segunda-feira, 19 de maio de 2014

Capítulo 3 - Rede Zonal de Escolas de Formação Política.

Da Seção 5 da Parte 3 do Projeto Ação PT de Diretório Zonal

Imaginem, companheiras e companheiros, se o sistema público de educação do Brasil, constituído pelo Ministério da Educação, pelas 26 secretarias estaduais e pelas 5.570 secretarias municipais espalhadas por todo o país, não tivesse escolas e universidades federais, estaduais e municipais. Onde as crianças e jovens iriam estudar?

Pois o PT vive uma situação assim. Tem 1 secretaria nacional, 26 secretarias estaduais e mais de 3.500 secretarias municipais de Formação Política, mas apenas uma (pelo que sei) escola de Formação Política, a nacional, atendendo a um número restrito de filiados.

Aí eu lhes pergunto: Aonde a imensa maioria dos filiados, que não é atendida pela Escola Nacional de Formação Política, está recebendo formação política? Em lugar nenhum. E a formação política, convém lembrar, é um direito de todo filiado, previsto no Estatuto do PT. Mas, parece que ninguém leva, mesmo, muito a sério este direito e a própria importância da formação política dos filiados para a realização da concepção de partido que o PT expressa em seus documentos oficiais.

O PT precisa urgentemente de uma rede nacional de escolas de formação política, que, encabeçada pela Escola Nacional, seja composta por redes estaduais, municipais e zonais de ensino. Os petistas das zonas Centro e Sul do Rio de Janeiro precisam de uma Rede Zonal de Escolas de Formação Política. Não tem sentido a existência de uma secretaria de Formação Política no diretório zonal sem uma rede de estruturas destinadas à execução da sua política. É como uma secretaria de educação sem rede de ensino.

“Formação” política, aliás, é “educação” política, não sei porque preferem este termo. Deveríamos falar em educação política para o exercício da cidadania partidária e para a luta pelo socialismo democrático. Mas vou seguir usando o termo adotado pelo partido, já que ele não compromete o entendimento da proposta que faço. E a minha proposta é a criação de uma Rede Zonal de Escolas de Formação Política, com uma unidade em cada bairro da base territorial do 1º Diretório Zonal. A manutenção das Escolas de Formação Política seria uma das funções dos comitês de bairro do diretório.

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Capítulo 2 - Proposta de currículo básico para a Formação Política.

Da Seção 5 da Parte 3 do Projeto Ação PT de Diretório Zonal

Para atingir esses objetivos, proponho a instituição de três cursos regulares, a serem elaborados e ministrados pela Secretaria de Formação Política do 1º Diretório Zonal, que são:
- O curso “Conceitos Usados no Debate Político”, que visa habilitar o filiado para a redação e leitura do discurso político.

- O curso “Estudo Sistemático do Estatuto do PT”, que visa explicar ao filiado como o partido se estrutura e funciona, quais os seus direitos e deveres, enquanto membro do partido, e quais as atribuições dos seus dirigentes.

- E o curso “Estudo Sistemático das Resoluções de Congressos e Encontros Nacionais Sobre o Socialismo Petista”, que visa explicar ao filiado qual é o projeto estratégico do partido para o país.
Saber é poder. Democrática é a discussão em que todos, debatedores e plateias, dispõem de acesso à informação e recursos linguísticos e conceituais equivalentes, para a interpretação da realidade, para a expressão de seus pontos de vista e para a defesa de seus direitos. Socializar o saber é socializar o poder, é democratizar. Essa é, em síntese, a grande missão da Formação Política dentro do Partido dos Trabalhadores. Criar condições para a realização de uma verdadeira democracia partidária através da socialização dos saberes necessários a uma participação política autônoma e consciente de seus filiados.

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Capítulo 1 - A missão da Formação Política.

Da Seção 5 da Parte 3 do Projeto Ação PT de Diretório Zonal

A boa comunicação exige que emissor e receptor de mensagens façam uso de um mesmo código linguístico, ou seja, que falem a mesma língua. Todo debate é um confronto de juízos acerca de algum objeto ou fenômeno e esses juízos se dão sempre a partir de conceitos.

No debate político, há conceitos que precisam ser bem dominados para que cada um, ao falar, seja entendido naquilo que pretende dizer, e para que cada um, ao ouvir, seja capaz de entender exatamente aquilo que lhe pretendem transmitir. O debate político será tanto mais produtivo quanto maior for o domínio que tenhamos sobre os conceitos usados no desenvolvimento das análises e na construção dos raciocínios.

Creio que o principal papel da Formação Política é exatamente este: proporcionar ao militante os meios linguísticos e instrumentos conceituais necessários para que ele participe, sem interpretes e sem tutores, do debate político e das decisões que são tomadas a partir dele. O domínio da língua e dos conceitos permitirá que exercite, ele mesmo, sua reflexão, sua crítica e seu discernimento, de tal modo que suas escolhas possam ser feitas de forma independente e consciente.

A missão da Formação Política é educar o filiado para que ele possa exercer, em plenitude, a sua cidadania partidária e para que ele possa bem servir ao partido e suas causas. E, para isso, não basta que o filiado esteja apto apenas a fazer análise política e participar de debates. É preciso, também, que ele conheça os próprios direitos, enquanto filiado, e que saiba como cobrar estes direitos dentro do partido; que conheça os próprios deveres e saiba como cumpri-los; e que conheça realmente o projeto que Partido dos Trabalhadores tem para o país.

Acredito, portanto, que o objetivo da Formação Política do PT, deve ser, em primeiro lugar, proporcionar ao filiado:
- Domínio dos conceitos usados nos discursos políticos;
- Ciência dos objetivos estratégicos e táticos do partido;
- Ciência de como o partido se estrutura e funciona;
- Ciência dos próprios direitos e deveres dentro do partido; e
- Ciência das atribuições das instâncias dirigentes.
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Seção 5 - Secretaria de Formação Política

Da Parte 3 do Projeto ação PT de Diretório Zonal

Capítulo 1


Capítulo 2


Capítulo 3



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Capítulo 2 - Jornal Digital Diário, Jornal Semanal Impresso e Conferência Zonal de Comunicação Partidária.

Da Seção 4 da Parte 3 do Projeto Ação PT de Diretório Zonal

O jornal é a mais importante ferramenta que existe para a construção e manutenção de um partido democrático, de massas e de quadros, militante e dirigente, como pretende ser o PT. O jornal é um educador político, na medida que transmite e adestra a militância no manejo de instrumentos conceituais de análise. E o jornal é um propagandista, um agitador e um organizador, quando pauta o debate político da base partidária, quando unifica o discurso da militância e coordena sua ação na sociedade, quando dialoga fraternalmente com a classe trabalhadora de esquerda e quando estabelece debate público com as forças contrárias ao projeto do partido. O 1º Diretório Zonal precisa ter um jornal para cumprir essas tarefas.

O jornalista Franklin Martins costuma dizer que 2/3 do custo de um jornal impresso correspondem a despesas com impressão e distribuição. Um jornal digital não tem essas despesas. Exige, portanto, um investimento muito mais baixo, cerca de três vezes menor. Por isso proponho a criação de um jornal digital diário, para ser o órgão oficial máximo de comunicação do 1º Diretório Zonal. A inclusão digital promovida pelos governos Lula e Dilma, permite que se tenha a expectativa de alcançar parcelas significativas da classe trabalhadora residente nos bairros situados em nossa base territorial.

Mas, para o trabalho de base nas ruas, porta a porta, junto aos filiados do partido e junto à classe trabalhadora local, será fundamental que o diretório zonal tenha também um jornal semanal impresso.

A missão da imprensa partidária zonal, deve ser retratar a realidade do dia a dia dos bairros, mostrando aos trabalhadores como os problemas vividos por eles, nos lugares em que moram e trabalham, se relacionam com as grandes questões nacionais da política, e como o enfrentamento dessas grandes questões nacionais se relaciona com a luta pelo socialismo democrático. Toda notícia relevante para os trabalhadores deve dar ensejo à transmissão de conceitos, à defesa dos valores da esquerda democrática, à afirmação dos objetivos intermediários e finais do PT e à defesa de seus projetos. A missão da nossa imprensa deve ser formar uma opinião pública socialista e democrática nas zonas Centro e Sul do Rio de Janeiro, pautando o debate interno do partido, o debate do partido com as outras forças políticas e o seu diálogo com a classe trabalhadora de esquerda.

Para a realização deste projeto, o diretório zonal deve recrutar filiados jornalistas e blogueiros em sua base, para trabalho em regime de voluntariado. Mas não deve descartar a possibilidade de contratar profissionais assalariados. Para identificação e recrutamento desses quadros, contribuirá o Censo Partidário Zonal, que proponho neste documento. E, para promover uma discussão mais aprofundada sobre os projetos do Jornal Digital Diário e do Jornal Semanal Impresso, proponho a realização de uma Conferência Zonal de Comunicação Partidária.

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Capítulo 1 - Rede Zonal de Comunicação Partidária.

Da Seção 4 da Parte 3 do Projeto Ação PT de Diretório Zonal

Planejamento e Organização são as duas primeiras etapas do que a Administração chama de Processo Administrativo. As duas etapas seguintes, em que o Processo Administrativo se conclui, são a Direção ou Liderança da execução das ações planejadas e o Controle do desenvolvimento dessas ações e de seus resultados, para garantia de que tudo seja feito como programado, para o aperfeiçoamento dos procedimentos adotados e até para a recomendação de mudanças no próprio planejamento.

Dirigir ou liderar é influenciar pessoas a fazerem aquilo que se deseja que elas façam. Não é possível dirigir ações coletivas sem organização, ou seja, sem que cada indivíduo saiba exatamente o que lhe compete fazer. E a condição para que isso ocorra é que haja canais eficazes de comunicação entre dirigentes e dirigidos, através dos quais possam ser compartilhadas informações e transmitidos comandos. Numa organização como o PT, além disso, que pretende seguir um modelo democrático de tomada de decisões e gestão de recursos, a comunicação tem que se dar não apenas verticalmente, entre dirigentes e dirigidos, mas também horizontalmente, entre dirigidos e dirigidos, para que se dê o livre e permanente debate de ideias, a partir do qual possam se expressar os consensos e os dissensos legitimadores das escolhas democráticas.

Em razão disso, é que eu proponho ao 1º Diretório Zonal a criação de um sistema de comunicação partidária em rede, uma Rede Zonal de Comunicação Partidária, e que essa rede de comunicação seja estruturada para ser a base de todo trabalho político do diretório nas zonas Centro e Sul do Rio. Proponho que o diretório estabeleça, através dela, múltiplos canais de interlocução com os filiados de sua base, desde as reuniões em ambiente físico, passando pelas várias formas de comunicação via internet, pelo uso do telefone, das mensagens SMS, e pelo envio de cartas, através do Correio, até às visitas domiciliares, para entrevistas, conversas ou entrega pessoal de correspondências do partido.

Cada um destes canais de interlocução constituirá uma frente de militância partidária, entendida como frente de trabalho partidário voluntário, para a qual se recrutarão os filiados da própria base, dando-lhes o treinamento, as orientações e os meios necessários ao desempenho das tarefas e funções para as quais forem designados, de acordo com seus conhecimentos e habilidades, e de acordo com suas disposições e disponibilidades de tempo. O Diretório Zonal, por sua vez, terá que cumprir uma rotina de trabalho político diário, para coordenar todas estas frentes e torna-las produtivas.

A Rede Zonal de Comunicação Partidária que proponho é uma rede multimídia, porque acredito que o PT deva estar presente na vida dos seus filiados através de todas as mídias, já que só assim poderá estar com todos, onde estiverem, na hora que eles puderem e desejarem. Um partido de massas, tem que ter uma política de comunicação de massas. E, comunicação de massas, não se faz com uma só mídia e nem com uma só linguagem.

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Seção 4 - Secretaria de Comunicação

Da Parte 3 do Projeto Ação PT de Diretório Zonal

Capítulo 1


Capítulo 2



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