sexta-feira, 22 de abril de 2016

Senado e Supremo são golpistas. Só eleições gerais podem salvar a democracia.

Senado e Supremo são da Globo e da Fiesp. O golpe já está contratado. Só eleições gerais, já em outubro, podem impedi-lo, salvar a democracia e dar a Lula a chance de dialogar com o povo e ter do povo a concessão de mais um mandato presidencial, para dar prosseguimento ao projeto iniciado em 2003.

Silvio Melgarejo

22/04/2016


https://www.facebook.com/notes/silvio-melgarejo/senado-e-supremo-s%C3%A3o-golpistas-s%C3%B3-elei%C3%A7%C3%B5es-gerais-podem-salvar-a-democracia/1265856836761046


Contra o golpe: Greve Geral, antecipação da eleição presidencial ou Eleições Gerais?

Eleições gerais não são incompatíveis com uma greve geral. Pode-se trabalhar as duas coisas simultaneamente. O problema é a viabilidade e a expectativa do efeito político prático de uma e de outras. Isso é que precisa ser avaliado.

Golpe de Estado


Golpe de Estado é a derrubada de um governo por setores do Estado, através de meios inconstitucionais, para a tomada do poder político. O golpe, portanto, é meio para atingir um fim que é a tomada do poder. O presente processo de impeachment é, de acordo com este conceito, uma tentativa de golpe de Estado. E está inegavelmente avançando a despeito de todos os esforços feitos para detê-lo.

A proposta de antecipação da eleição presidencial tem ganhado força entre petistas exatamente porque ela pode frustrar o objetivo dos golpistas, que é a tomada do poder, abrindo ao mesmo tempo a possibilidade para que Lula assuma a presidência da república já em 2017, dois anos antes do que se planejava,

Loucura é confiar no Senado e no Supremo


É preciso ser realista. Ninguém, em sã consciência, pode confiar no Senado e no Supremo ou acreditar que eles vão ser mais sensíveis à pressão dos defensores do mandato da Dilma do que foi a Câmara no dia 17 de abril. O Senado é tão corrupto e golpista quanto a Câmara. Nele, Dilma só terá chance se o Supremo enquadrar os senadores, exigindo que provem o crime de responsabilidade para aprovar o impeachment. E qual a chance de uma corte acovardada, como bem definiu Lula, impor esta condição ao Senado? Todo mundo sabe, desde o julgamento do mensalão, que o Supremo se borra de medo da Globo. Há seis meses, Janot pediu o afastamento do Cunha ao STF e até agora o Cunha está na presidência da Câmara. Já a nomeação do Lula como ministro foi prontamente suspensa quando pedida pelo PSDB. É remotíssima, portanto, a chance do processo de impeachment da Dilma ser arquivado pelo Senado, não nos iludamos.

Greve geral com recessão?


Em minha mensagem inicial eu disse:
"A mim parece que só uma mobilização de massas de magnitude e intensidade equivalentes às das manifestações de junho de 2013 teria força para conter o movimento golpista que avança nas ruas e nas instituições do Estado."
As recentes mobilizações contra o golpe, convenhamos, estiveram muito longe disso. Na entrevista de anteontem a Paulo Moreira Leite, João Pedro Stédile propôs uma greve geral. É, de fato, uma forma de luta bem mais efetiva e impactante do que um comício ou passeata. Mas é realizável na atual conjuntura? Eu estou certo que não.

Só pode acreditar na viabilidade de uma greve geral em plena recessão econômica, com elevados índices de desemprego, quem nunca participou do movimento sindical. Esta ponderação, aliás, da dificuldade de se fazer uma greve geral num ambiente social de desemprego, foi feita pelo Paulo Moreira Leite ao Stédile que, dizendo que isso ainda tinha que ser discutido com a CUT, acabou reconhecendo que a greve poderia ser apenas parcial, mas que pelo menos a Petrobras ele tinha certeza de que poderia parar.

Ora, uma geral em que só uma empresa - por maior que seja - e mais alguns setores param, não é greve geral. Greve geral prá valer tem que parar o país, e isso é um negócio muito mais complicado de se fazer. Tão complicado que, mesmo nos anos 80, quando não havia recessão e quando havia ascenso do movimento de massas, as tentativas de greve geral sempre foram a partir da unificação das campanhas salariais de grandes categorias nacionais que tinham data base para os seus dissídios muito próximas ou coincidentes, como bancários, metalúrgicos e petroleiros. Mas mesmo assim, nós nunca conseguimos fazer uma verdadeira greve geral, eram greves parciais, nas quais se tentava, quase sempre em vão, parar os transportes para compensar a falta de efetiva adesão das massas. Greve geral prá valer tem que ter organização sindical mas também organização popular nos bairros, prá manter o trabalhador no lugar onde ele mora ajudando a fechar as ruas e estradas.

Uma greve geral hoje, com o grau de desorganização que temos na classe trabalhadora, com o quadro que temos de recessão e sem a possibilidade de nos valermos sequer daquele velho truque da unificação de lutas específicas, não tem a menor chance de ser realizada, seria um fracasso monumental, que só serviria para abater o moral da vanguarda do movimento de resistência ao golpe. Com todo respeito ao grande João Pedro Stédile, penso que ele está tremendamente equivocado. E digo isto não só por causa da proposta da greve geral, mas também pela crença que ele manifesta de que seria muito fácil derrubar um possível governo Temer apenas com mobilização social. Acho isto uma ilusão perigosa, que não considera o enorme poder de repressão do Estado e a realidade objetiva e subjetiva dos trabalhadores. Além da desorganização, há que se considerar o medo generalizado de perder o emprego, em razão da recessão, que deve continuar, e o controle absoluto que a direita ainda terá preservado da mídia, do Legislativo e do Judiciário.

Derrotar o golpe é quase impossível. Eleger Lula em 2016 é muito provável


Ontem à tarde eu conversava no Facebook com uma companheira de São Paulo sobre esta proposta das eleições gerais e disse a ela o que transcrevo abaixo:
"A esquerda tem mais chances hoje de vencer uma eleição presidencial do que de derrotar o golpe que está em curso. Isto porque nem o PSDB, nem o PMDB têm candidato próprio competitivo. Muito provavelmente, se houver eleição, apoiarão a Marina, que tem liderado as pesquisas junto com Lula. E o Lula é um candidato forte que tem todas as condições para crescer e ganhar essa disputa. 

Só uma eleição permitirá que haja um grande debate nacional programático, algo que não tem tido espaço para acontecer hoje. E é a falta de debate programático que tem impedido a maior parte da classe trabalhadora de enxergar o que está em jogo com este golpe de Estado. O golpe tende a ser vitorioso porque a disputa tem envolvido apenas a burguesia e a pequena burguesia [o Stédile reconheceu isso na entrevista ao Paulo Moreira Leite]. A classe trabalhadora, que poderia decidir a favor da esquerda, está assistindo de fora, não tem participado, porque não entende que o golpe pode lhe afetar.

Como têm dito alguns - e a própria Dilma - este processo de impeachment tem sido na verdade uma eleição indireta com candidato único. Garantir uma eleição direta, quando se constata que não há outro meio de impedir que a indireta prossiga, ainda mais quando temos um candidato altamente competitivo e quando o debate programático nos favorece - a "Ponte Para o Futuro" enterra qualquer candidatura que a apresente numa campanha -, me parece uma estratégia muito mais promissora do que apostar no legalismo e na isenção do Supremo, sabendo que ali a derrota é quase certa. 

Pense na repressão aos movimentos sociais dos governos Richa e Alckmin e imagine esta mesma repressão em escala nacional. Já temos a mídia, o Judiciário, o Legislativo e o Ministério Público contra nós. Queremos ter também as Forças Armadas, a Polícia Federal e a Força Nacional de Segurança?"

Governo Temer massacraria os trabalhadores


Portanto, companheiros, o que eu penso é que num possível governo Temer os trabalhadores ficariam numa posição muitíssimo desfavorável, já que o desemprego resultante da recessão anularia a principal arma dos sindicatos, que é a greve, ao mesmo tempo que a direita teria ao seu dispor todo o aparato repressivo do Estado. Nestas circunstâncias, a capacidade de resistência dos trabalhadores aos ataques da burguesia aos seus direitos seria absolutamente insuficiente e as derrotas se sucederiam. Se para muitos "quanto pior, melhor", para mim, "quanto pior, pior".

A proposta de Eleições Gerais


Mas o que eu proponho não é apenas a eleição presidencial, embora eu ache que ela sozinha já sirva para abrir um espaço mais amplo para a esquerda dialogar com a sociedade e até conquistar mais um mandato, dando continuidade, com Lula, ao mandato de Dilma, que terá sido abreviado. O que eu proponho são as eleições gerais. Sei que é muito pouco provável a aprovação de uma PEC para isso, mas acho que é plenamente possível fazer uma campanha de massas, que bastaria, por si só, para botar o Congresso golpista na defensiva, criando um ambiente político mais favorável para Lula fazer os seus primeiros movimentos como presidente da república, a partir de 2017, caso seja eleito. O companheiro O. traduziu bem o desafio político que temos quando disse que "a derrota do golpismo passa pela derrota desse Congresso", e usou uma expressão que define com precisão o efeito prático que uma campanha por eleições gerais pode ter. Nós podemos EMPAREDAR o Congresso golpista. E podemos conseguir isso exatamente porque, como bem avalia a companheira L., "um chamamento por eleições gerais teria apoio até de parte daqueles que estavam apoiando o impeachment".

A "questão central" é salvar o projeto petista


A questão central para os petistas deve ser salvar o projeto petista e a democracia da qual ele depende. Estes são os objetivos. Já as ações necessárias para atingi-los devem ser definidas de acordo com as circunstâncias políticas reais e não de acordo com vontades descoladas da realidade. E a realidade é que o Senado é tão golpista quanto a Câmara; a realidade é que o Supremo é também golpista, porque submisso à vontade da Globo; e a realidade é que um Senado e um Supremo golpistas não vão ser menos indiferentes aos apelos por democracia vindos das ruas, do que foi a Câmara no dia 17 de abril.

A antecipação da eleição presidencial não é golpe, é anti-golpe; não é renúncia, nem impeachment da Dilma, é o retorno definitivo do Lula à linha de frente do combate político contra a ofensiva conservadora e neoliberal e a antecipação do seu retorno à presidência da república, para dar continuidade, em novas bases, ao projeto político iniciado por ele mesmo em 2003.

A antecipação da eleição presidencial não legitima o golpe simplesmente porque na prática frustra o objetivo do golpe, que é a tomada do poder. E a mobilização popular não se dilui na eleição presidencial ou nas eleições gerais, ao contrário, é favorecida por elas, porque é exatamente no período das campanhas eleitorais que mais abrem-se espaços e disponibilizam-se meios para o exercício do debate político programático amplo, que é educativo para as massas e que contribui para que as massas desenvolvam a sua capacidade de discernimento.

O próprio Stédile admitiu, na entrevista a Paulo Moreira Leite, que as manifestações contra o golpe tem sido feitas majoritariamente pela pequena burguesia e não pelo proletariado, que tem se mantido à margem de todo esse processo de luta. E o que eu tenho dito é que uma eleição pode contribuir muito para a incorporação deste setor à luta contra o golpismo exatamente porque proporciona a ele a informação e a reflexão crítica que tem-lhe faltado, impedindo que ele entenda a disputa de projetos que está por trás da luta pró e contra o impeachment.

A antecipação da eleição presidencial e as eleições gerais não representam de maneira nenhuma uma condenação da Dilma, são na verdade um recuo tático, que é a abreviação do seu mandato, para permitir um avanço imediato e muito significativo, que é a eleição do Lula.

Saudações petistas,

Silvio Melgarejo

21/04/2016


(texto enviado ontem à lista de e-mails do 1º Diretório Zonal do PT - Rio de Janeiro/RJ)

https://www.facebook.com/notes/silvio-melgarejo/contra-o-golpe-greve-geral-antecipa%C3%A7%C3%A3o-da-elei%C3%A7%C3%A3o-presidencial-ou-elei%C3%A7%C3%B5es-gerai/1265705703442826

terça-feira, 19 de abril de 2016

Contra o Golpe, uma nova estratégia: Eleições Gerais, Já!

Terminou o primeiro tempo da partida do golpe e não se pode dizer que o resultado do jogo até aqui seja surpresa. As estimativas do governo sobre a votação de domingo (17) sempre apontaram para um resultado favorável, mas apertado, e a direita, afinal, acabou votando majoritariamente como direita, contra a legalidade e contra a democracia. Estamos sendo, até aqui, derrotados e é preciso que entendamos - para ter condições de virar o jogo - que isto se deve não apenas à canalhice de Cunha, Temer e demais parlamentares golpistas, mas sobretudo à irrestrita confiança depositada por Lula. Dilma e a maioria da direção do PT no compromisso da mídia e das instituições burguesas com a democracia. Tratamos inimigos de classe como amigos e esperamos deles uma lealdade e honestidade que nunca fizeram parte das suas naturezas. As traições que se sucedem agora mostram o quanto isto foi equivocado.

No dia 17 de abril, a mobilização social, dos partidos e do governo contra o golpe foi facilmente derrotada, não conseguiu evitar a aprovação da continuidade do processo de impeachment, que agora vai ser examinado e julgado pelo Senado. O governo acredita que o Supremo vai ser mais rigoroso com o Senado do que foi com a Câmara na exigência da observância das normas do chamado “devido processo legal”, o que tornaria quase certa a derrota do impeachment já que, neste caso, os autores da ação teriam que provar a existência e a autoria do crime de responsabilidade da presidenta da república. Mas será que o Supremo o fará, será que atuará como o governo espera que ele atue? O mais provável é que não, a julgar pelos sinais que tem dado.

A mim parece que só uma mobilização de massas de magnitude e intensidade equivalentes às das manifestações de junho de 2013 teria força para conter o movimento golpista que avança nas ruas e nas instituições do Estado. As belas mobilizações feitas até agora em defesa da democracia não foram suficientes para barrar o golpe na Câmara e não serão suficientes para barrar o golpe no Senado e no Supremo. Acredito, que com a atual estratégia da esquerda, o mais provável é que o golpe da direta se consuma, sem dificuldade. Por isso defendo que a esquerda mude a sua estratégia.

É preciso, em primeiro lugar, deixar de lado definitivamente a ilusão do compromisso da mídia e das instituições burguesas com a legalidade e com a democracia. A aprovação ou não do impeachment depende agora da vontade do Senado e do Supremo e nem o Supremo, nem o Senado merecem confiança. Por isso a esquerda deve se antecipar ao revés, que se afigura inevitável, e surpreender os inimigos do povo e da democracia com uma Proposta de Emenda Constitucional para a realização de eleições em outubro em todos os níveis parlamentares e de governo.

Se os golpistas querem o poder antes de 2018, vamos desafia-los a enfrentar o teste das urnas ainda este ano, agora sem o financiamento de campanhas eleitorais por empresas. Que o povo seja chamado a arbitrar o presente conflito político e a decidir soberanamente o que deseja para o seu futuro. Não podemos deixar que o destino do Brasil seja definido por um Poder Legislativo sem legitimidade e por um Poder Judiciário que é claramente submisso às Organizações Globo.

Esta proposta de Eleições Gerais, que já vinha sendo defendida pelo PSTU e por Luciana Genro, do PSOL, sempre me pareceu uma forma disfarçada de golpe, mas ganhou sentido novo agora, depois da derrota acachapante que a democracia sofreu na votação do processo de impeachment na Câmara. Na medida que as condições para o golpe se consolidam e ele se torna inevitável, a única saída possível para salvar a democracia é promover a devolução de todos os mandatos de representação ao povo, para que o povo os redistribua a novos representantes, através de eleições gerais.

Há uma outra proposta, que se tem divulgado na mídia, de antecipação da eleição apenas para presidente da república. Considero uma proposta ruim, porque não satisfaz de maneira plena o desejo de mudança manifestado pelos milhões que foram às ruas, contra ou a favor do golpe. A face medonha da atual legislatura da Câmara Federal, até à noite de 17 de abril desconhecida pela maioria dos brasileiros, encheu de vergonha a nação e justifica o baixíssimo conceito do Poder Legislativo perante a sociedade. Se Dilma, mulher digna e honesta, que nunca cometeu nenhum crime, é forçada a renunciar ao seu mandato, daquela corja imunda de canalhas não se pode deixar de exigir que faça o mesmo, pelo bem da democracia, da justiça e da ética na política. Acredito que deva ser esta a nova estratégia do governo Dilma e das frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo para derrotar o golpe de Estado da direita e fazer avançar a democracia.

Fora Temer! Fora Cunha!

Abaixo o Congresso corrupto e golpista!

Eleições Gerais Já!

Silvio Melgarejo

19/04/2016


https://www.facebook.com/notes/silvio-melgarejo/contra-o-golpe-uma-nova-estrat%C3%A9gia-elei%C3%A7%C3%B5es-gerais-j%C3%A1/1263103133703083

segunda-feira, 4 de abril de 2016

Se houver GOLPE, vai ter CONTRAGOLPE!

Presidente da República empossado por Golpe de Estado NÃO TEM LEGITIMIDADE NENHUMA PARA GOVERNAR o Brasil. Por isso, caso venha a se consumar o golpe contra Dilma, o governo que for empossado será DURAMENTE CONTESTADO PELO POVO BRASILEIRO, desde o seu primeiro dia de mandato.

Ao presidente golpista, seja ele quem for, Temer, Cunha, Aécio ou Marina, não será dado um dia sequer de paz, enquanto não se restabelecer a democracia, com o retorno da legítima mandatária ao cargo para o qual foi eleita e do qual terá sido apeada de forma ilegal e inconstitucional.

Os verdadeiros democratas do Brasil lutam hoje para derrotar o GOLPE. Mas se o golpe se consumar, não reconhecerão e se empenharão pela derrubada do governo ilegítimo.

Saibam os senhores golpistas: Vocês não vão ter vida fácil neste país se levarem adiante este ataque que preparam contra a democracia. SE HOUVER GOLPE, VAI TER CONTRAGOLPE!

Silvio Melgarejo

04/04/2016


https://www.facebook.com/notes/silvio-melgarejo/se-houver-golpe-vai-ter-contragolpe/1254037521276311


É hora de invadir as páginas dos sites de notícias no Facebook.

As páginas de sites de notícias no Facebook estão cheias de gente honesta que apoia o impeachment da Dilma apenas por falta de informação e estímulo à reflexão crítica.

Estas pessoas estão sendo enganadas e podem mudar de ideia, desde que lhes apresentemos boas razões para tal.

Nestas páginas, que têm grande número de seguidores, só se ouve o discurso pró-golpe e antipetista, sem nenhuma expressão de contestação relevante.

O discurso único faz com se forme uma bolha crescente de opinião, que precisa ser furada, o quanto antes, pela militância petista e pelos defensores da democracia.

É hora de invadir as páginas dos sites de notícias, para fazer o debate político frontal com o golpismo e disputar com ele a opinião dos milhares de seguidores destas páginas.

Não podemos mais deixar a militância golpista falar sozinha ao povo brasileiro nestes espaços, disseminando mentiras e preconceitos e alimentando o ódio contra Lula, Dilma e o PT.

É hora de reagir e derrotar o golpismo nestes lugares, onde ele reina apenas porque ainda não lhe demos o devido combate.

Façamo-lo agora, companheiros. Vamos investir vigorosamente na formação de grandes correntes de opinião pública contrárias ao golpe nos espaços para comentários das páginas dos sites de notícias no Facebook.

Abaixo, uma lista de links, para quem topar entrar nessa briga.

https://www.facebook.com/bbcbrasil/

https://www.facebook.com/congressoe...

https://www.facebook.com/elpaisbras...

https://www.facebook.com/epoca/

https://www.facebook.com/estadao/

https://www.facebook.com/folhadesp/

https://www.facebook.com/g1/

https://www.facebook.com/ig/

https://www.facebook.com/InfoMoney/

https://www.facebook.com/jornaloglo...

https://www.facebook.com/politicaes...

https://www.facebook.com/revistaIST...

https://www.facebook.com/TerraBrasi...

https://www.facebook.com/UOLNoticia...

https://www.facebook.com/Veja/

OBS.: Quem se lembrar de mais algum, adicione nos comentários que eu incorporo à lista.

Silvio Melgarejo

04/04/2016


https://www.facebook.com/notes/silvio-melgarejo/%C3%A9-hora-de-invadir-as-p%C3%A1ginas-dos-sites-de-not%C3%ADcias-no-facebook/1253691747977555

segunda-feira, 28 de março de 2016

Este impeachment é GOLPE e seu objetivo é impor ao país um PROGRAMA ECONÔMICO antinacional e antipopular.

Este impeachment é GOLPE


Impeachment é a cassação do mandato de um presidente da república. Trata-se de uma medida extrema, de repercussões tão grandes na vida de um país, que os autores da Constituição brasileira tiveram o cuidado de estabelecer regras rígidas e muito claras para impedir a banalização do seu emprego. Estas regras estão no Artigo 85 da Constituição e na chamada Lei do Impeachment, a Lei nº 1.079, de 10 de abril de 1950 (Lei 1079/50).

É verdade, portanto, que o impeachment está previsto na Constituição. Mas só pode ser levado a efeito se ficar comprovado que o presidente da república cometeu, direta e intencionalmente, algum ato que possa ser enquadrado numa das situações descritas no Artigo 85 da Constituição e na Lei 1079/50. Quando levado a efeito sem a observância desta condição, o impeachment é um ato arbitrário, ilegal e inconstitucional podendo, por isso mesmo, ser classificado como Golpe de Estado.

É o caso da presente proposta de impeachment da presidenta Dilma Rousseff. Até agora não se comprovou que a presidenta tenha cometido nenhum crime, nenhum daqueles atos elencados na Constituição e na Lei 1079/50. Por isso é correto que se diga que este impeachment que querem fazer é um golpe. O impeachment, quando acontece fora dos marcos estabelecidos pelo ordenamento jurídico do país, nada mais é do que um Golpe de Estado.

Corrupção é pretexto


Os defensores do impeachment da presidenta Dilma no Congresso, na verdade, nunca quiseram combater a corrupção porque são, eles próprios corruptos notórios, com processos no STF e investigados na própria Operação Lava Jato. Têm seus nomes citados como beneficiários de esquemas de corrupção em documentos apreendidos ou em depoimentos de delatores, além de comprovadas contas secretas no exterior, para onde mandam a grana da roubalheira. E são estes que querem derrubar e substituir Dilma, contra quem não pesa uma suspeita sequer de envolvimento em qualquer ato ilícito.

Quase todos os golpistas do Congresso, a começar por aquele que está conduzindo o processo de impeachment, o presidente da Câmara, Eduardo Cunha, representam interesses de grandes empresas nacionais e estrangeiras, em troca de propinas e doações de campanha. Eles não querem combater a corrupção. Querem derrubar Dilma para levar Michel Temer, do PMDB, à presidência da república e fazer um governo cujo projeto anunciado consiste basicamente em:
- privatizar a Petrobras e entregar o Pré Sal às petroleiras estrangeiras;

- arrochar salários e acabar com os direitos dos trabalhadores garantidos pela CLT e pela Constituição de 88;

- acabar com os programas sociais criados e mantidos pelos governos petistas na última década; 
- privatizar o Banco Central para dar controle total e definitivo da taxa de juros Selic ao Itaú e Bradesco; e

- acabar com a Operação Lava Jato antes que ela chegue à corrupção do PMDB, do PSDB e do DEM.
São estes os verdadeiros objetivos do golpe do impeachment, assim como da implacável perseguição política mantida contra o ex-presidente Lula e o Partido dos Trabalhadores. Querem prender Lula para impedir que ele ajude Dilma a governar e para impedir que ele seja candidato na eleição presidencial de 2018. Sabem que se deixarem Lula se candidatar, ele ganha de novo a eleição e lhes impõe a quinta derrota consecutiva. E sabem que a maior liderança popular e o único partido de esquerda de massas do país são os maiores obstáculos à realização do ataque que pretendem fazer aos direitos dos trabalhadores e à soberania nacional. Por isso se empenham tanto em criminalizar Lula e o PT, em levar o ex-presidente à prisão e cassar o registro legal do seu partido.

Denunciar o golpe do impeachment e seus objetivos ocultos


O objetivo do golpe do impeachment não é livrar o Brasil da corrupção e sim impor ao país um projeto de governo que foi rejeitado pela maioria da sociedade em quatro eleições presidenciais consecutivas e que não tem a menor condição de ser aceito na eleição de 2018, por sua evidente natureza antinacional e antipopular. A constatação desta inviabilidade eleitoral é que levou à decisão de se buscar um atalho para o poder que não passasse pelas urnas. Mas as ilegalidades da Operação Lava Jato e o golpe de Estado contra a presidenta Dilma são apenas os primeiros passos da escalada autoritária da direita, antessala da ditadura que se pretende estabelecer no país para tentar sufocar a previsível resistência cívica do povo brasileiro.

Derrotar o golpe e impedir a implantação de uma ditadura é absolutamente fundamental para se deter a ofensiva conservadora contra a soberania nacional e os direitos da classe trabalhadora. E a melhor maneira de se combater o golpe é denunciar a ilegalidade do impeachment e os verdadeiros objetivos dos seus defensores, mal dissimulados pelo discurso fajuto do combate à corrupção petista.

sábado, 19 de março de 2016

Os objetivos ocultos do golpe.

A ditadura quer voltar, através do golpe de Estado, para entregar o Pré Sal às petroleiras americanas, arrochar os salários dos trabalhadores e atacar e retirar os seus direitos. Querem acabar com a democracia para roubar mais facilmente as riquezas naturais do país e aumentar a exploração do trabalho do já superexplorado povo brasileiro. A nação não pode e não deve se render a este assalto. O povo brasileiro há de resistir, antes, durante e depois do golpe, se o golpe se consumar. Não haverá paz no Brasil enquanto não se restabelecer o respeito à democracia, à soberania nacional e aos direitos dos trabalhadores brasileiros.