porto Alegre.

Download dos Relatórios Mensais

Pleno Emprego no Brasil.

Em abril segundo a ata da 175ª reunião do Copom, do Banco Central, realizada no final de maio, o Brasil registrou a segunda menor taxa de desemprego desde 2002. Enquanto no resto do mundo o desemprego cresce, aqui cai e permanece em níveis que os economistas consideram como de Pleno Emprego.

O pleno emprego não significa o fim do desemprego, mas ocorre quando o nível de trabalhadores sem emprego se situa em uma faixa que os especialistas definem como friccional, ou seja, quando o trabalhador fica fora do mercado de trabalho por um curto período de tempo, entre 30 e 60 dias. É isso o que tem ocorrido no Brasil, diferentemente dos demais países.