sexta-feira, 21 de novembro de 2014

O impeachment de Dilma continua sendo a estratégia da oposição de direita.

Anteontem, 19/11/2014, um companheiro chamado Daniel Spirin Reynaldo postou no Facebook a seguinte mensagem:
"BANHO DE ÁGUA FRIA NOS EXTREMISTAS GOLPISTAS

Mônica Bérgamo traz uma notícia em sua coluna de hoje na Folha de S. Paulo que põe fim às pretensões golpistas/intervensionistas da direita radical e das viúvas da ditadura."
 Respondi-lhe no dia seguinte, 20, com o seguinte texto:
"Daniel. O que está descartado é a 'quartelada', ou seja, o golpe de Estado que tem como agentes as forças armadas. A ameaça real, que ainda persiste, é a do golpe que tem como agentes o parlamento, o Judiciário, o Ministério Público e a Polícia Federal. O impeachment de Dilma continua sendo a estratégia da oposição de direita."
Compartilhei o link abaixo:
Segredo do golpe é parecer algo constitucional e democrático
E conclui com a seguinte imagem:

O que é "organizar a base do partido".

quinta-feira, 20 de novembro de 2014

Por um partido indutor, organizador e dirigente das mobilizações dos trabalhadores.

Não existe mobilização espontânea. A importância do partido militante e dirigente.


Em 18/11/2014 postei a imagem acima como comentário em um status do deputado Alessandro Molon.

No dia seguinte, 19, uma companheira chamada Joseli Lannes disse a respeito da mensagem desta minha imagem:
"Como simpatizante e participante desde 1982, acho que está na hora de re-construir o PT e re-sintoniza-lo às ações de trabalhadores e da sociedade - a sociedade se mobilizará e organizará nova vias, com ou sem PT. Eu gostaria que fosse com, como tenho trabalhado. Mas sem achar que o PT 'fará indução e dirigira as mobilizações de trabalhadores'. Armadilha perigosa."
Em resposta a ela, postei o seguinte texto:
"Joseli Lannes. Não existe mobilização espontânea. Todas são induzidas por alguma organização, que pode ser uma entidade do movimento social, uma rede de televisão ou um partido ou frente de partidos políticos. 

Também não existe mobilização social bem sucedida se não houver uma direção que seja capaz de garantir a unidade de ação e de propósitos. Mobilização sem direção resulta em dispersão e desvirtuamento de objetivos. 

O mais recente exemplo disso foram as manifestações de junho de 2013 que nasceram movidas por bandeiras democráticas e de esquerda e acabaram se esgotando sem alcançar outro resultado significativo além do fortalecimento da direita. 

Os protestos de junho começaram com a demanda de um pequeno movimento em São Paulo, o Movimento Passe Livre, e se agigantaram, ganhando uma dimensão nacional e ampliando e diversificando sua pauta. 

O problema é que não havia nenhuma organização de esquerda capaz de dar direção às massas que foram para as ruas em todo o país. E este vazio de direção acabou sendo ocupado por uma poderosa organização de direita, que foi a Globo. 

A emergência do fascismo, que hoje vemos desfilar, desafiar e ameaçar a democracia, se deu em junho de 2013, induzida e orientada pela Globo para o desgaste - que efetivamente se deu - do governo Dilma e do PT. Alcançado o objetivo pretendido, a própria Globo tratou de esvaziar o movimento com a colaboração dos black blocs.

A lição que se pode tirar destes eventos é que não basta à esquerda botar o povo na rua para alcançar seus objetivos. É preciso fazê-lo de forma organizada para garantir a unidade de ação e de propósitos. E não existe organização sem direção. 

O que eu defendo é que o PT se prepare para ser essa direção que as massas precisam para atuarem de forma coesa e coordenada na defesa do mandato de Dilma e da democracia e na luta pela Reforma Política e pela Democratização da Mídia."

terça-feira, 18 de novembro de 2014

Por um partido indutor, organizador e dirigente das mobilizações dos trabalhadores.

Sem organização, o partido é uma máquina desmontada. Debate com o presidente do 2º Diretório Zonal e outros companheiros.


Compartilhei ontem esta imagem em minha página pessoal no Facebook e em algumas comunidades petistas. A publicação deu início ao debate que reproduzo abaixo.

Messias Gonçalves Cardoso - "A máquina é de todos nós, quais são suas avaliações para que possamos avalia-lo, Silvio?"

Silvio Melgarejo - "A máquina é de todos nós. Mas você conhece o estatuto do partido? Sabe que ele estabelece prerrogativas e responsabilidades diferentes para filiados de base e dirigentes? Pelo visto, não. Eu sou filiado de base. E você? É dirigente? Leia, por favor, o estatuto do seu partido."

Jose Aureliano Barbosa - "Todos nós militantes que acreditam e lutam por um Brasil melhor, a luta continua."

Silvio Melgarejo - "Nós somos 'peças' da 'máquina', Jose Aureliano Barbosa. Quem tem que juntar as peças e montar a máquina é a direção do partido. Esses dirigentes são eleitos no Processo de Eleição Direta (PED) e compõem instâncias chamadas 'diretórios'. Os diretórios têm atribuições que estão definidas no estatuto do partido. Uma das missões dos diretórios é exatamente organizar a sua base de filiados. Para isso, eles precisam cumprir as seguintes tarefas que cito abaixo:"



Juliana De Brito Sellani - "Somos militantes e não fugimos a luta ...."

Silvio Melgarejo - "Os filiados ficam em sua imensa maioria dispersos e sem contato nenhum uns com os outros e com a direção do partido exatamente porque estas atribuições previstas no estatuto do PT não são em geral cumpridas pelos nossos diretórios."

Jorginho Do Andaraí - "Isso não é verdade. Sou presidente do diretório da 2ª Zonal do PT no Rio de Janeiro e sei muito bem quem são os filiados e filiadas do partido."

Silvio Melgarejo - "Jorginho Do Andaraí. Você tem endereços, telefones e e-mails atualizados de TODOS em seu cadastro? Mantém contato permanente com TODOS como determina o Estatuto? Como você faz essa atualização do cadastro? Pode dizer?"

Jorginho Do Andaraí - "Silvio Melgarejo não compete ao presidente do Diretório Zonal tomar conta de filiados/as 24 horas por dia. Acabamos de sair de uma eleição nacional e a militância do partido mostrou sua força e organicidade. No RJ estamos trabalhando com núcleos do partido e cabe aos coordenadores/as dos núcleos manter sua organização interna. A 2ª Zonal é composta por 11 bairros e 23 comunidades. Desta forma sabemos quem são os filiados do partido."

Silvio Melgarejo - "Jorginho Do Andaraí. O que você chama desdenhosamente de 'tomar conta de filiados' eu chamo de 'fazer trabalho de base'. E isso compete sim, companheiro, ao presidente e ao conjunto do seu diretório zonal, particularmente à sua comissão executiva. É para isso que vocês foram eleitos no PED, para cumprir deveres que estão muito bem definidos no estatuto do partido, que todo dirigente tem a obrigação de conhecer e cumprir. 

Cito abaixo dois artigos do estatuto do PT, aos quais já fiz menção acima, que estabelecem claramente como COMPETÊNCIAS dos diretórios zonais a manutenção do cadastro de filiados e a comunicação permanente com todos os filiados. Dizem estes artigos:
'Compete aos Diretórios Zonais (...) manter em dia o cadastramento dos filiados e filiadas do Zonal.' (Artigo 87, letra 'c', do Estatuto do PT)

'Compete à Comissão Executiva Zonal (...) informar e atualizar TODOS os filiados e filiadas sobre políticas, propostas, publicações, materiais e demais iniciativas do Partido.' (Artigo 88, letra 'g', do Estatuto do PT)
O estatuto é claro. Estas duas tarefas são atribuições dos diretórios zonais, que são instâncias dirigentes, e não dos núcleos, que são instâncias de base. 

O que você está dizendo é que simplesmente transferiu para os coordenadores de núcleos uma responsabilidade que o estatuto do PT diz, com todas as letras, ser sua, como presidente do diretório zonal. 

Eu não sei quantos núcleos você tem realmente estruturados e atuantes na sua zonal. Mas tenho absoluta certeza de que a imensa maioria dos filiados da sua base territorial está fora deles, dispersa e sem contato com o partido, como a maioria dos filiados Brasil afora.

O seu depoimento é importante, Jorginho, porque confirma o que venho dizendo. Os dirigentes dos diretórios do PT não têm a disciplina do trabalho de base e por isso não cumprem a missão de organizar o partido em suas jurisdições.

A verdade é que os diretórios raramente funcionam e inexistem rotinas de trabalho em suas secretarias. E isso acontece porque não existe controle e cobrança tanto da base destes diretórios quanto das instâncias que lhes são superiores.

Eu te pergunto, Jorginho: que tarefas têm cumprido regularmente os seus secretários de Organização, Finanças, Comunicação, Formação Política e Mobilização, desde que tomaram posse no início do ano? Não me refiro, evidentemente, a campanhas e sim a tarefas específicas de cada secretaria, que são vitais para o funcionamento regular do partido.

Um abraço, companheiro."